Sistema silvipastoril - ganho tanto para os animais como para floresta

 

A primeira parada do Rally da Pecuária de Corte foi na Fazenda Guarituba de propriedade de Álvaro Luis Scheffer, em Itaiacoca, onde os participantes conheceram o sistema silvipastoril da Águia Florestal.
O empresário Álvaro explica que a Empresa Águia Florestal está no mercado há mais de 40 anos e é uma empresa de plantio e industrialização da madeira de uma forma sustentável na região dos Campos Gerais. “Manejamos nossas florestas corretamente e atuamos nas comunidades locais com programas sócio ambientais. Com estes princípios, crescemos e nos solidificamos no mercado, tanto interno como externo”, frisa. Ele fala que a empresa está iniciando na atividade da pecuária e adotou o projeto silvipastoril em algumas de suas florestas. “Somos iniciantes na pecuária com o sistema silvipastoril e utilizamos a criação de gado de corte dentro de nossa área florestal. Fizemos isso para reduzir o custo da silvicultura, o gado facilita na redução da manutenção durante os primeiros anos da floresta, principalmente do segundo até o sexto ano. Desta forma, temos uma floresta mais limpa, com árvores mais uniformes e com qualidade, além de termos uma renda a mais com o gado”, explica o empresário. Para isso, ele esclarece que fez alguns investimentos iniciais como mangueiras, cochos, podas e outros manejos para introduzir os animais, mas que todo esse trabalho agrega uma qualidade melhor no rendimento da madeira.
O empresário explica ainda, que abriu sua propriedade não só para mostrar o que tem feito, mas também para aprender. “O mais importante disso tudo é a troca de informações e conhecimentos, por isso abri a propriedade. Assim eu também posso aprender com quem vem, pois entendemos bem de florestas e aquilo que o gado tem me ajudado na área da silvicultura. Porém, as pessoas que visitam a propriedade tem um conhecimento maior do que eu na área de pecuária e podemos trocar informações e essa integração é muito importante. Todos tendem a ganhar quando o conhecimento é compartilhado”, frisa.
Quanto ao encontro mercadológico, ele destaca que vem mostrar tecnologias que podem ser aplicadas na região, como é o caso da raça Purunã, adaptada ao clima da região. "Potencializar esses animais no uso da nossa pecuária na região é muito importante. Nós temos que imaginar que o Paraná, daqui alguns anos, estará livre da febre aftosa sem vacinação. Isso irá abrir mercado para a carne e também precisará de um número maior de cria e, no nosso caso, podemos integrar nossas florestas com a pecuária e melhorar o rendimento de nossa empresa”, destaca o empresário.
Uma sugestão que ele deixa com o encontro é a necessidade de um frigorífico na região dos Campos Gerais, que atenda todos os requisitos tanto para o mercado interno quanto para o externo. “Não ter um frigorífico em Ponta Grossa é uma coisa complicada para esse segmento. Acredito que temos que envolver um trabalho no Sindicato Rural, Sociedade Rural, Associações de criadores de Gado, lideranças, empresários, para viabilizar esse empreendimento. Com isso, acredito que fechamos todo o ciclo, desde a genética, manejo e industrialização da carne”, finaliza o empresário. (Veja mais sobre lavoura e pecuária na páginas 18 e 38).

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