Edilson Gorte é o novo presidente da Sociedade Rural

A presidência da Sociedade Rural dos Campos Gerais agora está com o comando do produtor rural Edilson Gorte. Ele possui  graduação de Administração de Empresas e Tecnólogo em Administração de Empresas Rurais pela UEPG, especialização em Gerência de Cooperativas pela Fundação Frederich Newman da Alemanha. Ele pretende dar continuidade ao trabalhos desenvolvidos, estreitar os laços com os associados, ir em busca de novos, além de trabalhar para fortalecer a classe.
MR - Quais os planos para sua gestão? O que pretende implantar ou renovar para atender o produtor?
Nossa prioridade será de continuar o trabalho de fortalecimento da classe, que iniciamos na gestão passada e principalmente, trabalhar para que o governo compreenda e trate o agronegócio como um setor importante para o País. Somos a base da economia brasileira e observamos que a percepção da sociedade em relação a isso avançou um pouco. Portanto, está mais do que na hora do setor rural intensificar suas atividades e a sua participação nas discussões dos mais relevantes temas da agenda pública Nacional, Estadual e Municipal.
MR - O que a Sociedade Rural tem feito para motivar o produtor Rural?
São várias ações que faremos para motivar o Produtor Rural, como a busca de parcerias junto a vários órgãos públicos e privados, formação de discussões em prol da classe para representá-la e solicitar condições favoráveis junto às instituições financeiras, reivindicar por condições de trabalho mais propícias ao desenvolvimento da agropecuária, eventos técnicos, parcerias de descontos, promoção de atividades, entre outros. Temos como principal foco, reunir os anseios da classe sendo voz ativa dos produtores rurais, que possuem pouco acesso perante os Órgãos de Governo. Precisamos nos unir cada vez mais para nos fortalecermos mostrando a força da agropecuária e fazer com que nossas reivindicações sejam ouvidas.
MR - Como estão os preparativos para EFAPI deste ano, vem com inovações?
Realizamos as primeiras reuniões de coordenação para alinhar todos os setores envolvidos. Estamos na fase de levantamento das necessidades de cada coordenação. Nesta edição vamos valorizar ainda mais a qualidade técnica, estamos realizando visitas na busca de parcerias onde já obtivemos ótimos resultados. E, junto com o Sindicato Rural e com a Secretaria Municipal de Agricultura Pecuária e Abastecimento, estaremos apresentando em poucos dias a formatação final do projeto para a 39ª EFAPI. Planejamos uma EFAPI ideal, onde todos os setores de nossa economia estejam participando ativamente, a Agropecuária, a Indústria e o Comércio. E eu tenho a esperança que para comemorarmos a 40ª EFAPI, que será no próximo ano de 2017, consigamos realmente realizar esse sonho.
MR- Qual o seu recado e suas considerações finais para o produto rural?
Quero tecer alguns comentários sobre o Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017, que entrou em vigor em 1º de julho e se estende até 30 de junho do ano que vem e vai disponibilizar R$ 202,88 bilhões para produtores rurais. O valor é 8% maior que o da safra anterior, de R$ 187,7 bilhões. Sendo anunciado pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, em cerimônia no Palácio do Planalto em 03/05/2016. Para os produtores beneficiados pelo Programa de Apoio ao Médio Produtor (PRONAMP), os recursos de custeio aumentaram 15,4% e alcançaram R$ 15,7 bilhões, com juros anuais de 8,5%. Os demais recursos do Plano Safra serão disponibilizados para financiamento a taxas de juros livres do mercado. Ministério da Agricultura negociou com os bancos a emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA’s) para os produtores a juros controlados. Já os agricultores familiares contarão com R$ 30 bilhões para o financiamento de projetos individuais ou coletivos destinados à produção de alimentos básicos. Diante das informações apresentadas, infelizmente o setor agropecuário encara isso como um descaso, pois há que se destacar a falta de consideração total com o agronegócio, que mantém o PIB positivo. Aumentar em 8% o valor a ser disponibilizado é uma afronta ao setor que necessita do recurso para continuar no aumento de produção, pois para esse aumento, necessitamos de técnicas mais apuradas, as quais necessitam de recursos mais elevados, a custos mais adequados à atividade. Com esse aumento dos juros, não será possível produzir, não será possível investir, e o que veremos é uma agropecuária reconhecida no mundo todo como a mais promissora retroagir, por falta de investimentos. Conhecemos bem essa história.  Por falta de uma Política Agrícola séria, vemos uma cadeia toda desmoronar, e o último exemplo é a do milho, que por falta de incentivo, as áreas diminuíram, e hoje passamos de exportadores a importadores. Com isso elevando o preço do produto e causando caos aos setores que o utilizam como matéria prima, suinocultura, avicultura enfim, a toda a pecuária que assiste a alta incontrolável no preço da ração,  custo que infelizmente está chegando à mesa de todos os brasileiros. E como estamos, Sociedade Rural dos Campos Gerais, Sindicato Rural de Ponta Grossa e Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, envolvidos na realização da 39ª EFAPI – Exposição Feira Agropecuária, Industrial de Ponta Grossa, que se realizará de 14 a 18 de setembro de 2016, aproveito e convido todas as famílias a participarem. Teremos eventos técnicos, competições, palestras, praça de alimentação, diversão para crianças e shows, que ainda estão sendo definidos. É uma ótima oportunidade que o empresário do agronegócio, da indústria e do comércio de nossa região tem, para expor seu trabalho, realizar bons e novos contatos e principalmente divulgar as suas marcas.

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