Programa de combate à erosão rural é apresentado nos Campos Gerais

 

Produtores rurais e lideranças do setor na região dos Campos Gerais conheceram as ações propostas pelo Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná, o Prosolo. O encontro foi na cooperativa Frísia, em Carambeí, e reuniu cerca de 300 pessoas.
O Prosolo é um programa da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, em parceria com 22 entidades da iniciativa privada e órgãos públicos. Um dos objetivos do programa é recuperar áreas com erosão, problema que voltou a aparecer com força nas propriedades nos últimos anos. Segundo dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, 30% das propriedades paranaenses sofrem com o processo de erosão nos mais diversos níveis. O programa Prosolo, do Governo do Estado, e que tem como objetivo combater a erosão em propriedades agrícolas do Paraná, tem quatro eixos de atuação: conscientização dos produtores, capacitação de técnicos, pesquisa aplicada e atualização da legislação. Decreto assinado pelo governador Beto Richa, em 2016, determina vantagens para o produtor que aderir as ações do programa.
Para o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, que também é presidente do conselho consultivo do Prosolo, o desafio é conseguir que todos os produtores voltem a cuidar da conservação do solo e da água na propriedade, como forma de repor a fertilidade do solo e garantir renda com o aumento da produtividade. “O produtor deve usar todas as ferramentas da boa ciência agronômica e executar as técnicas recomendadas”, orientou.
O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, destaca que o solo e a água são o grande patrimônio do produtor e também de toda humanidade e precisam ser olhados com carinho e atenção. “Todos sabem que o solo e a água são importantes, portanto, o encontro de hoje destaca a preocupação do produtor da região dos Campos Gerais que construiu um solo, com todo o cuidado, usando a técnica do Plantio Direto na palha. Pois com esta ferramenta se conseguiu fazer com que uma área que não era produtiva se tornasse produtiva. Portanto, o Prosolo oferece uma proposta para preservar o solo e a água ampliando esta construção através de novas tecnologias que ajudam o produtor a não perder a vida do solo e da água. ”, destaca o presidente. Ele acha importante a formação que o programa oferece aos técnicos para que, de uma maneira uniforme, possam atender todos os produtores observando as peculiaridades de cada solo do Estado.
PARCERIA - Decreto assinado pelo governador Beto Richa, em 2016, prevê vantagens aos proprietários que aderirem ao programa. Segundo Ortigara, essa adesão é voluntária e pode ser feita até 29 de agosto de 2017.
Os que não aderirem e forem denunciados por erosão ou por não cuidar do solo poderão ser multados pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Segundo o diretor técnico, Adriano Riesemberg, a multa varia de 5 a 17 UPF, dependendo dos danos causados, do tamanho da propriedade e da gravidade da situação. A UPF está valendo R$ 99,00 a unidade.
O Prosolo oferece suporte técnico para os que desejam melhorar a qualidade do solo e água em sua propriedade, além de corrigir problemas que já estejam ocorrendo. Para isso, estão ocorrendo treinamentos de técnicos e também de produtores que tenham interesse. Dos 2.000 técnicos de órgãos públicos e da iniciativa privada que serão treinados, cerca de 400 já estão concluindo o curso de 300 horas e podem atuar como consultores.

 

A região dos Campos Gerais construiu um solo, com todo o cuidado usando a técnica do Plantio Direto na palha e  consegiu em 40 anos mudar os números da produção.
Presidente da FAEP, Ágide Meneguette.

 

Outra vantagem é a utilização dos resultados de pesquisas científicas aplicadas, trabalho que envolve 11 universidades, três fundações e instituições de pesquisa.
A Secretaria da Agricultura e Abastecimento e a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) estão negociando com o Ministério da Agricultura para incluir recursos para projetos de conservação dos solos no Plano Safra.
Para quem aderir ao programa, a partir de agosto de 2017, ganha mais um ano para apresentar o plano conservacionista do seu sítio, que será facilitado com a disponibilidade dos consultores em solos e água. E terá até três anos para introduzir as técnicas recomendadas de acordo com o diagnóstico feito.
O produtor interessado em aderir deve procurar o escritório da Emater mais próximo e preencher o termo de adesão.

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