Eugênio Stefanelo falou
sobre mercado de grãos

 O Sindicato Rural de Ponta Grossa ofereceu palestra sobre o Mercado de Grãos com o professor e especialista em agronegócios Eugênio Stefanelo. Ele falou sobre trigo, soja, milho e feijão.

 

O economista agrícola, professor da UFPR, da FAE Business School e apresentador do Programa Negócios da Terra (Rede Massa), Eugênio Stefanelo, realizou palestra sobre Mercado de Grãos, na cidade de Ponta Grossa. Segundo a CONAB, em seu sétimo levantamento de previsão de safra a produção brasileira de grãos está estimada em 227,9 milhões de toneladas.
O especialista em agronegócios explicou que tecnologia e clima foram favoráveis a estes números. "Contribuíram para este desempenho o aumento de 3% na área cultivada, para 60,1 milhões de hectares, e a elevação de 18,6% na produtividade média das culturas, para 3.793 kg/hectare, devido a tecnologia empregada pelos produtores e as condições climáticas favoráveis na maioria das regiões produtoras.”, interpreta. Ele falou ainda, que são recordes as safras de soja e milho de 110,16 e de 91,47 milhões de toneladas, segundo a CONAB, e 111,0 e 93,5 milhões de toneladas, conforme os dados do USDA. Em soja, o Brasil é o segundo produtor mundial e o primeiro exportador, com 61,9 milhões de toneladas. Em milho, é o terceiro produtor e o segundo exportador mundial, com 32 milhões de toneladas, segundo o USDA.
Stefanelo explica que o encontro foi para mostrar a perspectiva para o mercado de grãos e alguns dados para ajudar o produtor na tomada de decisões. “Se olharmos a safra 2016/17 e o ano comercial 2017, existe uma oferta de soja, milho, trigo e feijão superior à demanda e isso gera um acúmulo de estoque. No caso de soja, milho e trigo isso impacta nas cotações internacionais, que neste ano estão menores que as cotações médias de 2014/15 e 2015/16. No caso da soja, a cotação atual está variando em torno de $ 9,0 a $ 9,80, já no caso do milho as cotações variam em torno de $ 3,60 a $ 3,80 e no trigo as cotações em torno de $ 4,20 a $ 4,30. A previsão é de que os EUA, nas safras 2017/18, plantarão mais soja e um pouco menos de milho, mas esta situação fica preocupante no caso do Brasil, porque poderíamos ter uma produção americana de soja maior se não tivermos acidentes climáticos. Aqui no Brasil, na safra 2017/18, também plantaremos mais soja. Até porque as margens do milho no Brasil estão muito estreitas equivalente ao custo de produção.”, revela o especialista. Ele acredita que, em função disso, para esse ano e para o ano que vem se não ocorrerem acidentes climáticos, o mercado terá preços de soja e milho em nível internacional dentro dos valores que ele acredita. Já o preço do trigo, na cotação internacional, viabilizaria preços aos produtores em torno do preço mínimo.

 

 

Em relação ao feijão, ele fala que houve uma recuperação da produção brasileira na safra 2016/17. “Esses preços do feijão, por causa da produção, voltaram à normalidade variando entre R$ 110,00 e R$ 140,00 a saca. Se o produtor não ampliar a área plantada de feijão, ou variar com outras culturas viáveis para exportação, os preços do feijão tendem a permanecer nestes patamares.”, acredita Stefanelo.
Segundo o especialista, o resumo da história mostra que neste ano de 2017, de uma forma geral, as margens para os quatro produtos serão um pouco mais apertadas do que no ano passado. “Para 2018, se não quebrar a produção mundial ou a americana teremos margens relativamente apertadas, razão pela qual os produtores devem planejar muito bem os seus investimentos e racionalizar custos de uma forma geral, para se adequar ao mercado.”, revela.
O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, avalia que o encontro foi excepcional e muito produtivo para os produtores. "A participação foi muito boa e cada vez mais iremos promover encontros como este para que o produtor possa ter dados reais e confiáveis para tomada de decisão. Pois é importante o produtor compreender como ele está situado no mercado e como andam os estoques, preços, perspectivas para planejar bem a vida da propriedade. Já temos carinho e cuidado com a produtividade, porém, não podemos esquecer o planejamento de acordo com o mercado, pois as margens estão ficando estreitas e todo o cuidado com custos e venda são importantes para manter a receita positiva.”, avalia o presidente.

O presidente do Sindicato Rural, Gustavo o palestrante Stefanelo e o diretor regional da Conab Sérgio.

 

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