Embrapa fala sobre feijão no Sindicato Rural de Castro

 

 

A Embrapa repassou conhecimentos técnicos sobre feijão para produtores do município de Castro. O encontro foi realizado no Sindicato Rural de Castro e os produtores puderam tirar dúvidas e conhecer variedades de feijão da empresa de pesquisa.
Quem fez a conversa com os agricultores foi o agrônomo e analista da Embrapa Arroz e Feijão, Jose Luis Cabrera Diaz. Ele destaca que encontrou um público com muita sede de informação sobre o que a empresa está fazendo em prol dos produtores e consumidores de feijão. “A Embrapa procura atender o consumidor e o agricultor. Portanto, criamos cultivares com alto potencial de rendimento e resistente às principais doenças em grãos comerciais. Já para o consumidor, procuramos criar um produto de sabor e rico em nutrientes, uma vez que prato típico brasileiro contém essa dupla, arroz e feijão”, explica o agrônomo.

 

Quanto a recomendações de cultivares da Embrapa para o sul do Brasil, são três variedades comerciais do grupo carioquinha. “Para essa região recomendamos BRS Estilo, BRS MG Madre Pérola e BRS 402, que possuem características que o agricultor e o consumidor procuram. Já do grupo comercial preto temos como carro chefe, o BRS Esteio que foi recém lançado e também seus antecessores que são o BRS Explendor e o BRS Campeiro. Assim trabalhamos três materiais preto e carioca que atendem o paladar de produtores e consumidores”, relata Cabrera.
Para ele, um destaque da variedade carioca se acentua para o BRS Estilo, que é um material com arquitetura de planta ereta, com qualidade muito boa de grãos comerciais. Já no preto, Cabrera fala sobre o BRS Esteio que apresenta qualidade de caldo, maciez de grãos e arquitetura de planta exclusiva.
Futuro do feijão - Segundo o analista, o que pode afetar o futuro do feijão na próxima safra é o que os meteorologistas estão falando do efeito La Niña, fenômeno marcado pelo resfriamento do Oceano Pacífico, em uma região próxima à América do Sul. O La Niña influencia na circulação de ar e acaba trazendo umidade para a região. Outro fator, segundo ele, são as geadas em setembro, que podem atrasar o desenvolvimento da planta. Outra preocupação é com um possível veranico em novembro. Ou seja, poderá chover de mais ou de menos, prejudicando o desenvolvimento do feijão.
O produtor de feijão e presidente do Sindicato Rural de Castro, Eduardo Medeiros, acredita que o feijão é uma cultura extremante importante no contexto econômico para os produtores dos Campos Gerais, em especial para os de Castro. “Essa cultura entra numa diversidade com soja e milho. Isso dá mais equilíbrio e estabilidade e preenche espaços no verão, onde comporta colocar mais uma cultura pelo ciclo do feijão, que é um pouco mais curto. Sendo assim, torna-se muito importante para a economia de muitas propriedades”, argumenta Medeiros.  Ele destaca que a Embrapa apresenta tecnologia de ponta na pesquisa junto com o Iapar e o IAC, que visam melhorar a produtividade. “Desta forma, proporcionar esse encontro técnico é fortalecer o conhecimento dos produtores, ajudando em suas decisões do que fazer e como fazer o plantio de feijão”, explica. O presidente salienta que na reunião foi dado destaque para o manejo, o que influencia na produtividade. “O manejo é muito importante e também o produtor precisa ficar atento para o período correto de plantio. Observando isso, o produtor pode ter o potencial de 3.500 a 4.500 quilos, segundo avalia o instituto de pesquisa. Assim fica o desafio ao produtor, de observar e atender corretamente todo ciclo do feijão para ter produtividade e renda”, argumenta Eduardo.

 

 

BRS Estilo - A BRS Estilo é uma nova cultivar de feijoeiro-comum com grãos carioca, indicada para cultivo em 13 Estados, pertencentes às cinco regiões brasileiras. Apresenta 2.072,3 kg ha-1 de produtividade média, 7,5% de superioridade em relação às testemunhas, grãos claros, alto potencial produtivo (4.011 kg ha-1), arquitetura ereta, tolerância ao acamamento e resistência a antracnose.


BRS Esteio - BRS Esteio - cultivar de feijoeiro comum com grãos pretos, alto potencial produtivo e resistência à antracnose.
O potencial produtivo da BRS Esteio, obtido a partir da média dos cinco ensaios em que essa cultivar apresentou as maiores produtividades, foi de 4.702 kg ha. Essa estimativa demonstra que a cultivar tem potencial genético elevado e que se o ambiente for favorável e existirem boas condições de cultivo, altas produtividades podem ser alcançadas.

 

 


 

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