Cooperativas inauguram frigorífico Alegra



As cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal, através da intercooperação, inauguraram no mês de outubro, a Unidade Industrial de Carnes, que produz a marca Alegra Foods, no município de Castro. A planta do frigorífico é uma das mais modernas da América Latina. O investimento é de R$ 250 milhões e gera no início das atividades 750 empregos diretos, sendo que, 40% é mão de obra feminina. Em 2016 chegará a 1000 empregos e terá 60% de mão de obra feminina. A unidade irá abater 600 mil animais por ano, ou seja, 2.300 suínos por dia e processar 1.800 toneladas por mês de produtos industrializados. A meta até 2019 é dobrar a quantidade de abate. A inauguração do investimento fortalece e consolida umas das mais promissora cadeias de carne do Brasil. O investimento das três cooperativas envolve mais de 2.500 famílias ligadas ao agronegócio, destas 120 famílias estão inseridas na suinocultura da região. Quem capitania o investimento é a Castrolanda, que possui 55% de participação nos investimentos da indústria. A Frísia tem 25% e a Capal os outros 25%. Além do dinheiro das cooperativas, o investimento contou com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Estão previstos até 2019 outros R$ 250 milhões em investimentos no campo através dos suinocultores e cooperativas para o aumento da produção, na quantidade de leitões, infraestrutura, mão de obra, entre outros itens, com objetivo de dobrar a produção na indústria. O superintendente da UIC, Ivonei Durigon, explica que são várias as características que tornam a unidade como a mais moderna da América Latina. “Aqui possuímos a primeira linha de desossa aérea contínua de paleta das Américas e a primeira linha de desossa aérea contínua de pernil do mundo. Estas tecnologias garantem menos contato e assim esse tipo de manipulação da carne, tem menor risco de contaminação. Aliado a isso o operador pode deixar a sua plataforma de acordo com seu tamanho o que reduz esforço físico do trabalhador, dando-lhe melhores condições de trabalho”, afirma o Ivonei. Outro detalhe segundo ele é que a unidade foca o conceito de sustentabilidade, ou seja, procura reutilizar energia e água. “A UIC possui um sistema de absorção de calor que aproveita o que é usado no processo industrial, que reduz em 12% o consumo da energia elétrica. É um sistema inovador e acredito que um dos primeiros no mundo a usar essa tecnologia. Além, disso a planta tem um sistema de captação de água da chuva e isso armazenado equivale ao consumo de um mês em todo o processo industrial”, descreve o superintendente. Outro fator também importante segundo ele é reuso da água, que depois de ser tratada é utilizada nas áreas externas e lavagem dos caminhões que transportam os animais. O diretor presidente da Castrolanda, Frans Borg acredita que um país só é desenvolvido se existe uma sociedade organizada que sabe superar desafios e definir metas. “Aqui nos Campos Gerais somos desenvolvidos na agropecuária, justamente porque os produtores souberam se organizar. 'Quando os homens se buscam união, metade da batalha está vencida. Quando, de mãos dadas unem os pensamentos em favor do bem comum, então tudo dará certo.’ Nós acreditamos nisso, e nós buscamos essa organização. Esse empreendimento só foi possível, porque os produtores acreditaram e são investidores neste negócio. Só foi possível, porque as três cooperativas, uniram as cabeças, pois individualmente são pequenas para tal investimento”, falou o presidente no discurso da inauguração. Ele também destacou a participação da Prefeitura Municipal de Castro, do Governo Estadual, do Ministério da Agricultura e dos bancos BRDE, BNDES. “Além de todos esses parceiros contamos também com Criador que está sempre ao nosso lado derramando muitas bênçãos em nosso trabalho”, afirmou o presidente. Ele salienta que o investimento compreende toda a cadeia da suinocultura, desde das matrizes ao produto final na gôndola do mercado com produtos industrializados, levando em conta o lema “De família para família”. A governadora em exercício Cida Borghetti disse que o apoio do Estado a empreendimentos como esse responde ao compromisso do governo de Beto Richa para com a população e com o desenvolvimento do Paraná. “É a resposta positiva do Paraná a toda essa situação de crise que o Brasil vive hoje. O Paraná vem enfrentando a crise com trabalho, investimento e melhoria da infraestrutura”, afirmou Cida Borghetti. O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, ressaltou a participação das cooperativas na economia paranaense. “Essa nova unidade industrial, fruto de três cooperativas, vai promover o crescimento na produção de suinos na região e transforma-la em produto de alto valor agregado e ampliar a presença paranaense em muitos mercados no mundo”, disse ele. “O objetivo do Governo do Estado ao apoiar emprendimentos como esse e, justamente, ampliar a produção, criar empregos na indústria e ampliar a presença do Estado no mercado mundial. Nada mais inteligente que apoiar isso”, afirmou Ortigara. MERCADO - No mercado interno, os produtos industrializados vão para Paraná, São Paulo, e Santa Catarina, e a venda de carcaça, além destes estados, está sendo feita para Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Somada a carne in natura, a indústria processa as linhas de presuntos e apresuntados, curados (salames e copa), cozidos e defumados, (bacon, paio e calabresa), linguiça frescais e cortes especiais (temperados e marinados). ALEGRA - Alegra sugere alegria, felicidade, contentamento e o significado desse nome deve se prestar a associações positivas, no sentido de bem estar e sabor. Nome de fixação fácil, que soa bem ao ouvido, cuja repetição da vogal “a” no início e fim do vocábulo segue a técnica empregada por outras grandes marcas do mercado, com sonoridade suave, não agressiva, e que “pega” fácil no ouvido das pessoas.


Alegra Foods em números R$ 250 milhões é o investimento na planta industrial R$ 250 milhões é o investimento no campo até 2019 2.300 suínos abatidos por dia 750 pessoas empregadas, sendo 40% mulheres 1mil empregos diretos até 2016 125 cooperados/sócios/produtores de suínos 1mil toneladas de carne exportadas (outubro) 44 mil m² de área construída 40 hectares de área total

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