Agrinho - Ideia que transforma a realidade

December 10, 2016

O projeto foca em assuntos importantes e desenvolve a

consciência ambiental e a relevância social.

 

O programa Agrinho vem mudando a realidade do campo e da cidade, pois aproxima situações diferentes e mostra a importância de se trilhar um caminho de mãos dadas com a preservação da natureza, o consumo e a produção consciente. O programa foca em assuntos importantes e desenvolve a consciência ambiental e a relevância social de forma crítica e reflexiva na fase inicial da formação escolar. Isso faz com que os participantes levem para a vida um aprendizado que pode mudar a realidade em sua volta. Pensando nessa transformação, o Sindicato Rural de Castro fez uma parceria com a Secretaria de Educação do Município e levou até as escolas o projeto Agrinho.
O presidente do Sindicato Rural de Castro e vice-presidente do Núcleo Sindical Rural dos Campos Gerais, Eduardo Medeiros, destaca que a parceria entre Sindicato e Secretaria de Educação, tem sido muito proveitosa. “A secretaria tem mantido as portas abertas e o pessoal da secretaria assumiu com muito compromisso o projeto Agrinho. Para nós é uma satisfação ver a comunidade do Socavão ganhar esse prêmio e envolver toda a comunidade para recuperar uma nascente. Isso dá um sentido de integração campo e cidade. Portanto, essa ação mostra preocupação com as boas práticas desde pequeno e isso mostra que teremos uma geração de produtores comprometidos com sustentabilidade. Conceitos que o Agrinho apresenta de uma maneira muito forte, que está presente em todos os trabalhos apresentados”, afirma o presidente.
Uma comunidade do interior pode ser carente de recursos, mas não é carente de valores, ideais, força e trabalho. Podemos ver essas características nas professoras Natali Ferreira Santos Castanho, Eva Jocelia Camargo e em seus 26 alunos de cinco anos de idade, da turma do Pré II, do Centro Municipal de Educação Infantil Pequeno Reino, localizado no Distrito de Socavão, em Castro. Eles foram premiados com o 1º Lugar, na categoria Experiência Pedagógica e receberam um carro 0 Km.

 

O projeto vencedor realizou um trabalho de revitalização da nascente de um rio na região da zona rural do município. O trabalho envolveu os pais dos alunos, Sindicato Rural de Castro, Prefeitura Municipal, comunidade local, entre outros parceiros. O objetivo do projeto, segundo as professoras, é conscientizar as pessoas para não jogar lixo no local, recuperar a nascente e mudar a realidade. O local da nascente foi limpo, mudas de plantas nativas e frutíferas foram plantadas e a água foi tratada a ponto de poder ser consumida. Inclusive, uma votação foi realizada para batizar o local que recebeu o nome de Nascente Cristalina.
O PROJETO - A inspiração, segundo a professora Natali, nasceu em um dia de chuva quando as crianças observavam que tinha água limpa se misturando com água suja. “Então expliquei que era a água limpa da chuva que se misturava com a água suja, que aqui chamamos de enxurrada. E o assunto foi longe. Curiosos queriam saber para onde ia tanta água. Contei que ela busca um caminho até encontrarr um córrego ou rio. Um aluno, o Guilherme, perguntou como nasce um rio. Explicamos que nasce de uma nascente e fomos conhecer uma. Vimos que ela estava suja e surgiu a ideia de recuperarmos aquele local”, descreve.

 

 

 A professora explica que o intuito do projeto foi proporcionar aos alunos conhecimentos para preservar, valorizar as nascentes, através de atividades práticas e na diversidade de experiências. “As crianças ficaram muito curiosas e questionavam sobre tudo e todos. Procuramos desenvolver atividades que sanassem todos os questionamentos. Respondendo perguntas, dividimos nossa experiência em etapas, a de pesquisa, coleta de informações, de experiências práticas, observação, transformação, constatação dos resultados, apresentando aprendizagens dentro e fora da escola, envolvendo as famílias e a comunidade”, descreve Natali.  Segundo ela, os alunos trouxeram para sala de aula um sonho de revitalização que se tornou realidade. “O projeto se tornou real em nossa comunidade, uma experiência compartilhada e vivida por diferentes pessoas, tanto no campo como na cidade, que contribuíram na aprendizagem de nossos pequenos, estimulando o pensamento crítico de nossos futuros cidadãos”, salienta.  A outra professora, Eva Jocelia Camargo, destaca que o projeto também abordou o trabalho em equipe.  "Sabemos que quando trabalhamos juntos, somos capazes de transformar uma realidade. Por isso, conseguimos fazer de uma nascente contaminada e sem vida, uma fonte inesgotável de água pura e, com planejamento futuro, boa vontade, poderá até abastecer nossa comunidade. Pois, segundo estudos, o veio d'água produz 6 mil litros por hora”, explica. Segundo ela, a magia proporcionada pelo espírito de curiosidade e a alegria da descoberta nas crianças foi o enfoque gerador do projeto “Pare, Pense e Mude”.  “Assim, através das atividades, levando-os a buscar e construir respostas aos seus questionamentos de forma comprometida, lúdica e divertida. O maior prêmio foi ver nossas crianças transformarem a realidade em sua volta”, revela a professora.
O aluno do Pré II, Emmanuel Jele Machado, 05 anos, fala que o projeto uniu a comunidade e deu vida à fonte que estava morrendo, devido à sujeira. “Com a ajuda da comunidade limpamos a nascente, pois estava quase morrendo com tanto lixo, coisa velha jogada, tiramos tudo isso. Deixamos ela bem limpa e agora podemos beber água da nascente”, afirma o aluno.

 

Quer saber mais sobre esse assunto? Veja a visita que a equipe Mais Rural fez aos alunos, professoras e uma paradinha na Nascente Cristalina.
 

 



 

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