Alunos do Colégio Agrícola apresentam projetos de cursos


Os alunos do terceiro ano do Colégio Estadual Augusto Ribas (CAAR) apresentaram, no dia quatro de novembro, os projetos desenvolvidos no âmbito de dois cursos: Projeto de Monitoria Precisão na Agricultura; e Mecanização Agrícola. A participação se deu em cursos ofertados através da parceria entre a UEPG e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). A qualificação ocorreu no âmbito do programa Jovem Agricultor Aprendiz através de instrutores que tratam de diferentes temas num programa estruturado em módulos e que atendem aos propósitos do JAA, ou seja, preparar a nova geração do campo. A apresentação contou com a presença do gerente técnico Eduardo Gomes; e do técnico Leandro Alegransi, do SENAR; Gustavo Ribas Netto, presidente do Sindicado Rural de Ponta Grossa; e de Sérgio Luiz Assumpção, mobilizador - Senar-Ponta Grossa. Ao se referir ao curso, Eduardo Gomes destacou que o seu melhor momento estava no espaço de apresentação dos alunos que traduzia as respostas dos conteúdos teóricos e práticos adquiridos ao longo de sua realização. O gerente técnico do SENAR – Paraná acentua que os projetos dos alunos traduzem a ação do Senar e do Colégio Agrícola na formação de jovens que saem da escola para atuar no campo, melhorando a sua capacidade produtiva. “Não dá para fazer sempre as mesmas coisas e obter resultados diferentes. As soluções diferentes exigem respostas na mesma direção”. O diretor do CAAR, Jail Bueno, agradeceu a equipe do Senar que proporciona uma formação diferenciada técnica e de vida para os alunos do Colégio Agrícola. Jail ressaltou os conteúdos teóricos e práticos do curso que se constituem em caminhos de resultados para a sociedade. “Os alunos reproduzem na apresentação de seus projetos os conteúdos que registraram ao longo das horas dos cursos em companhia dos instrutores”, diz, destacando que a continuidade de sua oferta tem referência no comprometimento dos alunos do colégio com as exigências de cada edição. “O ser humano cresce com os desafios e, para estar bem, precisa movimentar-se sempre”. Módulos e Prática - Da equipe de instrutores do programa Monitor de Precisão na Agricultura, José Alfredo Baptista dos Santos explica que o curso se desenvolveu em sete módulos: gestão rural; fertilidade do solo, manejo conservacionista do solo; tecnologia de aplicação de agrotóxicos; técnicas de difusão (visitas a campo); sistemas de produção; e manejo integrado de pragas. José observa que o objetivo do curso, em seus diferentes momentos, está em permitir que o aluno vivencie a teoria de sala de aula no contato com a prática, ou seja, aproxime a teoria da realidade do campo.

O instrutor destaca que as atividades práticas do curso foram realizadas em propriedades rurais nos municípios de Tibagi e Irati – em espaço de agricultura familiar, no Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) e na Fazenda Escola Capão da Onça (Fescom) da UEPG. José conta que o projeto surgiu de uma demanda regional dos produtores que sinalizava para a necessidade de uma formação que proporcionasse aos jovens, nas escolas, conhecimentos teóricos aliados à prática. Ou seja, é o resultado de um trabalho de campo do Senar, quando se avaliou o perfil educacional das escolas da área para se atender à demanda de profissionais para atuar na região. O instrutor Edson Márcio de Siqueira relata que, da experiência vivida como aluno e profissional formado na área, pode fazer a leitura da importância da base que os alunos do Colégio Agrícola levam para o curso superior a partir do ensinamento técnico e da oportunidade da qualificação em cursos, a exemplo dos ofertados pelo Senar. Para Edson, o curso agrega ao aliar a teoria com prática e, no caso da agricultura de precisão, em não se visualizar apenas as ferramentas e tecnologias colocadas no campo para ajudar o produtor, mas entender o valor das informações que orientam sobre as práticas nas áreas produtivas. Neste caso, é pensar na tecnologia aliada à prática para se obter resultados de qualidade, a partir do entendimento das necessidades de cada área. A pedagoga do SENAR e coordenadora do programa, Regiane Hornung, trata da importância de se buscar uma formação voltada para gestão de pessoas e de processos (indicadores, planejamento). Neste aspecto, coloca a necessidade de se ter conteúdos claros para a percepção da aplicação na prática. Quando se refere ao significado dos conteúdos adquiridos em cursos de qualificação, diz que os resultados são perceptivos no desenvolvimento e amadurecimento dos alunos participantes. “É uma contribuição para a formação voltada ao mercado de trabalho e com resultados para a sociedade”. Ressalta que a parceria do SENAR com os colégios agrícolas começou em 2014, em Campo Mourão. Ela pontua que o SENAR preocupa-se com a formação da juventude rural e, para tanto, estuda e desenvolve programas para a faixa etária de 14 a 24 anos. Mecanização Agrícola - O curso de Mecanização Agrícola teve desenvolvimento com a presença dos instrutores Silvana Olzewski, José Augusto Olzewski e Ana Paula Contente. A apresentação dos 15 alunos envolvidos ocorreu no projeto sobre produção de sementes. Silvana explica que o tema orienta a visão do menor custo e maior lucratividade. O projeto teve espaço na Estação Florestal de Irati, observando do início ao fim a produção de sementes de aveia e trigo. Três grupos trabalharam no projeto, dividindo-se em implantação da cultura (1º etapa), condução da cultura (2º) e colheita e pós-colheita (3ª etapa). No desenvolvimento do projeto, verificaram-se as formas de mecanização e de como devem ser calibradas, constatando-se a diferença que essa atenção faz na cultura, segundo Silvana. Os conteúdos dos cursos foram ministrados em 240 horas/aula. As aulas iniciaram em março de 2016 e encerram com as atividades de apresentações dos projetos elaborados pelos alunos, a partir das vivências nas aulas, encontros e visitas técnicas a propriedades rurais da região. Na apresentação dos projetos, os 15 alunos de cada curso, em equipes, registraram a visão teórica e prática do aprendizado registrado ao longo dos cursos ofertados na parceira SENAR-UEPG. Discutiram os resultados das visitas a campo a partir de diagnósticos da realidade visitada.

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