Emater promove a 18ª Semana de Campo sobre Feijão e Milho

April 9, 2017

 

Produtores de 39 municípios da região Centro-Sul do Paraná participaram da 18ª Semana de Campo sobre Feijão e Milho. O evento é uma promoção da Emater/Seab e conta com parceria do IAPAR, Embrapa, IAC e da empresa Syngenta. Passaram pelo evento mais de 1.500 participantes, entre produtores, estudantes e pesquisadores que puderam adquirir conhecimentos sobre segurança do produtor e meio ambiente, técnicas sobre o plantio direto, plantas de cobertura e boas práticas agrícolas. Também tiveram a oportunidade de ver de perto vários híbridos de milho, controle de pragas, plantas invasoras e cultivares de feijão do IAPAR, Embrapa e IAC.
O engenheiro agrônomo e coordenador geral do projeto, Germano Kusdra, acredita que o evento atingiu o objetivo, que era a difusão de tecnologias para aumentar a produtividade dos produtores. “Aqui, além de difundir novas tecnologias e apresentar novas variedades de feijão, milho, também abordamos questões importantes como manejo correto, segurança e boas práticas na agricultura”, explica Kusdra. Ele destaca que o evento mostra material de feijão com alto potencial de produtividade, com resistência a doenças, com melhor condição para colheita mecânica e o precoce, que pode ser plantado no intervalo de outras culturas, para gerar mais renda ao produtor.

 

“Além da nossa preocupação de produtividade e renda, também nos preocupamos com a sustentabilidade, ou seja, produtos sadios que vão para o consumidor, livres de resíduos de defensivos agrícolas. Todo esse trabalho, portanto, é pensado para fixar o homem na terra e também para que as futuras gerações, que vão cuidar do campo, já tenham a tecnologia como uma aliada para produzir e preservar”, afirma Kusdra.
Feijão precoce - Um ciclo normal de feijão é de 90 a 94 dias para ser colhido. Já um feijão precoce pode ser colhido com 70 dias e sem transgenia, pois foi realizado somente um melhoramento genético e seleção, portanto, é uma antecipação de 30 dias. Desta forma, muitas propriedades estão tendo renda com a produção.
O pesquisador de feijão do IAPAR, Nelson da Silva Fonseca Junior, defende que o feijão pode ser usado no sistema de rotação de cultura e não é para deslocar a soja ou milho, mas ser mais uma alternativa para ocupar os intervalos. “A nossa proposta é que seja cultivado feijão após a cultura de verão de um ciclo curto e que consiga se livrar de geadas em maio e liberar o terreno para o cultivo de inverno. Também que o produtor tenha a opção de iniciar a semeadura do feijão mais cedo, tão logo o solo atinja uma temperatura acima de 18º e consiga entrar com o feijão a ponto de colocar outra lavoura na sequência. Por exemplo, quem faz milho silagem de grão úmido, logo em seguida pode entrar com o feijão precoce. Ou mesmo quem faz semente de azevém e colhe em dezembro, em janeiro pode tranquilamente tirar uma safra de feijão”, explica o pesquisador. Entre o feijão precoce está o cultivar IPR Curió, que tem boa produtividade e pertence ao grupo comercial carioca. “O Curió é um super precoce que chega à fase de colheita em cerca de 70 dias. O potencial produtivo alcança mais de 3,8 toneladas por hectare. No aspecto doenças, é um material que mostra resistência ao vírus do mosaico comum, oídio e ferrugem, mas é apenas moderadamente resistente ao crestamento bacteriano comum, murcha de curtobacterium e murcha de fusarium”, descreve.
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) também marcou presença no evento e apresentou quatro variedades de feijão, três cariocas e um preto. Destas variedades, um carioca de ciclo precoce. O técnico de apoio à pesquisa científica do IAC, Carlos Aparecido Fernandes, esclarece que o precoce tem produtividade e que o segredo está no manejo, pois ele exige alta adubação. O número linear por planta é diferente, portanto, o manejo faz toda a diferença. "A nossa variedade precoce é o IAC Imperador, tem ciclo precoce de 75 dias e resistência ao Fusarium oxysporum e também às raças fisiológicas 65, 81, 89 e 95 do patógeno da antracnose (Colletotrichum lindemuthianum). A produtividade média de 2.132 kg.ha-1, 2.146 kg.ha-1e 2.521 kg.ha-1para as épocas das águas (4 ensaios), da seca (5 ensaios) e de inverno (8 ensaios), respectivamente. O uso de um espaçamento entre linhas de 50 cm e de 10 a 12 plantas por metro linear, totalizando ao redor de 240 mil plantas por hectare”, explica o técnico.
Produtores - Mais de 1500 pessoas, entre elas produtores, pesquisadores e acadêmicos visitaram o campo de pesquisa e trocaram informações nos estandes. O agricultor de Piraí do Sul, Ademir Rogerio de Brito, acredita que o evento é muito importante para o produtor, pois apresenta novas tecnologias que ajudam a melhorar a produtividade na propriedade. “É muito importante este encontro, pois estou conhecendo novos híbridos de milho e cultivares de feijão, que podem ser usados tanto pelos pequenos como pelos grandes produtores. As cultivares que nos apresentaram nos ajudam a melhorar nossa produção e melhorar nossa renda na propriedade”, afirma Ademir. Outro agricultor de milho e feijão de Mandirituba, Carlos Baron, diz que é a primeira vez que visita o encontro e acredita que essa difusão de tecnologia é significativa para os produtores. “Aqui estamos aprendendo novas técnicas e reforçando outras importantes para a vida do campo. Encontrei novos híbridos de milho e cultivares de feijão. A cada ano produzo mais e melhor, tanto na produtividade como na resistência a pragas e doenças. Portanto, isso é valioso para a produção da pequena propriedade”, avalia Carlos.

 

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