Núcleo Sindical Rural dos Campos Gerais é a voz e a defesa dos produtores rurais

December 10, 2016

 

Com objetivo de ser a voz, a defesa e uma ponte direta das demandas dos Sindicatos Rurais com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, (FAEP), foi criado o Núcleo Sindical Rural dos Campos Gerais, que abrange 16 municípios da região. Agora quem assume o comando do Núcleo é o presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto. Gustavo é de família tradicional da agropecuária da região e bisneto do ex-governador do Paraná, Manoel Ribas. Portanto, desde cedo participa ativamente da defesa dos produtores rurais, através de diversos setores organizados da sociedade como: Conselho do Meio Ambiente, Diretoria do Sindicato Rural, Conselho de Grãos, Delegado Federal e Meio Ambiente representando o Estado do Paraná. Gustavo também foi secretário municipal da Agricultura Pecuária e Abastecimento de Ponta Grossa, e ocupou outras atribuições de representatividade da classe agropecuária. Toda essa bagagem mostra conhecimento e trabalho que agora também coloca à disposição dos produtores através do Núcleo Sindical Rural.
Mais Rural - Qual foi sua motivação para assumir a presidência do Núcleo?
Gustavo -
Foi a vontade de fazer com que o setor seja mais respeitado. Pois muitas vezes o desconhecimento da população sobre como funciona a agropecuária gera algumas interpretações erradas. Um exemplo é que esses dias uma pessoa me perguntou o que estou fazendo. Disse-lhe que estou colhendo e plantando. Ela logo afirmou que eu estava colhendo soja. Porém, nós que somos do setor, sabemos que a época da colheita de soja não é agora. Isso mostra que o nosso segmento precisa ficar mais aparente para a população, mostrando como trabalhamos para preservar, produzir e gerar riqueza, tanto no campo como na cidade. Mostrar que o nosso trabalho garante o alimento na mesa de muitas famílias. Além disso, defender e apresentar as demandas que a agropecuária precisa às autoridades competentes para que tenhamos um futuro melhor, não só para agropecuária, mas para toda a população.
Mais Rural - Qual a importância da produção primária para a região e o País?
Gustavo -
Isso é muito importante para a região, o Paraná e o Brasil, pois temos o setor primário como base da economia. Assim, é primordial apresentar as demandas do setor que permitam que o produtor produza bem e ajude a girar a roda da economia em todos os setores. Portanto, precisamos de investimentos e aplicações de recursos, que ajudem nesse desenvolvimento. Não estamos desperdiçando dinheiro no setor quando arrumamos ou abrimos estradas. Isso é investimento de infraestrutura na qualidade de vida das pessoas. Por exemplo, quando você investe em estrada rural, você consegue melhorar também o meio ambiente, pois a água correrá de uma maneira correta e não irá assorear o rio com o cascalho, criar erosão ou mesmo dificultar o acesso das pessoas aos serviços como saúde, educação e também ao lazer. Defender essa demanda sobre recuperação das estradas e demais assuntos do interesse do produtor estarão na pauta do Núcleo.
Mais Rural - Como você vê o setor agropecuário dos Campos Gerais?
Gustavo -
Os Campos Gerais, de certo modo, tem foco em algumas produções e temos ampliado em outras. Um foco forte na silvicultura, na agricultura, pecuária leiteira, aves de corte. Assim temos alguns setores para trabalhar como na produção de suínos, que precisamos ampliar para atender os frigoríficos da região, e tenho certeza que vamos melhorar muito nisso.  Temos também a pecuária de corte, para a qual precisamos de um diferencial, ou seja, alavancar esse trabalho não só aqui, mas também em todo o Paraná. Neste caso, é necessária a industrialização da carne bovina e o Núcleo vem e deve apoiar, com sua infraestrutura, o programa “Pecuária Moderna” que vem para sanar essa lacuna. Temos muito trabalho para ser feito no setor.
Mais Rural - Preocupação com meio ambiente. Como você vê essa questão?
Gustavo -
Precisamos desmitificar a crença de que o produtor agride o meio ambiente. É necessário mostrar que o produtor é o maior conservacionista do solo, da água e do ecossistema. Muitas pessoas aliam problemas ambientais ao setor primário, mas dentro da minha propriedade e de muitos produtores temos tudo em equilíbrio. O resultado deste equilíbrio é um bom resultado ambiental, mas isso, às vezes, não chega ao conhecimento de toda a população. Pois o solo, a água e o ecossistema são nossos principais insumos, sem eles não podemos produzir. Temos que nos preocupar com o meio ambiente de uma maneira sustentável, que não inviabilize a economia das cidades.
Mais Rural - Preço mínimo, seguro e crédito. Pode falar um pouco sobre isso?
Gustavo -
Precisamos fazer funcionar o seguro agrícola que hoje não funciona. Proporcionar crédito a produtores que hoje não conseguem. O crédito existe, mas o produtor tem dificuldades para obter. Programas de preço mínimo, para que se tenha certeza de rentabilidade e garanta bons preços ao consumidor final. Em relação ao preço mínimo, é importante para toda a cadeia de determinados produtos e evita o que acontece com países vizinhos, como é o caso da Venezuela, que não tem alimentos para oferecer à população.
Por exemplo, garantir preço mínimo no trigo também é importante para o consumidor, pois terá garantido um preço ideal para seu pão, bolo, e outros produtos na mesa. Tem algumas pessoas que dizem que não comem soja, porém, esquecem que este grão está na ração que alimenta aves, suínos, o gado de corte e leite, entre outros animais, que fornecem diversos produtos que consumimos no dia a dia. Além desses exemplos, podemos citar outros que estão intimamente relacionados à economia. Portanto, precisamos cobrar do governo uma atuação para ofertar seguro, preço mínimo e crédito para o produtor. Quem sai ganhando é toda a população, com preços mais acessíveis nas gôndolas.

 

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