Dia de Campo de Verão Embrapa lança novas cultivares

 

 Na presença de mais de 200 produtores, profissionais da assistência técnica e estudantes, a Embrapa Soja, a Embrapa Produtos e Mercado e a Fundação Meridional lançaram no Dia de Campo de Verão, no início do mês de março, em Ponta Grossa (PR), duas novas cultivares para o Sistema Intacta: a BRS 1003IPRO e BRS 1007IPRO.
Para o gerente da unidade Embrapa Ponta Grossa, Osmar Paulo Beckert, o evento é tradicional da região e envolve a cultura da soja e do feijão. Já este tem uma importância maior, pois a Embrapa está lançando novos produtos no mercado, além de estações com diversos assuntos. “As quatro estações abordam manejo integrado e doenças que vem causando prejuízos significativos na produção. Já a outra, apresenta as cultivares de soja da Embrapa, tanto as cultivares com tecnologia convencional RR e cultivares IPRO. Tem também uma outra estação que aborda especificamente a cultura do feijão, demonstrando várias cultivares e tecnologias. Quanto à última estação, esta aborda um sério problema que alguns produtores deixam de usar, que é o refúgio. O refúgio é muito importante nas tecnologias IPRO, para que essa tecnologia não se perca em um curto espaço de tempo”, descreve Osmar.
Lançamento - O chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias, salienta que o dia é significativo, pois há muito tempo não havia um lançamento para região fria. “É uma cultivar específica para região fria e apresentamos essas duas cultivares com a tecnologia Intacta, altamente produtivas, de ciclo precoce, resistente a nematoides de galho e com alto potencial produtivo. É uma cultivar de boa qualidade fitossanitária que vem atender as expectativas dessa região mais fria como é o Paraná, especificamente os Campos Gerais”, descreve. Segundo ele, esses dois materiais são frutos da mudança da genética da Embrapa que tem por base um amplo banco genético para trabalhar.  “Esse material passou por um grande processo de transformação da nossa base genética, ou seja, de um banco de germoplasma de 3.500 acessos, há sete, oito anos atrás. Hoje temos quase 40 mil acessos e isso nos permite criar todas essas variedades de genética e começar a apresentar os frutos dessa mudança. Temos então materiais altamente competitivos, produtivos e de excelente qualidade fitossanitária para melhorar a produção da soja brasileira”, esclarece José Renato.
Características - Ele explica que a BRS 1003IPRO, apresenta ampla adaptação e estabilidade de produção. É indicada para as seguintes regiões edafoclimáticas: MS (REC 204), MG (REC 303), GO (REC 303), SP (REC 203), PR (REC 103) e SC (REC 103). Seu diferencial é o excelente potencial produtivo, mesmo em áreas com a presença de nematoide Meloidogyne javanica. Além disso, essa cultivar possui grupo de maturidade 6.3 e porte que viabilizam a segunda safra de milho. Já a cultivar BRS 1007IPRO, segundo José Renato, se destaca pela alta produtividade, mesmo em áreas com nematoide Meloidogyne javanica. É indicada para as seguintes regiões edafoclimáticas: SP (REC 203), PR (REC 103/REC 102) e SC (REC 103/REC102). Além disso, essa cultivar possui grupo de maturidade 6.0.
Manejo - José Renato alerta que o manejo deve ser observado corretamente para ter a produção desejada. “Essa produtividade depende muito do manejo e todas as condições de produção. Hoje sabemos que a genética é importante, mas é um conjunto muito importante de práticas de manejo que farão com que essas cultivares deem ou não o seu potencial produtivo. Em ensaios, elas produziram na faixa de 70, 75 sacos por hectare”, frisa. Esse novo produto mudou todo o aspecto da planta, sua arquitetura, e tem uma genética atual incorporando as principais genéticas existentes no mundo.
O presidente da Fundação Meridional, Raphael Rodrigues Fróes, acredita que a parceria público e privada traz muitos benefícios aos produtor e ao agronegócio brasileiro. “Essa parceria entre Embrapa e Meridional é importante e fundamental para o desenvolvimento de novos produtos, pois buscamos novos materiais ao produtor de uma maneira mais rápida. Assim, com o auxílio desta pesquisa e o posicionamento destes materiais ao longo do tempo no campo, podemos entregar uma cultivar estável e de alta produtividade ao produtor rural”, analisa Raphael. Ele destaca que o Dia de Campo é muito importante, pois cada participante é um multiplicador da proposta e, além disso, é um momento de troca de experiências e aquisição de conhecimento.


 

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