Richa entrega trator 10 mil para agricultor familiar de Ipiranga

 

 

 

Governador Beto Richa entrega o trator de número 10 mil do programa Trator Solidário. Participaram da solenidade, a vice-governadora Cida Borghetti, o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, o vice presidente da CNH para a América Latina, Alessandro Maritano, o agricultor que recebeu as chaves do trator de Nº 10 mil, Valter de Oliveira, deputados e demais autoridades.Curitiba. Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

 

 

O governador Beto Richa entregou nesta quarta-feira (29) o trator de número 10 mil, do programa Trator Solidário, ao agricultor familiar Valter de Oliveira, do município de Ipiranga, nos Campos Gerais. Pelo programa, executado há dez anos pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e entidades parceiras, os tratores são financiados com preços até 20% abaixo dos praticados nas revendas, gerando substancial economia para os pequenos produtores.
Na solenidade, em Curitiba, Richa também autorizou a contratação de 143 técnicos para o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) aprovados em concurso público. O Emater é responsável pela seleção dos agricultores e pela elaboração dos projetos técnicos para compra dos equipamentos do Trator Solidário.
Em dez anos, o programa contou com R$ 570 milhões para o financiamento dos maquinários, que contribuíram com a modernização e a inovação tecnológica nas pequenas propriedades paranaenses. A meta do Governo do Estado é entregar 12 mil tratores até o ano de 2018. “O agricultor Valter, do município de Ipiranga, nos contou que, até então, usava tração animal para trabalhar. Agora, com o trator, ele terá maior produtividade e renda. Ficamos felizes por garantir esse importante avanço”, afirmou o governador.
Richa destacou que o governo vem aperfeiçoando o programa Trator Solidário. “Era um programa que já existia, mas nós ampliamos e melhoramos o acesso à aquisição dos tratores”, disse ele. “É uma grande parceria do Governo do Estado com diversas entidades, um programa que beneficia aqueles que mais precisam de nosso apoio no campo, que são os agricultores familiares”, ressaltou Richa.
Para o agricultor Valter, a aquisição do maquinário, financiado em oito anos, vai garantir mais eficiência do trabalho em sua propriedade, que produz fumo, feijão e milho. “Vai facilitar o nosso serviço, que é muito pesado, feito com arado e grade de tração animal”, contou o agricultor. “Para nós, pequenos agricultores, ficaria difícil comprar uma máquina dessas sem este apoio”, afirmou ele.

 

O programa também é para compra

de colheitadeiras e tratores.

 

 

 

 

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, explicou que, na gestão do governador Beto Richa, o programa se expandiu e incluiu no sistema de financiamento colhedoras, tratores exclusivos para pomares e lavouras de café e ainda equipamentos para pulverização.
Desde 2011, foram financiadas mais de 4.300 máquinas e equipamentos que ajudaram a melhorar a qualidade de vida no meio rural. Com a modernização, muitos jovens ficaram no campo ajudando a melhorar a produtividade e a renda das famílias. “O agricultor mais estruturado e bem equipado consegue aumentar a escala de produção e tem mais eficiência. As máquinas modernas também reduzem perdas e aumentam a velocidade de trabalho”, afirmou Ortigara.
De acordo com ele, algumas máquinas são utilizadas por mais de uma família, o que expande também a abrangência do programa. A estimativa da Secretaria da Agricultura é de que mais de 20 mil famílias de agricultores paranaenses tenham se beneficiado com o Trator Solidário em dez anos. “São pessoas que teriam dificuldade em adquirir tratores de alto desempenho pelas linhas convencionais. O financiamento pelo Estado coopera com as pequenas propriedades, para que o agricultor use, cada vez mais, as melhores tecnologias”, avaliou Ortigara.
Para o presidente do Emater, Rubens Niederheitman, o programa possibilitou aos agricultores familiares o acesso a equipamentos novos e modernos que permitem ampliar sua força de trabalho. “Com a ampliação de sua força de trabalho, os agricultores melhoram as práticas de manejo e conservação do solo e, consequentemente, a sua rentabilidade”, afirmou Niederheitman.

