Sindicato Rural de Ponta Grossa completa 53 anos

 

 A instituição é a mais antiga do Paraná e nasceu para defender os interesses do produtor rural, sem esquecer a qualificação, importante na preservação do meio ambiente e nos índices de produtividade.
 

 

O Sindicato Rural de Ponta Grossa completou no dia 28 de fevereiro, seus 53 anos em defesa do produtor rural. A instituição é a mais antiga do Paraná e nasceu com o nome de Sindicato dos Empregadores Rurais do Município de Ponta Grossa. Foi o primeiro a ser instituído no Paraná. Sua Carta Sindical, o documento que legitima esse tipo de entidade, data de 28 de fevereiro de 1964. Por força de Lei nº 4.214, de março de 1963, que dispunha sobre o Estatuto do Trabalhador Rural (ERT), todas as Associações Rurais deveriam ser transformadas em Sindicatos Rurais.
Somente no ano seguinte, em 15 de junho de 1965, os últimos dirigentes da extinta Associação Rural realizaram a primeira reunião do recém criado Sindicato Rural e formaram eles mesmos, de acordo com a lei, a primeira diretoria provisória da nova entidade, sendo eles: João Maria Cruz, Ivo Bittencourt, João Samuel Rodrigues e Alceu Bisetto. Desde sua fundação, os diretores mantêm vivos a luta e o empenho em defesa do setor agropecuário.
O presidente do Sindicato, Gustavo Ribas Netto, acredita que a instituição vem desempenhando suas funções no setor agropecuário. “Desempenhamos ações importantes em união com todos os produtores. Uma união que também chegou ao campo da pesquisa que nos oferece bons índices de produtividade, por isso a importância do IAPAR, EMBRAPA, EMATER, FABC. Institutos de pesquisas essenciais não só para o Paraná, mas também para todo o Brasil”, descreve o presidente. Ele salienta que o sindicato também se preocupa muito com a questão ambiental e, ao mesmo tempo, se preocupa em favorecer uma produção com sustentabilidade, portanto, preocupados com a preservação de solo e água. “O nosso maior patrimônio na propriedade é o solo e a água, portanto, o produtor é o maior conservacionista, pois a vida de sua família e da comunidade depende de um ecossistema equilibrado para produzir. Hoje temos um problema com extremistas que não colocam o homem junto com o meio ambiente. Existem pessoas que entendem que o meio ambiente não deve ser habitado pelo ser humano, porém esquecem que o homem faz parte deste meio e cabe a ele administrar conscientemente. Assim, a produção de alimentos faz parte do meio, pois o ser humano precisa comer e beber para viver bem e prestar seu trabalho social em favor de toda a comunidade”, explica.
O presidente também destaca a importância da capacitação do produtor rural e por isso são importantes os cursos que a FAEP/SENAR oferece através do sindicato. “A qualificação do produtor é muito importante, pois sempre mostra novas técnicas de trabalho, aliadas com a preservação do meio ambiente. Um dos muitos exemplos disso é o curso do Empreendedor Rural, que mostra noções de administração com módulos que mostram todas as observações de leis trabalhistas, ambientais e de sanidade. Ou seja, o sindicato sempre está preocupado com a formação para que o produtor saiba extrair da terra o fruto sem prejudicar a sustentabilidade das gerações futuras”, frisa Ribas.
Segundo o presidente, em 2017, o sindicato pretende defender as causas do agro e elas devem ser bem discutidas com todos. “Temos em pauta a questão do parque de conservação, escarpa devoniana, condições das estradas rurais, crédito rural, seguro rural, entre outros temas importantes para o produtor. Por isso, para defender uma lista tão extensa, criamos o Núcleo Sindical Rural dos Campos Gerais, que já há alguns anos vem unindo todos os sindicatos da região em uma pauta única para engrossar a voz e mostrar nossa indignação em algumas situações”, finaliza a o presidente.

 

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