Quando pensamos em Turismo Rural, automaticamente vem em nossa mente um modelo de uma vida simples, mas com nuances da boa hospitalidade.

O processo de urbanização acelerada em torno de médias e grandes cidades têm exigido de seus habitantes um contato maior com a natureza e com os animais. Há uma crescente importância, em nossos dias, pelo turismo como prática social e, principalmente, como atividade econômica para os empreendedores. O crescimento tem contribuído para o surgimento de diversas iniciativas direcionadas para o seu desenvolvimento. O turismo é visto hoje como ferramenta para alavancar economias nacionais, regionais e locais. A experiência modesta de trocar a paisagem de concreto das edificações por um cenário verde, coberto de plantações e animais serve, para muitas pessoas, como um remédio anti-stress, a contemplação das paisagens. Em virtude disso, percebe-se uma progressiva demanda pelos ambientes naturais correspondentes do segmento de turismo em áreas naturais ou ecoturismo. Nos últimos anos, as demandas voltadas para o meio rural vêm se destacando, na verdade pelas paisagens que ele representa, e os turistas encontram a resposta no turismo rural.
De um lado, estamos em um momento em que o mundo do trabalho e da produção vem passando por profundas transformações, onde se faz necessário iniciativas de criar novos nichos de mercado, referenciar e dinamizar economias locais e gerar dois dos pontos mais importantes do capitalismo, o emprego e a renda, por meio de setores como o turismo. Por outro lado, percebe-se que o emprego na agricultura está diminuindo gradativamente e, com isso, um dos principais desafios é gerar alternativas de emprego e renda para a população do campo, minimizando o êxodo rural.

 


ATENDIMENTO - Desta forma, quando pensamos em Turismo Rural, automaticamente vem em nossa mente um modelo de uma vida simples, mas com nuances da boa hospitalidade. Quando falamos em receber turistas no espaço rural, vale lembrar que “a primeira impressão é a que fica”, não basta só sermos hospitaleiros e atendermos bem as pessoas. A aparência física das instalações, das edificações e dos objetos também é importante, pois tudo se completa no momento da observação. Penso que o “turista é um colecionador de paisagens e a mente fotografa de forma que nem o tempo consegue apagá-la da memória”. Sabemos que o perfil da clientela do turismo rural geralmente é urbano, com hábitos da metrópole e, quando se deparam com o rural, procuram sensações diferentes das que estão acostumadas a viver no seu dia a dia. Esse turista, mesmo antes de sair de sua casa, já “imagina” algumas cenas, visualizando como será seu dia no campo. Tal qual um filme, ele projeta momentos de prazer, o que irá fazer e até como deve ser o cenário em que estará. No processo da vivência ao ruralismo ocorrem muitas trocas de conhecimento e, sendo assim, conhecer bem o público alvo, suas características, necessidades, comportamentos e expectativas, ajudam a recebê-los melhor. Nesse sentido, nem sempre precisam oferecer aos turistas os mesmos padrões de conforto comumente usados nas cidades. Cada local possui suas características peculiares, qualidades, belezas e, principalmente, o seu valor. Possuir instalações receptivas, algumas de valor histórico e arquitetônico destacando seu valor paisagístico, atividades agropastoris, pesque-pague, colha e pague, elaboração de um cardápio tipicamente rural, oferecer acompanhamento nas atividades como: acompanhar a rotina da lida do homem do campo, colheita de verduras, elaboração de um doce de abóbora, retirada de uma formada de bolachas caseiras de um forno rústico, ouvir a cantiga dos pássaros, alimentar os animais, cuidar do jardim, etc,. Isso tudo é o diferencial da modernidade urbana. A atividade de turismo no ambiente rural deve estar em harmonia com os seguintes interesses: da comunidade local, do turismo e do meio ambiente. A harmonização desses elementos significa garantir a sustentabilidade da atividade através dos três elementos básicos: culturais/antrópicos, ecológicos e econômicos. A região dos Campos Gerais se destaca neste cenário. No século XVIII era passagem de inúmeros rebanhos de gado e tropeiros que percorriam o Caminho do Viamão, desde o Rio Grande do Sul até as feiras de São Paulo. Este caminho passa pelos Campos Gerais e o antigo fluxo desses viajantes exerceu fundamental importância na formação cultural e econômica do Paraná, que acolheu aqui várias levas de imigrantes europeus, fatos estes traduzidos em um passado repleto de histórias e que pode ser revivido através da Rota dos Tropeiros.
PAISAGENS - A característica principal da nossa Região é o contraste entre os campos, onde surgem as imponentes araucárias e as escarpas serranas. Esta paisagem proporciona cenários naturais de magia e beleza, com destaque para os arenitos de Vila Velha, as imensas furnas e o Cânion do Guartelá. Nestes santuários, ou em seu entorno, os passeios podem ser de pura contemplação da paisagem, ou ainda de aventura com a prática de rapel, rafting, trekking, banhos de cachoeira, entre outros.  A região dos Campos Gerais se destaca com inúmeros atrativos, com cidades históricas como Castro, Tibagi – conhecida como terra dos diamantes -, Carambeí com resquícios da cultura da Holanda, Prudentópolis com suas belezas naturais e ainda é possível conhecer as culturas ucraniana, polonesa, italiana e alemã, que marcam a história e o cotidiano de seu povo, com destaque para a saborosa gastronomia, o artesanato refinado, a dança, a música, a rica arquitetura, além do vinho de amora, novidade nacional. Os templos religiosos destas etnias justificam, por si só, uma viagem à região, assim como os diversificados eventos culturais e agroindustriais e as fontes de água sulfurosa. Ponta Grossa mescla o antigo com o moderno e guarda os resquícios que, para muitos, é um defeito. Já para quem estuda o turismo, o olhar é voltado para uma característica do “conservador”, com paisagens sem igual, em seus entornos inigualáveis. Na região de Itaiacoca, com vários segmentos voltados para o turismo, podemos citar Adega Porto Brazos, Restaurante Cata Vento, Kaffee – Loch e muitas propriedades que atendem, com exclusividade, os apreciadores do Turismo Rural, como a Fazenda Pedra Grande da Senhora Iarê, a chácara do seu Francisco com um saboroso café colonial na estrada de Palmeira Km 358, a Chácara do Sozim com almoço aos domingos, entre tantos outros estabelecimentos que primam pela qualidade dos serviços. O núcleo de empreendedores do turismo rural conta com alguns associados que buscam atender com primazia os turistas apreciadores deste segmento em Guaragi: Vô Tonico, com uma pequena vinícula; Seu Lauri, com o Restaurante; em Itaiacoca, a Fazenda Boa Sorte, Pesque e Pague Montana; Sítio Santa Clara; e na Colônia Dona Luiza;  a propriedade urbana com resquício ao rural da Vó Maria, voltada para o turismo pedagógico. Ponta Grossa é possuidora das paisagens cênicas e faxinais que contemplam o cenário de magia e rara beleza, indutora do Turismo Rural. O Ngtur – Núcleo de Guias de Turismo, realiza caminhadas de contemplação da natureza com café da manhã e almoço e oferece atendimento exclusivo para day use. A Fundação de Turismo também realiza day use em propriedades voltadas ao segmento. Possuímos bons parceiros, cada um com a sua especialidade e olhar para o bem atender. Turismo, além de um bom negócio, nos traz prazer no bem servir.

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