Nova tecnologia com corretivo granulado pretende corrigir o solo de forma mais rápida



“ Ano a ano o produtor deseja passar o seu teto de produtividade. Portanto, utilizar as tecnologias trabalhadas pelo laboratório da universidade visa atender essa necessidade.” Prof. Dr. Adriel Ferreira da Fonseca



O Laboratório de Nutrição de Plantas (LNP) da UEPG, em parceria com a Omya do Brasil S.A, com a coordenação do Prof. Dr. Adriel Ferreira da Fonseca, apresentaram uma palestra sobre corretivos especiais para controle da acidez de solos sob plantio direto visando a produção de grãos. O encontro apresentou um estudo recente que o laboratório da universidade finalizou e agora pretende compartilhar dados com produtores e o público agronômico regional. O assunto foi abordado na Associação dos Engenheiros Agrônomos dos Campos Gerais (AEACG). O mercado nacional de corretivos de fertilizantes ficou por muito tempo acomodado e hoje existe uma série de produtos modernos, segundo o professor Adriel. "Assim, é importante o produtor ficar atento às pesquisas atuais e estar aberto para levar essas tecnologias em sua propriedade. Pois ano a ano o produtor deseja passar o seu teto de produtividade. Portanto, utilizar as tecnologias trabalhadas pelo laboratório da universidade visa atender essa necessidade”, frisa Adriel.


A nova tecnologia de granulação reage um terço do tempo mais rápido, seja na correção de solo aplicado na superfície ou em solos revolvidos.


O professor acredita que é importante compartilhar os resultados uma vez que o laboratório da UEPG é pioneiro no estudo de corretivos especiais para o solo. “Estes corretivos de carbonato de cálcio e carbonato de magnésio, com a tecnologia distinta de moagem que foram estudados de modo pioneiro na região dos Campos Gerais, são produtos que estão entrando no mercado brasileiro e já estamos indo para o quarto ano de pesquisa. A palestra, portanto, é um momento de transferir essa tecnologia com a classe agronômica e fazer os ajustes necessários na nossa região, fazendo com que, mais tarde, esse trabalho seja difundido no restante do país”, descreve. Ele ressalta que a tecnologia de moagem destes corretivos é suíça e a aplicação e adaptação foi realizada pelo laboratório da universidade. A nova proposta traz a oportunidade de oferecer carbonato de cálcio e carbonato de magnésio de forma mais rápida ao solo. “Nos solos que temos trabalhado ele reage um terço do tempo mais rápido, seja na correção de solo aplicado na superfície ou em solos revolvidos, apesar de termos calcários de alta qualidade na região. Portanto, uma das vantagens é o tempo, e tempo é dinheiro na produção”, destaca o professor Adriel. Ele salienta ainda, que este produto apresenta uma nova tecnologia de moagem oferecendo um produto granulado. “O produto granulado tem facilidade de aplicação muito boa e não tem desperdício de material. A tecnologia tradicionalmente utilizada na indústria de calcário é uma tecnologia milenar. Assim temos produtos de diferentes granulometrias e com essa variedade de granulometria, muitas vezes é aplicado praticamente um pó. Quando visitamos as áreas rurais na época de aplicação de calcário, percebemos que as estradas, vizinhos, árvores, receberam calcário e o objetivo não era este, e sim a terra. Sendo assim, a proposta desta tecnologia de granulagem, traz a opção de colocar aquilo que você deseja aonde deseja, sem desperdício e com ganho na absorção do solo”, frisa o pesquisador. O professor lembra que já existem alguns técnicos usando uma parcela da propriedade com essa tecnologia para avaliarem também os benefícios. “Já temos profissionais utilizando e checando os resultados de pesquisas, visando a utilização deste novo produto em campo. Esses trabalhos estão juntos com a tecnologia de precisão, justamente buscando reduzir as manchas de variação da fertilidade de solo e esse novo produto possibilita uma melhor aplicação”, conta. Serviço: O professor anuncia que os produtores que desejarem saber mais detalhes sobre esse tipo de tecnologia podem entrar em contado com o Laboratório de Nutrição de Plantas (LNP). adriel@uepg.br -Laboratório de Nutrição de Plantas (LNP) - Departamento de Ciência do Solo e Engenharia Agrícola (DESOLO) - Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Avenida General Carlos Cavalcanti, 4748 - Campus Uvaranas - Ponta Grossa (PR) - CEP: 84030-900. Tel. (42) 3220-3090 (Lab.) / 3220-3789 (Sala) / 9162-0066 (cel.) / 3220-3072.



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