Sorgo é mais uma opção para rotação de cultura

É uma cultura dedicada à produção de energia limpa e renovável, que contribui para a sustentabilidade e o meio ambiente, ajudando o País a não depender de combustíveis fósseis.

Uma novidade que vem ganhando espaço na região norte do Paraná, nas cidades de Mandaguaçu, Maringá e São Sebastião da Amoreira é a plantação de sorgo Etanol na rotação de cultura. Sendo assim, os agricultores cultivam soja na safra e sorgo na safrinha, tendo mais uma fonte de renda. Segundo o representante comercial da Nexteppe, Cristiano Moura, existem dois tipos de sorgo: o sacarino e o etanol, que é desenvolvido pela empresa. "O sorgo sacarino (Sorghum bicolor) é uma espécie de gramínea, que apresenta colmos ricos em caldo e, devido sua alta conversão de energia solar no processo fotossintético, é rico em açúcares fermentáveis diluídas neste caldo. Já o sorgo Etanol, é uma definição que a Nexteppe utiliza, pois desenvolvemos um novo produto obtido por meio das melhores técnicas de melhoramento genético focado na seleção de materiais ricos em açúcares somados a um manejo exclusivo que inibe a formação de panículas, transformando o sorgo sacarino em um novo produto que é o sorgo Etanol Malibu”, descreve. Segundo Cristiano, este tipo de sorgo se destaca como uma opção de cultivo promissora para a produção de etanol, uma vez que essa matéria-prima apresenta açúcares diretamente fermentescíveis. “Com essa cultivar produz-se o etanol de primeira geração, através do seguinte processo: 1 – colhe-se a planta inteira, 2 - moem-se nas moendas, extraindo o caldo, 3 - fermentam-se os açúcares contidos no caldo, 4 – o caldo fermentado segue para destilação, obtendo etanol. Somam-se outros atributos que atendem às demandas agroindustriais tais como: cultura de ciclo rápido, cultura totalmente mecanizável, alta fibra dos colmos, otimização do uso das estruturas industriais, aumentando o período de operação industrial das usinas onde o sorgo complementa a moagem da cana de açúcar”, explica. Ele anuncia que, no Brasil, a empresa possui híbridos com ciclos de 65 a 120 dias e podem ser plantados em diversas regiões do país. “O portfólio da empresa abrange híbridos de ciclo tardio - 120 dias: indicado para o plantio em início de Outubro com o híbrido MALIBU 1001 e ciclo médio – 80-90 dias com os híbridos MALIBU 5010, MALIBU 2168, MALIBU 3252 e MALIBU 2140. Por fim, temos o híbrido de ciclo precoce, recomendado para safrinha de 65 dias, que é o híbrido MALIBU 2091”, descreve Cristiano. Quanto ao potencial produtivo, a média do ciclo tardio é de 70-80 toneladas por hectare, do médio é de 60-70 toneladas por hectare e o precoce de 40-50 toneladas por hectare. Segundo ele, o Sorgo Etanol Malibu pode ser plantado na região dos Campos Gerais como já acontece no Norte do Paraná. “Este tipo de planta, o Sorgo Etanol Malibu, possui uma ampla adaptabilidade geográfica. Hoje a empresa possui clientes desde o Uruguai até Kansas, nos EUA, com bom desempenho. Podemos seguramente recomendar materiais para o plantio nos Campos Gerais do Paraná. Estamos com uma rede de ensaios demonstrativos nas cidades de Mandaguaçu, Maringá e São Sebastião da Amoreira”, explica.

O representante destaca que os agricultores podem se tornar fornecedores de matéria-prima para as usinas. "Produtores que possuem áreas adjacentes às usinas, podem cultivar o sorgo e se tornar um fornecedor de matéria-prima de sorgo Etanol para as usinas. O principal ponto positivo desta cultura é a rápida fonte de lucro, devido ao ciclo rápido da lavoura, comparado à cana de açúcar. A rotação de cultivo, com a sequência soja na safra e sorgo na safrinha, é uma cultura totalmente mecanizada desde o plantio até a colheita”, destaca Cristiano. INVESTIMENTOS - Em relação a investimentos, o representante explica que não são muitos e se equiparam aos utilizados com o milho. "Não demanda muito investimento. O pacote tecnológico para o manejo cultural se equipara aos utilizados na cultura do milho silagem, ou seja, uma aplicação de herbicida pós-emergente, mesma adubação de base e cobertura de duas a três aplicações de inseticida. As sementes podem ser compradas diretamente com a Nexsteppe”, informa. VENDA - Ele salienta que o Sorgo Etanol Malibu é uma cultura dedicada à bioenergia, ou seja, é um produto para entrega exclusiva à indústria sucroalcooleira. "No entanto, devido ao fato de o material ser rico em açúcares e à versatilidade dos nossos híbridos, também existe a possibilidade de fabricação de silagem para gado” aponta. O preço pago varia a cada negociação com a usina e com a qualidade da matéria prima obtida em termos de Grau Brix (teores de açúcares contidos no caldo) e fibra. Para ilustrar, temos uma faixa de 45 a 60 R$/tonelada. PRAGAS - Quanto às pragas e doenças, este tipo de cultivo, como os demais, demanda sempre dedicação e cuidado. “Não usamos muitos defensivos. Um bom monitoramento e controle no momento ideal faz com que a lavoura esteja segura contra ataques das pragas e doenças. A atenção maior foi para o controle da lagarta Spodoptera sp. Conseguimos, em nossos campos, controles com 2 a 3 aplicações de inseticidas. O controle da doença Antracnose é feito com apenas uma aplicação de fungicida”, explica Cristiano. Segundo ele, o sorgo não traz malefícios para a cultura subsequente, como fungos ou pragas. "Definitivamente não há riscos para qualquer cultura subsequente. O sorgo é uma opção para safra e safrinha tão boa quanto o milho, já amplamente utilizado na região”, descreve. MAQUINÁRIO - O maquinário utilizado no cultivo é basicamente a plantadeira de soja/milho. “Isso já é o suficiente para o plantio do sorgo, bastando apenas a instalação dos discos recomendados para acomodar a perfeita distribuição de sementes de sorgo na caixa de distribuição. A colheita é diferente, realizada com máquinas forrageiras ou colheitadeira de cana”, aponta o representante. Serviço - Mais informações no site www.nexsteppe.com.br. Email cmoura@nexsteppe.com (19) 99663-2337

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