Sindicato Rural discute a criação da APA da Escarpa Devoniana

 A preocupação em preservar a área é de todos, mas a proposta não pode inviabilizar economicamente os municípios.

 

O Sindicato Rural de Ponta Grossa discutiu no projeto  “Quinta com Café” a Área de Preservação Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana. O encontro também contou com a presença dos presidentes dos sindicatos que fazem parte do Núcleo Sindical dos Campos Gerais.
A área de preservação foi criada em 1992 e possui 392 mil hectares que abrangem 13 municípios, conforme indica o mapa feito pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Porém, no levantamento em campo foram constatados uma área de 414 mil hectares e o polígono não fecha corretamente e abrangendo 12 municípios. Além, disso não contemplou critérios geográficos e ambientais em parte do seu perímetro. O município de Balsa Nova tem uma situação delicada, pois 71% de seu território fica dentro da escarpa. Esses dados foram criados  em 2004, mas ainda não foram concluídos, pois depende de um debate mais aprofundado para se chegar a uma conclusão que atenda a preservação sem tirar o sustento dos produtores.
O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, explica que a intenção da reunião com os presidentes e profissionais da área é para discutir esse tema importante para o setor. “Esse assunto é importante para a economia e a sustentabilidade dos Campos Gerais. Muitos usam palavra sustentabilidade como uma questão ambiental, mas ela vai além disso. Sustentabilidade deve contemplar todo um processo, ou seja, para ser sustentável deve atender todos os pontos de vista, tanto de quem preserva como de quem produz. Por isso estamos discutindo o plano de manejo da unidade no seu concelho gestor. Esse plano de manejo é muito importante e deve ser revisto por todos os setores da economia”, destaca. Ele ressalta que deve ser observado tanto a área de proteção como de produção, por isso a reunião é importante, para que o lado do produtor também seja contemplado na lei. “Através dos presidentes que formam o Núcleo Sindical dos Campos Gerais, vamos discutir essa questão de preservação, produção, geração de emprego e renda. Isso sim é a real sustentabilidade de toda a nossa região. Pois a preocupação em preservar a área é de todos, mas a proposta não pode inviabilizar economicamente os municípios”, defende Ribas.
O presidente do Núcleo Sindical dos Campos Gerais, Guilherme Jonker, destaca que os produtores devem sim ser ouvidos, pois eles são os primeiros a proteger a terra e a água e sabem do valor da natureza em todo o processo da produção. “Ouvir o produtor dos Campos Gerais é importante e essa parceria com o estado fará com que a nossa região seja novamente precursora na sustentabilidade e preservação ambiental. Fomos os primeiros a fazer o plantio direto na palha, conservação de solo e água. Na avicultura somos um polo grande na produção de carne. Tenho certeza que seremos referência na preservação da APA da Escarpa Devoniana, pois o produtor agora está sendo ouvido e pode falar como vem fazendo o manejo adequado  do solo e água”, frisa.
Como é hoje - A área de proteção no atual mapa tem mais de 414 mil hectares, que cruza o Estado do Sul ao Norte Pioneiro e passa por 12 municípios do Paraná. Estão na área de abrangência da Escarpa Devoniana os municípios: Lapa, Balsa Nova, Porto Amazonas, Palmeira, Campo Largo, Ponta Grossa, Carambeí, Castro, Tibagi, Piraí do Sul, Jaguariaíva e Sengés. Trata-se da maior APA do estado e compreende nove unidades de conservação, sendo cinco Reservas Naturais do Patrimônio Natural e quatro parques estaduais abertos à visitação: Vila Velha (em Ponta Grossa), Parque do Cerrado (em Jaguariaíva), Parque do Monge (na Lapa), e Parque do Guartelá (em Tibagi).

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