Palavra do Presidente


Autor - Gustavo Ribas Netto

O setor produtivo está vivendo um momento conturbado, pois tivemos recentemente várias tribulações, entre elas, a discussão sobre a APA da Escarpa Devoniana, operação da Polícia Federal “A Carne é Fraca” e o Funrural. Situações que põe em prova o setor produtivo e que mostra sua superação contornando essas dificuldades e ao mesmo tempo preservando e produzindo. O setor é importante na balança comercial, pois segundo o Informativo DEAGRO da FIESP de março, mostrou que o mês de fevereiro o agronegócio fechou com um supertávit de US$ 4,8 bilhões. Outro dado importante é da FAEP onde mostra que mesmo com a crise nas exportações da carne brasileira, a balança comercial fechou março com o melhor resultado para o mês em 29 anos, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações foram maiores que as importações em US$ 7,145 bilhões. Em março do ano passado, o resultado havia ficado no azul também, em US$ 4,43 bilhões. O setor produtivo é preservacionista e não deseja alterar as áreas preservadas da APA da Escarpa Devoniana, sua readequação vai garantir segurança jurídica e a preservação da APA bem como liberar espaço de produção desnecessariamente incluídos. Desejamos é segurança jurídica para investimentos que geram emprego e garante a renda dos municípios da região dos Campos Gerais. A operação da PF mostrou que a nossa “Carne é Forte”, pois todos puderam perceber como é importante o setor da pecuária em todo o cenário nacional e mundial. Tivemos ali, um problema de conduta, onde funcionários da MAPA e maus empresários do setor serão penalizados com o rigor da lei. O que este episódio mostrou é que o mundo precisa da carne produzida no Brasil. Sendo assim, as questões sanitárias extrapolam fronteiras e os pecuaristas e as empresas brasileiras tomam esse cuidado, pois hoje o mercado de alimentos é globalizado. O tema Funrural requer respeito e serenidade, pois está ação influência milhares de produtores que agiram amparados em argumentos técnicos jurídicos e que perderam politicamente no Tribunal. Uma derrota influenciada por uma nota oficial da CNA, que enfraqueceu a demanda do setor. O Funrural é muito mais que uma questão de tributos e sim uma questão de Previdência Social. Fato é que o produtor rural paga mais do que deve e isso deve ser corrigido, por mudança de alíquota, ou optar entre duas modalidades, ou seja, Funrual ou INSS. O produtor tem razão em sua demanda e merece um julgamento justo onde os fatores políticos, ou financeiros não podem ser pesados. Justiça acima de tudo e o Sindicato Rural de Ponta Grossa apoia essa demanda dos produtores rurais.

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