Vitrine da Carne mostra que não tem carne de segunda quando o boi é de primeira

O aproveitamento correto da carcaça pode melhorar a qualidade da carne tanto de bovinos quanto de ovinos. A Vitrine da Carne trouxe esta experiência aos participantes.

 

O consultor e especialista em carnes do Rio Grande do Sul, Marcelo Conceição, conhecido no mundo das carnes como Marcelo Bolinha, fez um show à parte durante o Encontro Mercadológico da Carne e mostrou diversos cortes de carne de novilho e cordeiro. Ele explica que a vitrine da carne tem objetivo de ensinar o aproveitamento de novos cortes na carcaça, além dos tradicionais. “As pessoas falam em carne de segunda, mas isso só ouvimos por aqui. Não se tem carne de segunda quando temos um boi de primeira, as diferenças estão nos cortes. Pois muitas pessoas só conhecem dois cortes na carne ovina, que são a paleta e o carré francês e no bovino, a picanha e o filé mignon. Portanto, a proposta é mostrar cortes diferentes para o aproveitamento e um acabamento melhor da carcaça gorda, nova, marmoreio, por fim, tirar o que tem de melhor. Além disso, apresento alguns cortes novos que tem aparecido no mundo da carne”, descreve o consultor. A difusão desses novos cortes é compartilhada em diversos cursos que o consultor aplica pelo Brasil e no exterior. “Tenho feito cursos não só no Brasil, mas também no exterior e procuro levar este conhecimento para empresários das casas de carnes e açougueiros”, conta Bolinha.
O consultor destaca a qualidade das carcaças que tem encontrado no Paraná, mostrando que o criador tem se preocupado em colocar produtos bons no mercado. “Isso mostra que o manejo realizado vem sendo feito de maneira correta com os rebanhos, pois todo o trabalho feito com cuidado, em todas as etapas da vida do animal, são fundamentais para ter uma carne de primeira”, destaca. Outra dica, segundo Bolinha, é em relação à alimentação dos animais, que também influenciam no sabor da carne. “O produtor não pode se preocupar só em produzir maciez e precocidade, também precisa cuidar da alimentação do animal, para não reverter um sabor desagradável no paladar do consumidor, ou seja, não pode dar uma experiência gastronômica ruim. O boi é um ruminante e existem lugares em que ele não rumina e isso acaba dando uma diferença na carne. O mesmo também pode acontecer com a carne de ovinos, dependendo da sua alimentação. Por isso o criador deve tomar este cuidado”, relata.
O consultor evidencia ainda, que o Paraná vem despontando nos últimos anos como grande criador de carne de qualidade, cortes e também na gastronomia. “Toda vez que venho para o Paraná, sempre me surpreendo com a gastronomia pelos deliciosos pratos que encontro”, finaliza Bolinha.

 

 

 

 

 

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