O projeto Centro-Sul de Feijão e Milho reúne produtores de todo o Paraná

 

 

A 17ª Semana de Campo do Projeto Centro-Sul de Feijão e Milho foi realizado no Campo Experimental da Fundação ABC, em Ponta Grossa e mais de 1.400 agricultores familiares passaram pelo evento. O projeto abrange 60% dos municípios do Paraná que produzem o feijão.
A semana de Campo é uma promoção da Emater, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Syngenta, IAPAR, Embrapa Arroz e Feijão e também conta com apoio da Fundação ABC.
O Engenheiro Agrônomo e coordenador Estadual de Projetos, implementador do Projeto Centro Sul de Feijão e Milho, Germano do Rosário Ferreira Kusdra, explica que durante a semana foram abordados vários  temas  em sete estações, entre eles: segurança do produtor e meio ambiente; híbridos e controle de pragas e plantas invasoras do milho; agricultura sustentável – plantio direto/plantas de cobertura; boas práticas agrícolas – Campanha Plante seu Futuro; cultivares de feijão e controle de plantas invasoras, pragas e doenças do feijoeiro. Ele destaca que o evento é importante porque culmina com as atividades no projeto Centro-Sul de Feijão e Milho, dirigido ao agricultor familiar. “Assim, o projeto visa potencializar, melhorar a condição desse pequeno produtor ou até profissionalizá-lo na produção de feijão e milho. Com isso, ele terá maior produtividade e renda e, consequentemente, uma melhor condição de vida. Além disso, vale lembrar e orientar sobre as condições de segurança para evitar problemas de intoxicação, danos à natureza, boas práticas agrícolas, entre outros”, esclarece Germano Kusdra.  Ele salienta que o Paraná é um grande produtor de feijão e, sendo um produto que está sempre na mesa do brasileiro, este merece todo cuidado de manejo para que evite problemas com excesso de produtos agrotóxicos. “Desta forma, o projeto visa manter essa produção de feijão no estado e também que o produtor tenha ótimas safras, ganhe dinheiro, porém, sem deixar de lado os cuidados com a saúde do consumidor”, evidencia.
Quem também esteve presente no evento foi a Engenheira Agrônoma, doutora e pesquisadora na área de feijão do IAPAR, Vânia Moda Cirino. Ela é responsável pelo desenvolvimento das variedades de feijão do Instituto. Para Vânia, esse evento é considerado o mais importante para a cultura do feijão, pois traz agricultores de diferentes níveis de tecnologia, para que eles possam conhecer novas tecnologias e aplicá-las dentro de sua propriedade. “Aqui, todo ano, temos novidades para compartilhar e com isso os agricultores adquirem conhecimento e aplicam dentro de sua propriedade, revertendo em uma maior produtividade, rentabilidade e em uma produção sustentável”, descreve a pesquisadora. Ela destaca que uma produção sustentável traz ao agricultor rentabilidade econômica, faz bem ao meio ambiente e oferece vantagens ao consumidor, pois, este consumirá um produto de melhor qualidade e com menos resíduos químicos e uma melhor qualidade nutricional, em virtude das cultivares novas.
O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, frisa que o evento é muito importante principalmente para a agricultura familiar. “É um evento que ajuda as propriedades de menor porte, assim elas podem ter uma tecnologia de ponta, tanto para o feijão, como para o milho. Isso dá condições para o produtor aumentar sua produção e melhorar sua renda da na propriedade.  Portanto, com esse fatores, renda melhor e qualidade de vida no campo, ajuda a fixar famílias na área rural.”, destaca o presidente.

 

 Novidades   - Para este ano, as novas cultivares de feijão tem causado muita sensação. Temos uma variedade de ciclo super precoce, que pode oferecer mais uma colheita ao produtor, dependendo do manejo correto. “ Tem aqui a super precoce IPR Curió, que apesar de ser precoce, tem um alto potencial de rendimento e uma excelente qualidade de grão. Outro detalhe sobre essa cultivar é que os grãos demoram muito mais para escurecer. Em 150 dias o agricultor é capaz de tirar duas safras de feijão”, destaca Vânia Cirino. Portanto, segundo ela, é uma variedade que pode inserir a cultura de feijão em diferentes sistemas de produção. “Por exemplo, um agricultor que planta milho silagem e vai tirar essa silagem em meados de fevereiro, ainda dá tempo de plantar o feijão IPR Cúrio, antes da chegada da geada. Outro caso é do agricultor que produz fumo, que irá colher este fumo também em fevereiro, poderá usar essa variedade de feijão para aumentar a renda da propriedade, antes de fazer uma cultura de inverno”, destaca a pesquisadora. Outra variedade é o IPR Garça, que é um feijão para um mercado diferenciado e que paga muito bem. “Esse é um feijão tipo exportação, pois é utilizado muito em mercado gourmet. Assim, é uma variedade que agrega valor para a produção. O Garça também é de um ciclo super precoce de 68 a 70 dias. Mas para esse tipo comercial de grão branco e graúdo, o preço no mercado é mais que o dobro da variedade do grupo carioca ou do grupo preto. Portanto, se o agricultor se organizar em associações ou cooperativas ele é capaz de conseguir exportar esse produto, que tem uma grande procura”, salienta. Sendo assim, o IAPAR visa oferecer tecnologias que ajudem a melhorar a produtividade e renda no campo.
O produtor do município de Paula Freitas, José Carlos Bilenki, avalia positivamente o encontro, pois pode aprender e conhecer muitas variedades e também boas práticas de manejo. “O encontro é muito importante, ainda mais da forma que andam as coisas no Brasil. Temos que procurar sempre novas tecnologias e aprender sobre o manejo correto, para que possamos trabalhar corretamente e gerar renda na propriedade.  Tem muita coisa que conheci hoje e vou aplicar na minha terra”, anuncia o produtor.
Serviço - Para saber mais sobre as variedades precoce de feijão e outras é só entrar na página do IAPAR: http://www.iapar.br/.

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