8 de março – Dia Internacional da Mulher

Produção de fumo e a mulher na função que lhe era reservada.

 

 

 

Por: Luciana Asadczuk
Mestranda em Linguagem,

Identidade e Subjetividade (UEPG).

 

 

Dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, mas será que todos sabem a origem desta comemoração?
Segundo a pesquisadora Maria Amélia de Almeida Telles (1999), a comemoração teve origem com a greve de centenas de operárias têxteis da Fábrica Cotton, ocorrida em Nova York (EUA), em 1857. Na ocasião, “elas reivindicavam a redução da jornada de trabalho para dez horas diárias e o direito à licença maternidade”, mas foram reprimidas pelas forças policiais que atearam fogo na fábrica, matando 129 operárias (TELLES, 1999, p. 96). A proposta para que este dia fosse consagrado como o Dia Internacional da Mulher foi feita pela “comunista alemã Clara Zetkin, numa homenagem àquelas operárias” (TELLES, 1999). Apesar de a história ser semelhante à origem do Dia do Trabalhador, o 8 de março não é considerado um feriado.
A mulher na Agricultura – o que mudou
No Brasil Colônia, dos anos 1500 a 1800, a sociedade formada aqui no Brasil, “organizou-se sob forma patriarcal”, ou seja, o poder, as decisões e os privilégios estavam nas mãos dos homens. “Nessa situação, o papel que cabia à mulher da classe dominante (proprietários e terras e de escravos) era, necessariamente, o de esposa, mãe dos filhos legítimos do senhor. A mulher se casava ainda muito jovem e o marido, escolhido pelo pai, era, geralmente, bem mais velho” (TELLES, 1999, p. 18-19). Ainda de acordo com Telles (1999), “a essa mulher ensinavam apenas a lavar, coser e fazer renda”, leitura, escrita e contas era coisa de homens. Hoje, podemos notar o quanto as mulheres conquistaram seu espaço, seja no meio rural ou urbano. Aquelas, que antes somente serviam aos homens, hoje comandam grandes empresas, são políticas, advogadas, médicas, etc.
No meio rural, o que vemos hoje são mulheres guerreiras que, além de serem mães e esposas em tempo integral, gerenciam grandes fazendas, criações de gado e produção agrícola em geral. Há pesquisas que confirmam que a mulher tem uma capacidade maior de gerenciar negócios, tornando-os mais lucrativos e isso, devido a sua organização e capacidade de prever problemas futuros. Nos Campos Gerais temos vários exemplos de mulheres que gerenciam grandes propriedades, que deixam de lado sua fragilidade e tem alcançado, desta forma, grandes resultados. Um exemplo disso é a proprietária de uma leiteria em Carambeí e cooperada Frísia Cooperativa Agroindustrial, Marlene Kaiut, que reergueu o negócio da família que estava prestes a ser fechado devido à muitas dívidas. Marlene também foi vencedora do Prêmio Mulher de Negócios do Sebrae, em 2015, ficando com o primeiro lugar.  

 

 

Secretária Inedina  G. Lima  e  a

vice presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa,

Jussara S. Bittencourt.

 

No Sindicato Rural de Ponta Grossa também temos vários exemplos. Hoje, na diretoria do Sindicato temos duas mulheres: Jussara Salgado Bittencourt como vice-presidente e Inedina Guimarães Lima, como secretária. Estas são também associadas ao Sindicato, proprietárias rurais e lideram seus negócios sozinhas. Assim também temos outras associadas como a D. Maria Helena Ribas Coimbra que, sozinha, gerencia suas fazendas e seus negócios na pecuária e agricultura e também já fez parte da diretoria do Núcleo do Charolês de Campos Gerais/PR. Estes são somente alguns exemplos de mulheres batalhadoras que auxiliam no crescimento rural do nosso município. Estas e muitas outras mulheres agricultoras, empreendedoras e líderes são o exemplo de que muito mudou dos séculos passados até hoje.

 

Maria Helena R. Coimbra

pioneira na criação da raça

Charolês nos Campos Gerais.

Atualmente existem diversos programas que incentivam a mulher a entrar no mercado de trabalho e a fazer parte dos negócios da família. Um deles é o curso Mulher Atual, oferecido pelo SENAR em algumas cidades, em parceria com Sindicatos Rurais e outras entidades. Este curso tem como objetivo sensibilizar a potencialidade feminina, com desenvolvimento humano, social e econômico. Na região dos Campos Gerais temos a Castrolanda, que criou o programa Mulher Cooperativista, que atende as associadas, esposas e filhas dos associados da cooperativa.

 

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