Região de Ponta Grossa é responsável por 21% da produção de mel no PR


A produção de mel, utilizando o sistema de migração, pode produzir de 100 a 150 kg de mel por caixa, dependendo da época. Já na produção em caixas fixas e monofloral, o rendimento é de 10 kg por caixa.

O Paraná é o segundo no ranking nacional de produção de mel, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul. A região de Ponta Grossa, segundo dados do IBGE, é responsável por 21% da produção de mel do Paraná. Muitos destes apicultores marcaram presença na Feira de Sabores da 39ª EFAPI, expondo e vendendo seus produtos. O apicultor do Posto do Mel de Ponta Grossa, Sergio Goes, explica que trabalha com apicultura há 20 anos e tudo começou com o aparecimento de um enxame em sua casa. “Apareceu um enxame em casa e precisávamos que alguém tirasse as abelhas. Acabamos comprando macacão, caixa e outros equipamentos e, com dó de exterminar as abelhas, fomos criá-las. Assim nasceu a paixão pela apicultura, há 20 anos. Tivemos vários sacrifícios na produção, capturando enxames em casas. Hoje já temos uma estrutura muito boa e também trabalhamos com migratória, o que nos oferece maior rendimento”, descreve. Ele explica que na produção migratória as abelhas são levadas até a flor. “Com esse sistema estamos hoje na região de Paranavaí, produzindo mel de laranja. Lá fechamos parceria com os produtores de laranja e levamos as abelhas até as flores de laranjeira”, explica. Segundo ele, a florada neste sistema é curta e, por isso, requer agilidade do apicultor. “O problema da apicultura migratória é o tempo. É necessário levar as abelhas até as flores em um espaço curto de tempo, que varia de quinze dias até no máximo três meses. É necessário organização e atenção para não ter prejuízo. Acabando a florada em uma região, seguimos com as abelhas para outra e assim também fazemos com mel de eucalipto, maçã, entre outros”, explica Sergio. A produção do Posto do Mel é de 80 kg por caixa com a apicultura migratória. Já na fixa, monofloral, não chega a 10 kg. “Entre apiário fixo e migratório possuímos mil caixas. Com a apicultura migratória, dependendo do trabalho, podemos chegar de 100 a 150 kg, dependendo da época. Nossa produção gira em torno de sete toneladas por ano”, relata Goes. Ele alerta que a apicultura no mundo de hoje vem sofrendo devido à utilização de defensivos, de forma errada, por alguns agricultores. “Algumas empresas de produtos defensivos não orientam corretamente os agricultores e isso vem prejudicando a atividade. Por isso, é importante a conscientização do manejo correto do defensivo, por parte dos agricultores, para não aplicarem o produto no período de floração, seja na florada de soja, milho, laranja, entre outros. Fazendo isso o agricultor prejudica muito as abelhas comerciais e silvestres”, explica. Sergio relata que perdeu mais de setenta caixas devido a um produto que um agricultor usou na soja, próximo ao apiário, porque o rótulo não indicava que era prejudicial às abelhas. Feira - A empresa possui uma unidade em Castro onde recentemente conseguiu o S.I.F, junto ao Ministério da Agricultura e agora pode vender sua produção para todo o Brasil. “Agora vendemos diretamente ao consumidor e nossa meta é exportar”, anuncia. O apicultor Sergio salienta que essa atividade pode ser uma renda extra na propriedade rural e que não demanda de muitos investimentos. “Acredito que se tivesse um pouco mais de incentivo, por parte de governo, poderíamos promover mais a apicultura na região. Seria mais uma diversidade de renda para o pequeno produtor”, explica. Ele explica que decidiu participar da Feira de Sabores para reforçar sua marca e expor seus produtos. “A EFAPI tem um público diverso e marcar presença nos trará resultados bons tanto durante a feira, como no pós-feira”, acredita.

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