O uso de drones na agricultura


Uma ferramenta que veio para ficar e pode ser utilizada para o monitoramento das condições da lavoura, identificar falhas de plantio, inspecionar estruturas, entre outras tarefas.

O nome drone vem do inglês e sua tradução é zangão. O apelido foi dado devido ao ruído característico que o aparelho faz quando utilizado, embora o termo correto seja VANT (veículo aéreo não tripulado). Inicialmente foi empregado como arma de Guerra em missões de vigilância e reconhecimento, porém, com o avanço da tecnologia e miniaturização dos sensores embarcados, o drone vem ganhando “vestimentas” civis. Seu uso se popularizou de maneira exponencial no mundo do entretenimento, mas recentemente adquiriu um toque sertanejo. Para falar sobre este assunto, o Sindicato Rural de Ponta Grossa promoveu a palestra “Drones na Agricultura”. O responsável pelo setor de pesquisa e desenvolvimento da Agaris, Marcelo Tibes Fernandez Anton, destaca que o uso do drone na agricultura é uma ferramenta importante e auxilia o agricultor na tomada de decisões. “A grande vantagem da utilização está no ganho de escala, ou seja, é possível cobrir uma área extensa utilizando pouquíssima mão de obra em um curto espaço de tempo. Acredito que esta tecnologia veio para substituir métodos convencionais de aerolevantamento, pois o custo e a manutenção de um VANT são muito inferiores ao de um avião ou até mesmo um helicóptero. Como exemplo podemos utilizar o drone para realizar uma inspeção visual na propriedade, averiguar a estrutura de um silo, monitorar as condições da lavoura, identificar falhas de plantio, entre outras tarefas. Uma vez identificados os possíveis focos de problema, com as coordenadas em mãos, um técnico ou engenheiro agrônomo pode ir até o local, averiguar e realizar as ações que forem necessárias. Um drone não substitui o agrônomo, mas é uma nova ferramenta que torna a vida do homem do campo muito mais fácil”, explica Marcelo. “Para que o drone se torne efetivo, é necessário equipar o aparelho com sensores capazes de “ler” o entorno. Para uma inspeção visual podemos até usar uma câmera simples, porém, para outras tarefas necessitamos de sensores com filtros especiais, o mais comum é o infravermelho próximo, que é uma banda do espectro de cor que nós, humanos, não enxergamos. A utilização destes filtros nos permite analisar o índice de vegetação da diferença normalizada, o que indica a condição da vegetação e, a partir daí, podemos extrapolar os dados e ter uma estimativa da qualidade do plantio e produtividade baseados na quantidade de biomassa da lavoura”, explica.

Outro destaque no encontro foi a comparação de imagens de satélite em relação à resolução e área de cobertura. Um satélite, por exemplo, tem a capacidade de cobrir uma grande área, porém, as imagens captadas não oferecem a mesma resolução que um VANT pode oferecer. Outro fator importante, é que um drone, por voar baixo, não tem problemas com imagens ofuscadas ou bloqueadas pelas nuvens. Contudo, eles também estão sujeitos às intempéries, pois quando está chovendo ou ventando forte, não é possível levantar voo. O teto máximo de operação permitido para voos não tripulados é de 120m e diminuindo a altitude de operação é possível captar imagens, com maior resolução, que podem variar entre 50 a 100 vezes mais que outros métodos conhecidos para obtenção de imagens da superfície terrestre. Ele destaca que o grande diferencial de sua empresa reside na capacidade de fabricar drones para tarefas específicas, nem sempre relacionadas ao agronegócio. Os custos variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil. “Podemos criar um protótipo via impressora 3D e deixar esse equipamento de acordo com a necessidade do cliente e validar o modelo antes de sua fabricação em larga escala. Os valores variam devido ao tipo de aeronave, qualidade das câmeras, filtros e a autonomia de voo”, relata Marcelo.

Ele explica que um drone multirotor, com autonomia de 15 minutos, é o suficiente para muitos tipos de trabalho dentro da propriedade. “Para fazer a inspeção visual em uma área é mais do que suficiente. Já para quem deseja utilizar o aparelho para agricultura de precisão, é necessário um drone de asa fixa, tipo avião. Pois terá uma autonomia de uma hora a uma hora e meia e cobrirá entre 300 a 600 hectares por voo”, conta o pesquisador. Marcelo acredita que aos poucos os produtores irão perceber as vantagens desta ferramenta, portanto, este segmento só deve crescer, pois oferece as condições para a aquisição de dados de uma forma mais rápida, o que facilita e agiliza a tomada de decisões, gerando economia e eficiência no campo. Serviço. Para saber mais sobre o assunto acesse a página da Agaris: www.agaris.com.br ou pelo fone 42 3025-7555.

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