Incêndio criminoso prejudica pesquisa na Fazenda Modelo do Iapar

 O fogo atingiu um quarto dos dois mil hectares da área total da Estação Experimental Fazenda​-Modelo do Iapar.
 

 

Um incêndio criminoso prejudica o andamento de pesquisas realizadas na Estação Experimental Fazenda​-Modelo do Iapar em Ponta Grossa. O fato ocorreu em três dias seguidos, em horas distintas, atingindo diversos talhões e prejudicou pesquisas de pasto cultivado, pasto nativo, reflorestamento, meio ambiente, cercas da fazenda, entre outros prejuízos. O crime ocorreu nos dias 25, 26 e 27 de agosto. A área prejudicada chega aos impressionantes 250 hectares, dos dois mil hectares de área total. O coordenador da Estação Experimental, João Motta, acionou a Policia Ambiental e fez boletim de ocorrência para que as autoridades possam investigar o caso. Porém, até o momento, o crime não foi solucionado. O coordenador explica que o fogo vai até certo ponto e não pula o rio ou estrada, porém, na fazenda, quem fez isso espalhou o fogo em diversos talhões.
João Motta relata que o incêndio prejudicou a pesquisa da integração lavoura, pecuária e floresta (LPF). “O estudo da integração vai dar base para produzirmos a lavoura, pecuária e madeira de uma maneira sustentável e isso é um estudo que demanda muitos anos. Sem contar que o fogo desabrigou diversos animais silvestres que moravam na área, como preá, lagarto, codorna, etc. No local também encontramos casca de tatu, que foi vítima do incêndio”, descreve Motta. O fogo no eucalipto atingiu tronco, galhos e folhas prejudicando a qualidade da madeira. “O tronco, com o calor, pode ter sido comprometido, assim teremos que avaliar os danos e ver qual a qualidade desta árvore para as atividades da fazenda como lenha, palanque entre outros”, afirma. 

A agressão do fogo prejudica os estudos que vinham sendo conduzidos na lavoura, pecuária e floresta. “A pecuária, no momento, está no suplemento da pastagem de inverno. No verão colhemos milho e, em uma área, já tínhamos feito a colheita da floresta. Portanto, esses dados pesquisados ajudam a melhorar e utilizar corretamente uma propriedade sem causar danos à natureza”, salienta. Ele fala que os estudos são feitos para orientar a produzir e preservar ao mesmo tempo.  
 

Uma das áreas atingidas pelo fogo possuía 10 anos de pesquisa de LPF onde eram feitos estudos com cultura de soja, milho, pastagem e a produção de madeira, trazendo prejuízos gravíssimos. “Há 10 anos coletamos informações importantes dessa produção, como o micro clima proporcionado pela floresta que oferece uma condição ideal para o crescimento do pasto e conversão alimentar do gado e também na preservação da fauna. O fogo destruiu a pastagem de hemártria flórida de uma década, queimou o tronco das árvores e só vamos saber se isso realmente prejudicou daqui alguns anos”, explica Motta.  O ato criminoso na Fazenda do IAPAR mostra a insegurança vivida no campo e que precisa ser olhada com carinho por parte das autoridades. É difícil a polícia cobrir tanto a cidade e campo, por isso deveria ser pensado uma maneira de legitimar a segurança no meio rural.

 

 

 

 

 

 

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