Eduardo Medeiros é no novo Presidente do Sindicato Rural de Castro


O novo presidente, Eduardo Medeiros, acredita que a defesa da renda e da qualidade de vida no campo é objetivo principal desta nova diretoria.

O Sindicato Rural de Castro tem agora um novo presidente. A posse foi realizada no mês de fevereiro, na presença de produtores rurais e autoridades políticas, sindicais, empresariais e militares. Quem está à frente do Sindicato é o produtor rural Eduardo Medeiros, que assume o triênio de 2016/19. O novo presidente, Eduardo Medeiros, tem 61 anos, nasceu em Currais Novos - Rio Grande do Norte. Em 1968, mudou-se para Castro, onde se casou, constituiu família e exerce a atividade de produtor rural. Seus estudos foram feitos no Colégio Estadual Major Vespasiano Carneiro de Mello e, mais tarde, formou-se em Administração de Empresas na Universidade Estadual de Ponta Grossa, com pós-graduação em Economia Agroindustrial e, posteriormente, fez especialização em Agrobusiness, na USP. Seu primeiro emprego foi em uma distribuidora de rações em Castro. Posteriormente, ingressou no Banco do Brasil, onde sempre trabalhou com a área rural. Paralelamente ao trabalho como bancário, atuou como produtor rural diretamente ou por meio de parceria com familiares. Portanto, profissionalmente sempre esteve ligado ao meio rural e tem todos os requisitos para defender os interesses do produtor rural. Ele acredita que será um desafio manter o legado que seu antecessor, Dr. Lauro Lopes, deixou, pois, o ex-presidente trabalhou muito pelo produtor rural. Espera, portanto, manter o mesmo padrão e eficiência.

Conheça um pouco mais sobre o novo presidente na entrevista exclusiva para Revista Mais Rural. Quais os principias desafios que o Sindicado Rural de Castro deve enfrentar e como superá-los? Nosso trabalho será facilitado pois temos uma diretoria unida, formada por pessoas conhecidas, que cresceram no campo, conhecem a atividade rural e o município e têm o respeito da comunidade. Manter o legado deixado pelo meu antecessor Dr. Lauro Lopes é um desafio. Queremos continuar mantendo o padrão de eficiência e transparência na gestão dos recursos do Sindicato para que tenhamos legitimidade na representação política dos produtores. A defesa da renda e qualidade de vida no campo é nosso objetivo principal e devemos trabalhar pela redução da desigualdade que ainda persiste em áreas rurais do município. Trabalharemos também a questão da acessibilidade. Quem mora na área rural do município tem direito aos mesmos benefícios de uso dos equipamentos e serviços existentes na sede e, para isso, é importante uma boa e conservada malha viária. Paralelamente, estaremos atentos e defendendo os pontos de vista dos produtores na regulamentação das questões ambientais nessa fase de implantação do CAR – Cadastro Ambiental Rural. O pagamento por serviços ambientais é importante para nós; o seguro agrícola é um instrumento que esperamos que seja definitivamente viabilizado. Manter a fazenda Cipó como centro de difusão de tecnologia e formação profissional independente é a nossa meta. A invasão do MST àquela terra pública para dividi-la entre particulares é inaceitável. Outras questões como sanidade animal e vegetal, política de preços mínimos, crédito rural, também continuarão sendo defendidas. Independentemente destes assuntos, teremos nossa estrutura voltada a receber e encaminhar todas as demandas apresentadas pelos produtores. Ultimamente o que mais temos são surpresas desagradáveis produzidas pelo poder público e que atrapalham a vida do produtor. Quais as vantagens do produtor rural de Castro em relação aos demais do estado? Acho que cada região tem seus pontos fortes. Castro está perto do porto e de grandes centros consumidores. Possui uma forte indústria de ração, o que ajuda positivamente na formação dos preços dos cereais, que é um dos mais remuneradores do país. A bacia leiteira, maior do país, é favorecida pelo clima e por uma base industrial consolidada. A ampliação das áreas de suínos e aves favorecem a diversidade econômica e dá opções a quem é proprietário de terras de produzir com colocação garantida de seus produtos. As cooperativas são um instrumento seguro para os produtores que, em sua maioria, são integrantes de uma classe média rural ou pequenos proprietários que precisam se unir para ganharem escala. A indústria e as integrações acolhem os produtores independentes. Tudo isso faz a diferença e traz alternativas e oportunidades que ajudam a manter e viabilizar quem quer produzir no campo. O que o produtor rural de Castro tem feito que mereça destaque e reconhecimento? Temos excelência em tecnologia em todos os campos que atuamos, sendo a cadeia do leite o grande destaque onde, por meio das cooperativas o produtor é dono e participa de um processo que vai do campo à mesa. O que o Sindicato tem feito e fará para motivar o produtor rural? O produtor sabe que existe, em Castro, uma casa que o defende. Temos participado e defendido a classe em questões que afetam o produtor desde Regulamentação Ambiental ou fundiária (INCRA) até política agrícola, como seguro e taxa de juros. Quais atendimentos, serviços e trabalhos que o Sindicato Rural de Castro tem feito em favor do produtor e merece destaque? Treinamos anualmente, via cursos do SENAR, mais de 1000 pessoas, entre funcionários e produtores, oferecemos informações, suporte e formalizamos declarações do INCRA, contratos diversos, declarações de aptidão para a agricultura familiar, dentre outros documentos O que o Sindicato, em sua gestão, pretende implantar ou renovar para atender o produtor? Além de manter importantes ações atuais em andamento, vamos interiorizar o Sindicato e estreitar os laços com as comunidades rurais do município, que somam mais de 40 localidades, e desenvolver ações com foco nos pequenos produtores, procurando integrá-los ao agronegócio. Estaremos mais atuantes nas mídias sociais e desenvolveremos um site que pretende ser referência do meio rural do município. Qual o seu recado e suas considerações finais para o produto rural? Participação, união e luta. Precisamos disso, pois as demandas da área urbana, onde reside mais de 80% da população, nos deixa em minoria quanto se trata de representação política. Assim, cada vez mais, temos dificuldade para sermos ouvidos. Cito como exemplo o caso ambiental onde a população urbana quer, corretamente, água limpa vinda das propriedades rurais para abastecer suas torneiras (os mananciais urbanos estão destruídos) mas ninguém fala em recompensar os produtores pela sua conservação. Todos querem alimentos orgânicos, mas poucos se dispõem pagar a mais por ele. São demandas urbanas que levam a melhoria de vida de todos mas precisam ser equilibradas economicamente para não punir os produtores rurais com legislações que inviabilizam seu negócio.

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