Curso da Pecuária Moderna, em Ponta Grossa, na fase final

 O curso qualifica 28 alunos de diversas cidades da região que estão aptos para atender os produtores no manejo, captação de crédito e comercialização da produção.

 

O Curso da Pecuária Moderna, realizado em Ponta Grossa, já está em fase final e teve uma carga-horária de 160 horas. O curso é dividido em 10 módulos com aulas teóricas e práticas com temas ligados à pecuária, como gestão, manejo, reprodução, alimentação, manejo de pastagens, entre outros. O curso foi dirigido para profissionais das áreas de agronomia, veterinária e zootecnia, que aprofundaram o conhecimento na área de pecuária de corte.
Com profissionais qualificados desde o manejo à captação de crédito os criadores da região podem agora melhorar seus índices zootécnicos, rendimento e comercialização da produção. A turma de Ponta Grossa é formada por 28 alunos de diversas cidades da região. O programa Pecuária Moderna foi lançado em 2015 pelo Sistema FAEP/SENAR-PR em parceria com o governo do Estado e diversas entidades, com objetivo de desenvolver a pecuária de corte no Estado através de ações de capacitação e difusão de informações.
Através de um estudo realizado pela Universidade Federal do Paraná, contratado pela FAEP/PR foi detectado que a mão de obra em assistência técnica era especializa em uma ou outra área. Com isso o setor não tínha um corpo técnico que atendesse a demanda dos produtores, tanto para soluções técnicas para o aumento de produtividade, quanto no auxílio de gerenciamento da propriedade. Portanto, com o curso estes profissionais estarão contribuindo com o desenvolvimento da pecuária no Paraná, trazendo qualidade e renda ao criador. O curso teve 10 módulos e durou cerca de um ano, pois abrange manejo, pastagens, monta, gerenciamento de caixa, busca de crédito, comercialização, entre outros. Ao todo foram 10 módulos de aulas teóricas e práticas. Desta forma, os técnicos vão sair com conhecimento amplo que irá responder às necessidades que a pecuária paranaense precisa.
Para o zootecnista do departamento técnico de economia da FAEP, Guilherme Mossa de Souza Dias, o curso veio atender uma demanda do setor produtivo, qualificando profissionais para atuarem no melhoramento do rebanho bovino paranaense. “No Paraná temos boas raças, boas pastagens, genética e agora com estes profissionais tendo um conhecimento mais aprofundado podem ajudar o produtor na tomada de decisões e assim melhorar a renda da propriedade através da pecuária de corte.”, explica Guilherme.  Ele destaca que o estado possui toda uma rede frigorífica integrada e estruturada, a exemplo das cooperativas de carne. “Portanto, temos uma rede que pode receber estes animais produzidos neste sistema diferenciado e remunerar melhor o produtor. Pois ele irá levar ao mercado animais precoces com bons índices de gordura, ou seja, uma carne de melhor qualidade para o consumidor.”, afirma Guilherme.
O medico veterinário, Mairon da Nóbrega, acredita que o curso é uma oportunidade única que o sistema FAEP/SENAR e governo ofereceram para melhorar a qualificação do profissional na área de pecuária de corte. “O curso é único e pudemos aprimorar o conhecimento, além de ser algo a mais, tanto para a carreira como para o currículo. Sem falar da vivência na prática que pudemos em teoria, aprender na sala de aula tendo bons professores. Ou seja, pudemos renovar o conhecimento, partilhar experiência, pois conhecemos no curso diversas realidades e isso é muito importante para melhorar a pecuária de corte em nosso estado deixando-a mais eficiente.”, descreve.
O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, recorda que a região dos Campos Gerais nasceu com o Tropeirismo, portanto, a pecuária foi um ciclo importante de desenvolvimento. Porém, com o passar do tempo, a pecuária foi perdendo espaço para agricultura e silvicultura. “A pecuária é muito importante para diversificar a renda da propriedade, pois assim o produtor pode ter receitas mais constantes. Mas, para isso, é necessária uma pecuária de ponta, ou seja, que consiga concorrer com as demais atividades, portanto, o programa veio para ocupar esta lacuna. Precisamos passar isso para todos os produtores, por isso é importante a formação de técnicos para ajudar a melhorar a renda no campo.”,  argumenta Gustavo.

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