o Paraná quer tomar a referência conservacionista e precursora no país

 Na década de 1980 o Estado foi referência com o surgimento das práticas conservacionistas no Estado, como o sistema de Plantio Direto na Palha .

 

O Paraná tem um histórico de 45 anos trabalhando com conservação de solos e água, com picos de participação e adesão dos produtores, como aconteceu no final da década de 1980 e início da década de 1990, quando o Estado foi referência nessas modalidades para outros estados e países.
Portanto, um de seus objetivos é retomar as práticas conservacionistas no Estado, como o sistema de Plantio Direto na Palha e plantio de nível, que foram abandonados em muitas propriedades. “Esse é um processo importante para recuperação da consciência do produtor para fazermos uma agricultura conservacionista. Com certeza, o programa é um marco importante para o futuro”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, durante o evento no Palácio Iguaçu.
Com a falta de preservação do solo e da água, em pouco tempo a riqueza que se tira da terra em termos de produção poderá ser menor do que o produtor vai precisar investir para manter a fertilidade do solo, que deveria ser natural. “Queremos que a nossa agricultura continue forte, crescendo em produtividade e com melhor desempenho. Mas para isso precisamos evitar, a todo custo, a erosão”, explicou.
PARA A VIDA – O Paraná também possui uma legislação de uso do solo e da água que obriga o produtor a conservar a área de sua propriedade. O programa vai facilitar o agricultor a ter um projeto técnico de recuperação que seja efetivamente cumprido, porque a legislação já impõe esses cuidados. Para aderir ao plano de conservação de solos e água na propriedade, o produtor terá que procurar um técnico que faça o projeto de conservação do solo de sua propriedade.
Para disponibilizar assistência técnica suficiente para o aumento da demanda prevista, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (SENAR/FAEP) irá capacitar mais de 2 mil técnicos, em todas as regiões, com cursos a distância e presencial.
O presidente de FAEP, Ágide Meneguette, explicou que a capacitação que será realizada pelo SENAR terá duração de 300 horas e os agrônomos serão patrocinados pela entidade. “Este é um programa essencial para vida, porque precisamos recuperar nossas minas d’água e nossos solos. Precisamos, também, nos readequar às novas tecnologias e às intempéries climáticas”, destacou Meneguette. “Com o investimento em pesquisa e os técnicos treinados, tenho certeza que poderemos fazer um trabalho melhor em favor do Paraná”, frisou.
Os técnicos serão capacitados para elaborar os projetos técnicos individualizados, de acordo com as necessidades de cada propriedade. As técnicas de conservação serão recomendadas para atender as carências identificadas no diagnóstico das áreas. Assim, essas técnicas implicam em uso adequado de agrotóxicos, adoção de rotação de culturas, plantio direto, plantio em nível, terraços, proteção e conservação de nascentes, dentre outras práticas.
Além disso, o produtor terá que cumprir com as obrigações do Código Florestal, como a legislação existente na manutenção de mata ciliar e Reserva Legal e formação de Áreas de Preservação Permanente (APP). O projeto técnico vai dizer exatamente o que será necessário executar, conforme características da área e da cultura ou criação instalada na propriedade.

 

 PESQUISA – Outra linha de ação do Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná será a pesquisa. As entidades participantes do programa vão se cotizar e disponibilizar um total de R$ 15 milhões para financiamento de pesquisas práticas e que cheguem ao produtor de forma ágil. Os recursos são provenientes da Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada, criada pelo Governo do Paraná para incentivar a inovação e a pesquisa científica e tecnológica para o setor agropecuário no curto, médio e longo prazo.
A rede facilita o compartilhamento dos ativos das universidades estaduais e institutos de pesquisa no Estado do Paraná, devendo envolver mais de 4 mil pesquisadores dessas instituições, entre doutores e mestres na área científica, em benefício da agricultura paranaense.
No programa, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, universidades estaduais, federais e as entidades que representam os produtores apresentaram uma proposta de pesquisa nunca realizada antes. Serão executados estudos em dez grandes áreas no Estado, onde serão avaliadas, com metodologia científica, as técnicas que devem ser recomendadas para cada região.

 

 GESTÃO – O programa terá um Conselho Consultivo, composto por entidades representativas do setor rural, que apontarão as grandes diretrizes. Fazem parte desse conselho as Secretarias de Estado da Agricultura e Abastecimento e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a FAEP/SENAR, Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Copel, Itaipu Binacional, Sanepar, Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha, Associação Paranaense de Planejamento Agropecuário, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná, Emater e Iapar.
Haverá ainda um comitê gestor com a participação de seis entidades do setor público e da iniciativa privada: Emater, Iapar, FAEP, Fetaep e Ocepar, sob a coordenação da Secretaria do Estado da Agricultura e do Abastecimento, além de uma secretaria executiva do programa.

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