Mais Milho, realizado em Castro, falou sobre produção de etanol, plano safra e juros

 

Na 5ª Edição do Fórum Mais Milho, realizada em Castro contou com a presença do ministro da agricultura, Blairo Maggi, presidente executivo da Abramilho, Alysson Paolinelli, secretário de agricultura e abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, do secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho, que debateram e palestraram sobre diversos temas. Foram abordados, entre eles, a produção de etanol de milho como mais uma maneira de agregar valor ao grão, plano safra e juros. Na oportunidade, o ministro visitou as empresas Alegra Foods, Granfinalle, Cargil e Evonik e pôde conhecer empresas que agregam valor na cultura de milho, mostrando que esta é a saída para melhorar a rentabilidade dos produtores. Maggi destacou que o Paraná consegue transformar os grãos em leite, aves, suínos, entre outras alternativas agregadoras de valor. "É um belo exemplo a ser seguido por outros estados para melhorar a rentabilidade do produtor”, diz. Para Maggi, não tem onde vender o milho que está sobrando no país e o país precisa ter uma solução para este problema. Uma alternativa, segundo ele, é fabricar etanol em escala a partir do milho, como o ocorre nos Estados Unidos. “Os Estados Unidos se transformaram, em poucos anos, no maior produtor do etanol a partir do milho, fazendo frente ao Brasil, que fabrica o produto a partir de cana-de-açúcar. ”, afirma o ministro. A safra de milho deve chegar este ano a 93 milhões de toneladas, segundo a Conab, e é uma cultura que cresce no país, não só por causa do consumo, seja para produção de alimentos ou proteína animal, mas também porque a agricultura precisa do grão para a rotação de culturas tão importante para preservar o solo. Portanto, tendo a sobra de milho, o ideal, segundo o ministro, é produzir etanol e ele relata que já existem usinas em funcionamento no país. "Não vamos concorrer com alimentos de forma nenhuma. É uma riqueza que o Brasil tem e precisa estimular sua utilização, tanto que já temos usinas híbridas  no Mato Grosso, que produzem etanol a partir de cana e de milho. Está previsto para julho a inauguração da primeira planta de fabricação de etanol apenas de milho, em Lucas do Rio Verde. ”, revela.
PLANO SAFRA - O presidente executivo da Abramilho, Alysson Paolinelli, fez críticas durante o Fórum sobre a taxa de juros, que, segundo ele, os juros previstos para a safra 2017/2018, no Plano Safra, em pouco tempo serão mais caros que a taxa básica de juros (Selic), que vem caindo e isso irá complicar a rentabilidade do produtor.  Ele relata ainda que cada vez que se mexe nos juros, complica mais a situação e ainda temos o câmbio defasado. “Estamos sendo roubados com esta política econômica e não podemos aceitar isso. Sei que o Maggi tem força no governo e pode reivindicar uma política melhor para o produtor e tenho certeza que o agronegócio alavancará ainda mais a economia brasileira com uma política econômica mais justa para todos. ”, afirma o presidente.

 

 

O ministro concordou com Paolinelli e usou um velho ditado em sua fala: “Infelizmente, manda quem pode e obedece quem tem juízo”, ou seja, fez a quem tem o dinheiro, no caso o Banco Central, é quem manda. Para resolver a situação, segundo Maggi, é somente com força política, "pois já foram usados diversos argumentos e somente com produtor cobrando seus políticos é que podemos ter força e mudar essa situação. ”, afirma o ministro. Mais especificamente sobre o Plano Safra, ele fala que o assunto é conhecido por todos e os juros devem vir mais baixo. “Os juros virão um pouco mais baixos, em torno de 1%, os valores em torno de 185 bilhões serão um pouco maiores que no ano passado. Em alguns programas, tivemos que reduzir os anos de pagamento, pois alguns eram para 15 anos e agora baixaram para 12, isso ocorre para podermos baixar os juros um pouco. O que acontece é que depois da aprovação da lei de teto, temos limites a serem seguidos. Desta forma, não podemos gastar mais do que produzimos, isso deu ao governo um tamanho de orçamento e o nosso setor também foi afetado. Esperamos que, para o ano que vem, a economia volte a crescer. Se a economia cresce, abre espaço e a gente pode avançar. Penso que esse é um ano um pouco difícil para a agricultura, os preços estarão mais baixos, mas os produtores ainda irão chegar bem ao ano que vem”., espera Maggi.

Para o anfitrião do encontro, o empresário e diretor-tesoureiro da Abramilho, Paulo Bertolini, o evento ser realizado em Castro é um motivo de orgulho. “O nosso município é o lugar ideal para o Fórum, pois Castro tem sido um dos maiores produtores de milho do Sul. Castro é Agro por excelência, portanto é reconhecido como a maior bacia leiteira do país e também se destaca pela expressiva criação de aves, suínos e representa com orgulho os Campos Gerais. Tudo isso devido ao trabalho valoroso e preciso dos produtores altamente tecnificados.”, afirma o diretor. Ele também justificou que o Fórum veio para o município porque o primeiro debate falava em agregar valor ao milho. "Aqui isso já é uma realidade, já que produzimos tanto para o consumo humano como para proteína animal, e também pela linha industrial, através das empresas Cargill e Evonik. Aqui já temos essa característica de agregar valor à cultura, mas sem dúvida as discussões contribuíram para que os produtores, por exemplo, comecem a enxergar a cadeia como um todo, além de sua própria produção. A cadeia do milho é muito ampla e cheia  de desdobramentos, e merece essa visão por parte de quem trabalha com o cereal.”, afirma.

 

 

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