 

No programa os preços são atrativos
 

 

Pelo programa, os tratores são financiados com preços 15% a 20% abaixo dos praticados nas revendas, gerando economia para os pequenos produtores. Além disso, o sistema de financiamento é efetivado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros fixos de 5,5% ao ano e correção em equivalência-produto, cuja moeda é o preço do milho, plantado em quase todas as propriedades do Paraná.
Conforme acompanhamento do Departamento de Economia Rural (Deral), o município que mais teve trator financiado foi o de Ipiranga, do núcleo regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento de Ponta Grossa, com 256 tratores financiados para agricultores familiares em dez anos.
Em termos de região, a que mais teve tratores financiados no período foi a de Toledo, com 1.099 unidades vendidas aos agricultores familiares. Em seguida está a região de Curitiba, com 913 tratores financiados; Ponta Grossa, com 848 tratores financiados; e Cascavel, com 798 tratores financiados.

PARCEIROS – O programa Trator Solidário conta com uma série de parceiros. Os agentes financeiros, representados pelo Banco do Brasil, Central Sicredi, Central Cresol Baser e Fomento Paraná operacionalizam as linhas de crédito e investimentos do Pronaf e da equivalência-produto. Elas são fundamentais para que o produtor tenha crédito para comprar os tratores, colhedoras e pulverizadores.
O Emater é o responsável pela seleção dos agricultores e pela elaboração dos projetos técnicos para compra dos equipamentos. Da parte dos fabricantes, a Secretaria da Agricultura salienta a participação da CNH – New Holland e John Deere e da Panter Equipamentos Agrícolas, que participaram dos pregões eletrônicos e ofereceram descontos na compra dos equipamentos.
O vice-presidente da New Holland América Latina, Alessandro Maritano, destacou a importância da mecanização para a agricultura e os pequenos produtores. “Foi uma parceria estudada para entregar os equipamentos para aquelas regiões e aqueles agricultores que tinham mais dificuldade em ascender à mecanização. Com o Trator Solidário, tiveram a oportunidade de mecanizar a lavoura, garantindo uma produtividade que não tinham até então”, disse Maritano.
A Secretaria da Agricultura gerencia o programa e promove a integração de agentes financeiros, fabricantes e concessionárias, assistência técnica, produtores/beneficiários e técnicos, permitindo que o fluxo operacional se desenvolva de forma contínua e harmoniosa em todas as etapas.

HISTÓRIA – Os primeiros estudos para criação do programa começaram no início dos anos 2000. Na época, foram analisadas as opções de linhas de crédito para investimentos, chegando-se à conclusão que poderia ser estabelecido o financiamento reembolsável, com subvenção econômica de equivalência e produto garantida pelo Estado.
A princípio, a ideia era atender apenas os agricultores familiares dos municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O objetivo era ajudar a introduzir nessas áreas um nível melhor de tecnologia para alavancar as condições de manejo de solo, plantio, tratos culturais, colheita e qualidade de vida.
Definido o público-alvo, o tamanho das propriedades e regiões a serem atendidas com o tipo de máquinas e equipamentos, surgiu um novo desafio com as linhas de crédito disponíveis no mercado.
Há dez anos, os encargos variavam de 9,5% a 12% ao ano. Esse fator inviabilizava os financiamentos de longo prazo, considerando a renda bruta anual dos agricultores em cerca de R$ 150 mil por ano. Os preços de mercado praticados na venda de máquinas também eram elevados.
Com novos estudos realizados e nova dinâmica de financiamento anunciadas no Plano Safra 2006/07, que fixou os juros anuais e permitiu prazos mais longos e carência para o pagamento de investimentos, o projeto foi retomado.
A partir daquele ano, com juros fixos de até 3,5% ao ano, prazo de pagamento de até 10 anos, com até dois anos de carência, foi possível iniciar os primeiros financiamentos. Com a equivalência-produto bancada pelo Tesouro do Estado, os produtores sabiam exatamente quantas sacas de milho seriam comprometidas para pagar o financiamento de cada uma das parcelas, sem sobressaltos.
Se no vencimento da parcela o preço médio de mercado do milho no Paraná estiver abaixo do preço mínimo da data da contratação do financiamento, o Tesouro do Estado, com recursos do Fundo do Desenvolvimento Econômico – gerenciados pela Fomento Paraná –, cobre a diferença, evitando que o beneficiário tenha que desembolsar recursos além do que foi pactuado inicialmente.
Isso aconteceu em 2013, quando o preço do milho despencou e o FDE subvencionou cerca de R$ 500 mil em bônus equivalência.

 

 

 

 

 

 

 

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