A cadeia da carne é discutida no 2º Encontro Mercadológico da Carne

O evento foi uma oportunidade de conhecimento e apresentou a produtores inovações tecnológicas tanto nas propriedades por onde passou o Rally da Pecuária de Corte e do Cordeiro, como no ciclo de palestras técnicas.

 Com objetivo de fomentar o setor de carnes na região dos Campos Gerais e  também de difundir conhecimento de como funciona a cadeia da produção, foi realizado o 2º Encontro Mercadológico da Carne. No encontro de três dias, os produtores e profissionais ligados à pecuária puderam conhecer melhor toda a cadeia e trocar informações importantes do segmento. No primeiro dia foi realizado o Rally da Pecuária de Corte e os participantes puderam conhecer a Fazenda Guarituba, no Distrito de Itaiacoca, de propriedade de Álvaro Luiz Scheffer, que trabalha com o sistema Silvipastoril.  Já no período da tarde seguiram para a Fazenda Modelo do Iapar onde conheceram a genética do Purunã, que foi desenvolvida em Ponta Grossa. No segundo dia aconteceu o Rally do Cordeiro, onde pela manhã visitaram a Fazenda Serrana, de propriedade de Paulo Dzierwa, na cidade de Palmeira. Esta fazenda trabalha com sistema de produção de ovinos para genética e cruzamento industriais da raça Poll Dorset. Na parte da tarde, fechando o Rally, fizeram uma parada na Fazenda Escola do Cescage, onde tiveram palestra sobre programas de criação e biotecnologia em ovinos e caprinos.
O ciclo de palestras contou com dois palestrantes, o zootecnista Rafael Fernando dos Santos, com o tema "Ovinocultura de resultados”, que abordou a necessidade de um novo modelo de coordenação da qualidade com metas claras e produção de bons cordeiros e de forma sustentável. Já a outra palestra foi ministrada pelo doutor e zootecnista Vitor Breno Pedrosa, que falou sobre a seleção de reprodutores para o aumento da produtividade de cordeiros. Depois também teve a “Vitrine da Carne” com cortes diferenciados de cordeiro e novilho que valorizam a carne, com o consultor de cortes de carnes Marcelo Bolinha. Na sequência ainda, teve o “Espaço Cooperativo da região”, com as cooperativas Cooperaliança e Castrolanda. O evento encerrou com uma degustação da carne com a Casa Vecchia.

 

O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, destaca que o encontro é muito importante para o agronegócio, pois o Estado vem trazendo novas perspectivas de mercado, principalmente no mercado estrangeiro e isso trará renda para o homem do campo. “A pecuária vem ganhando espaço, tanto que existem novas perceptivas com o mercado estrangeiro. Este mercado possui um melhor valor agregado, onde a carne vale até duas ou três vezes mais que o mercado interno. Os ovinos também vêm ganhando espaço e possuem um horizonte promissor. Tanto que temos algumas ações bem consolidadas na região como é o caso da Castrolanda e da Cooperaliança. Portanto, tudo isso precisa ser mostrado, avaliado e debatido com toda a cadeia e o Encontro Mercadológico vem fazer essa ponte nos Campos Gerais”, salienta o presidente. Ele destaca ainda, que tecnologias como cio induzido, transferência de embrião, genética desenvolvida pelo Iapar como é o caso da raça Purunã e também a integração lavoura, floresta e pecuária precisam chegar ao conhecimento de todos. "Essa troca de experiências é muito importante, pois o produtor pode aplicar aquilo que viu, tanto no rally como nas palestras, em sua propriedade”, acredita. Outro destaque, segundo Netto, é que com tanta tecnologia à disposição, as feiras agropecuárias devem ser revistas. “Devemos rever as exposições agropecuárias, para que possamos trabalhar novos modelos, fazer uma repaginação com a finalidade de divulgar melhor o conhecimento e assim obter uma melhor produtividade e ganho na agropecuária. Acredito que um novo formato já ocorra na Conaitec, dentro da EFAPI deste ano”, espera o presidente.
A produtora rural, Lilian Taques Fonseca Buzato, também concorda que o evento é importante para a região e que veio mostrar muitas novidades e tecnologias de ponta para o mercado. “Na nossa região o filén é produção de grãos e isso faz com que o nosso pecuarista se restrinja mais para as áreas marginais da propriedade. Porém, com esse encontro podemos perceber que o agricultor pode investir na pecuária com uma genética mais aprimorada e manejo bem conduzido e que ela também é rentável”, argumenta. Assim, o encontro mostrou toda a cadeia, ou seja, desde a genética, manejo, terminação industrial até chegar à carne servida na mesa do consumidor. Outro destaque do evento, foi a raça Purunã para cruzamentos industriais. “O rally nos deu esse contato direto com os pesquisadores na Fazenda do Iapar, conhecemos a história da raça, suas peculiaridades e características e pudemos perceber que temos um gado adaptado de excelente qualidade, que pode ser usado em cruzamentos industriais”, argumenta Lilian.
Para o coordenador geral do Polo Regional do Iapar, Roger Daniel de Souza Milléo, o evento pôde mostrar que o Instituto Agronômico do Paraná possui uma genética que pode contribuir no melhoramento dos rebanhos da região e do país. “Com essa genética, o criador tem um ganho na qualidade de carne, maternidade e rusticidade que facilitam o manejo e dão uma maior rentabilidade”, defende.
O evento foi uma organização da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), Sindicato Rural de Ponta Grossa, Sistema FAEP, Sociedade Rural dos Campos Gerais e a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.

 

 

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