1º Encontro Anual de Produção Animal

December 10, 2016

 

O CTZ (Centro de Consultoria Técnica), empresa júnior do curso de Zootecnia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), promoveu o 1º Encontro Anual de Produção Animal. O encontro foi realizado no Campus de Uvaranas e contou com a presença de acadêmicos, pesquisadores, profissionais e produtores da região dos Campos Gerais. O evento partilhou tecnologias nas áreas de ovinocultura, piscicultura, suinocultura e bovinocultura de leite. O destaque do evento foi a palestra do maior criador de ovinos da Nova Zelândia, Robin Hilson. O palestrante é um empresário e criador de sucesso e, há mais de 20 anos, trabalha com seleção, melhoramento, produção de carne e comercialização dos ovinos, em escala mundial. Sendo assim, discutir esse caso de sucesso motiva os criadores da região.
O reitor da UEPG, Carlos Luciano Sant’Ana Vargas, destacou o fato de o evento ser organizado pela empresa júnior de Zootecnia, que presta serviços de consultoria técnica ao pequeno e médio produtor da região e busca uma inserção ainda maior no mercado. “Esse encontro marca um novo momento do curso de Zootecnia, que comemora sua transferência definitiva para o Campus de Uvaranas, para um novo bloco, com espaço e infraestrutura de laboratórios adequados às suas atividades de ensino e pesquisa, além da entrada da primeira turma do mestrado em Zootecnia. Fatos que levam à consolidação do curso como mais um centro de excelência da instituição”. Ressalta ainda a realização do encontro como uma atividade que vai além da sala de aula e coloca os estudantes e a instituição em contato direto com a comunidade.
O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, chamou a atenção para a necessidade de aproximação maior entre a academia e o setor produtivo. Para ele, a realização desse Encontro Anual de Produção Animal segue nessa trilha, de uma integração entre acadêmicos, professores e pesquisadores com empresas e produtores. Gustavo Ribas acredita que o profissional da Zootecnia tem um amplo campo de atuação na região, ao contrário de outros segmentos do agronegócio que enfrentam a saturação de mercado. “Existe uma necessidade da atividade técnica nesta área. Principalmente a cadeia leiteira da região, destacada entre as mais produtivas do país, e a pecuária de corte que se encontra em expansão. Portanto, precisamos sair do estágio de produção para consumo próprio, para uma atividade mais técnica e mais industrializada, do início ao fim do ciclo. Assim, vocês podem fazer a diferença”, frisa o presidente.
O coordenador do CTZ, doutor e zootecnista da UEPG, Vitor Breno Pedrosa, observa que o encontro é uma oportunidade para os criadores e alunos acompanharem uma realidade diferente da ovinocultura praticada no Brasil. “A Nova Zelândia é um modelo internacional de criação de ovinos por ser eficiente e bastante lucrativa, portanto, compartilhar esse conhecimento e mostrar como trabalhamos irá incentivar nossos criadores. Os ovinocultores neozelandeses acreditam no potencial brasileiro. Creem que podemos ser iguais ou até melhores na criação de ovinos, pois temos melhores condições climáticas”, explica o coordenador.  Segundo ele, é necessário estimular o criador e organizar toda a cadeia de uma forma que funcione perfeitamente, gerando lucratividade. “Já temos uma iniciativa da Cooperativa dos Produtores de Ovinos e Caprinos dos Campos Gerais (COOPEGERA), que vem atender essa necessidade. Essa cooperativa pretende criar um modelo e um sistema que seja de alta produtividade e qualidade genética. Por isso, mostrar essa ideia do Robin e como ele trabalha pode intensificar esse sistema e esse modelo”, ressalta Vitor.

 

Robin visita Fazenda Escola
Capão da Onça (Fescon)


 

 

A Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon) recebeu os participantes do 1º Encontro Anual de Produção Animal. O gerente de Pecuária, Izaltino Cordeiro dos Santos, explicou o processo que resultou no sistema de produção intensiva de ovinos da Fazenda Escola da UEPG. Num primeiro momento, ele comenta que foi priorizada a melhoria do padrão genético do rebanho, por meio de cruzamentos direcionados a animais com conformidade para a produção de carne. “O manejo dessas matrizes em áreas de pastagem de boa qualidade e com suplementação alimentar possibilitou um aumento da taxa de natalidade, com possibilidade de três partos a cada dois anos, ao invés de apenas um a cada ano, na estação de inverno”, afirma Izaltino. Ele explica ainda, que com o confinamento dos cordeiros e antecipação da idade de abate, mediante manejo e suplementação alimentar, se reduz a sazonalidade da produção, gerando um ciclo contínuo de fornecimento de carne de boa qualidade. O gerente da Fescon comenta que a carne produzida através deste sistema intensivo tem qualidade superior à produzida por animais criados em condições extensivas e abatidos tardiamente. Izaltino destaca que a carne possui baixos teores de gordura, em média com três milímetros de cobertura, e baixa saturação. “Estes fatores têm forte impacto na comercialização”, salienta. O sistema desenvolvido na Fescon se constitui hoje em referência para produtores da região e outros pontos do País.
Após a exposição, o produtor neozelandês fez considerações sobre o sistema desenvolvido na Fescon, a partir da sua experiência de mais de 50 anos de melhoramento genético de ovinos. Para ele, o Brasil tem grande potencial e não deveria jamais ser importador de carne ovina. Acredita que o país tem potencial para ter a maior população de ovinos do planeta. Na sua visão, para que isso ocorra e o setor tenha rentabilidade, é preciso investir em genética
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