Cooperativa de ovinos Coopergera é inaugurada nos Campos Gerais

August 25, 2016

 A Coopergera pretende estruturar a cadeia da ovinocultura e caprinocultura nos Campos Gerais.  Os cooperados têm por meta melhorar a genética do rebanho, criar uma fábrica de rações e, no futuro, ter um frigorífico.

 

Foi inaugurada, em Ponta Grossa, a Cooperativa dos Produtores de Ovinos e Caprinos dos Campos Gerais (Coopergera). A cooperativa tem por objetivo incentivar a criação e comercialização de ovinos e caprinos na região. Além disso, pretende construir uma fábrica para a produção de ração para ovinos e caprinos, pretende também prestar serviços de consultoria, assistência e educação na produção. Desejam batalhar por políticas para o desenvolvimento de projetos de criação, recria e engorda de ovinos e caprinos. A cooperativa também tem em pauta o processamento de leite de ovinos e de caprinos, com produção de seus derivados. Já na fundação, trinta e cinco criadores, de diversas cidades da região, aderiram à cooperativa.
 

Como presidente da cooperativa, foi eleito o produtor rural Edilson Gorte. Ele explica que a ideia de fundar a cooperativa veio da necessidade de ter uma unidade de criadores, uma vez que a região é propícia para a criação de ovinos e caprinos. Portanto, a cooperativa vem conectar e fortalecer o segmento. “Nós contamos hoje com muitos criadores na região que tentam desenvolver a ovinocultura como uma atividade comercial, porém isoladamente e, além disso, encontram vários problemas sanitários com a legislação vigente. Portanto, a cooperativa quer dar esse suporte comercial e técnico para o melhoramento do rebanho”, explica o presidente. Ele lembra ainda, que um levantamento realizado nos Campos Gerais estimou um rebanho de matrizes em torno de 15 mil animais, 2,3% do rebanho paranaense, distribuídos em aproximadamente 80 criatórios com média de 200 animais por propriedade. “Acredito que, com a organização do setor, podemos dobrar e triplicar esse número de animais. Por isso precisamos ter cruzas industriais específicas e obter animais com carcaça de melhor qualidade, precoces e, desta forma, entregar um bom produto na mesa do consumidor”, espera Gorte. Ele anuncia que já entraram em contato com o governo estadual para doação de uma área onde poderá ser construída a fábrica de ração e um abatedouro. “Já iniciamos conversas com o governo municipal e estadual para doação de um terreno. Porém, já começamos com o melhoramento genético, tanto para ovinos como caprinos, e mostramos que trabalhamos sério na atividade”, explica. Ele se diz animado com o projeto, pois, já na fundação, obtiveram uma adesão de mais de trinta criadores. “Já temos trinta e cincos criadores só no ato da fundação e isso só tende a crescer. E, em menos de um ano, queremos ter mais de cento e cinquenta criadores”, espera Gorte.
O fundador da Cescage Genética, José Sebastião Fagundes Cunha, salientou a participação de todos na Coopergera. “Esse é um trabalho em conjunto. Vamos instituir um programa de melhoramento genético. Nossa ideia é profissionalizar os produtores e aumentar a cadeia produtiva”, disse. Cunha enalteceu a competitividade do mercado. “Temos mercado suficiente para nossos produtores. Vamos construir uma fábrica de ração, um abatedouro com processamento de carnes, com gerenciamento da própria cooperativa, possibilitando baixar os custos para os produtores”, comentou.
Para o presidente da Associação Piraiense de Criadores de Ovinos de Piraí Do Sul (Apsico), Luiz Fernando Tonon, com a cooperativa a atividade ficará mais atrativa e viável, uma vez que a compra de ração e outros produtos, através da cooperativa, se torna mais barato. “Com a cooperativa, a ração, os medicamentos, a assistência de veterinários e também a compra de outros insumos se tornam mais baratos. Além disso, com a formação técnica de criadores e orientações de manejo e padronização dos rebanhos em relação à carcaça, podemos oferecer um produto mais atrativo ao mercado”, espera Fernando.
O professor, veterinário e coordenador de produção animal da UEPG, Izaltino Cordeiro dos Santos, destaca que os Campos Gerais e o Paraná possuem vocação para ovinocultura. “Temos a vocação, porém, o que temos hoje é uma limitação na atividade em função da cadeia organizada e da disponibilidade da matéria prima, a carne, na região. Mas a vocação existe, o potencial é grande e a cooperativa vem para ajudar no sentido de organizar a cadeia e torná-la rentável em todas as suas fases”, explica.

 

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