39ª EFAPI contou com a VII Brasil Sul de Charolês

Na pista da EFAPI foram apresentados animais com alta qualidade genética mostrando que os criadores vêm cuidando muito bem de seu plantel. 
 

 

O Núcleo dos Criadores de Charolês dos Campos Gerais promoveu no Centro Agropecuário, em Ponta Grossa-PR, durante a 39ª EFAPI, a VII Brasil Sul de Charolês. O evento faz parte do Ranking Nacional Charolês e apresentou animais com alta qualidade genética, mostrando que os criadores vêm cuidando muito bem de seu plantel. O evento conseguiu, pela terceira vez consecutiva, obter a façanha de se constituir na maior feira da raça no Brasil em número de animais. Isso se deve à união dos criadores do Paraná que se fizeram presente no evento, mostrando que a raça segue forte no Estado.
Quem esteve presente no evento fazendo o julgamento e partilhando conhecimento sobre a raça foi o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Charolês, Wilson Borges. Na oportunidade, ele apresentou aos criadores do Núcleo características que devem ser observadas na seleção de reprodutores para que a raça continue atendendo às necessidades dos criadores e do mercado.
O presidente do Núcleo de Criado
res de Charolês dos Campos Gerais, Nelson João Klas, diz que esteve presente em vários eventos da raça e que os animais que marcaram presença são de ótima qualidade. “Tenho visitado todas as exposições do Brasil e não vi em todos esses eventos um player de animais tão bons como vejo na EFAPI. Isso é muito bom para a raça e para os criadores de Ponta Grossa, pois mostra que estamos fazendo nosso trabalho certo e temos prova disso na pista de julgamento”, afirma o presidente.
 

 

Entre as características positivas do gado, ele destaca a precocidade, o rendimento de carcaça e a qualidade da carne que deveria ser mais apreciada pelos brasileiros. “O consumidor responde a publicidade da mídia feita pelos criadores de Angus e estão colhendo seus frutos. Acredito que o Charolês deveria fazer o mesmo, pois sua carne é excepcional. Na Europa, para termos uma ideia, em especial em Portugal e Espanha, a carne do Charolês tem maior valor que a carne do gado comum. Quando você vai a um restaurante e pede um bife de Charolês, é 10% mais caro, discriminado no cardápio. Isso mostra que é uma carne de primeira”, relata Nelson.
A raça Charolês é muito usada em cruzamentos industriais para produzir um gado de corte precoce e de alto rendimento de carcaça. “Um exemplo do uso dessa raça é a formação do gado Canchim, que possui 5/8 de Chalorês e 3/8 de Nelore, um ótimo gado de corte. Outro exemplo e a raça Purunã que tem 60% de Charolês. O Charolês contribuiu com a velocidade de ganho de peso, grande rendimento de carcaça e elevado porcentual de carnes nobres. Isso revela que o Charolês é uma raça que serve e dá resultado comprovado. Tudo isso mostra que ela está voltando com tudo e está no topo como uma raça que vem ajudar a melhorar o gado de corte”, destaca Nelson. Ele desmente o mito de que a raça Charolês teria problema de parto. “Foi muito difundido que essa raça, por causa de seu porte, dava problema de parto em outras raças. Isso é uma mentira. Mas estamos mostrando, com nosso trabalho, que essa raça só tende a melhorar o gado que está aí e ajuda o criador a ter alto rendimento de carne”, defende. Em sua propriedade, na cruza industrial, ele usa fêmeas aneloradas com o Charolês. “Nas aneloradas eu coloco Charolês e nas achalorezadas, com predominância da raça, eu coloco Nelore e tenho tido ótimos resultados neste particular. Isso tem oferecido carne macia e de qualidade”, explica o presidente do Núcleo.

 

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