Feijão e milho importante na qualidade de vida e desenvolvimento econômico

 

"O trabalho realizado pelo projeto tem alcançado produtividades superiores a 3.500 kg/ha para cultura do feijão e de 10.000 kg/ha para cultura do milho, mostrando um grande potencial a ser conquistado. Pois hoje não podemos abrir novas áreas, mas temos um potencial de melhorar a produtividade com novas cultivares e é isto que o evento propõe.”
Engenheiro agrônomo da EMATER/PR ecoordenador geral do projeto, Germano Kusdra.

 

O plantio de feijão e milho é importante e contribui na formação de renda de pequenas, médias e grandes propriedades na região Centro-Sul do Paraná, especialmente para a agricultura familiar. Isso é significativo porque com a venda de grãos e com o uso do milho na produção de carne, leite e outros derivados uma enorme cadeia econômica é movimentada.
De acordo com a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a produção brasileira em 2014 foi de 3,3 milhões de toneladas. Nesse ano, o Brasil foi o terceiro maior produtor mundial de feijões, com 13% da produção mundial, sendo precedido por Myanmar e Índia.
O feijão é típico produto da alimentação brasileira. É cultivado em todos os estados e na safra 2016/17, conforme dados da CONAB (out 2017), a produção nacional foi de 3,39 milhões de toneladas. O Estado do Paraná lidera o ranking dos principais produtores com 20,9% do total produzido, seguido por Minas Gerais, 15,7%, Mato Grosso 12,2%, Góias 10,1%, Bahia 8,8% e São Paulo 7,7%, o que demostra importância econômica, cultural e alimentar deste produto.
Já o milho é uma das culturas mais antigas e o cereal mais produzido no mundo. A importância econômica do milho é caracterizada pelas diversas formas de utilização, que vão desde o consumo animal e humano, até a indústria de alta tecnologia. O Brasil ocupa a 3ª posição na produção mundial e o Paraná foi o 2º no Brasil, com 18,5% da safra de 2016/17, após o Estado do Mato Grosso que contribuiu com 28% da safra nacional.
Portando, os cultivos tão importantes mereceram um olhar especial da Emater/Seab e conta com parceria do IAPAR, Embrapa, IAC e da empresa Syngenta. Juntos fortaleceram toda a cadeia e trabalharam unidos no evento Centro Sul Feijão e Milho, que chega agora na sua 19ª edição. O projeto vem crescendo e se fortalecendo a cada ano e abrange as regiões administrativas do Instituto Emater/Seab de Guarapuava, Irati, Ponta Grossa, União da Vitória, Curitiba, Ivaiporã e Santo Antônio da Platina. Com ações diretas atinge 63 municípios, que atualmente envolvem cerca de 123 mil agricultores. Destes, 106 mil são de porte familiar. Nestes municípios, mais de 40 mil agricultores plantam feijão numa área de 256 mil hectares e mais de 60 mil plantam milho, em área de 315 mil hectares, o que demonstra a importância dessas culturas para este público, em sua maioria, prioritário do serviço da EMATER/PR.
Passaram pelo evento mais de 2 mil participantes, entre produtores, estudantes e pesquisadores que puderam adquirir conhecimentos sobre segurança do produtor e meio ambiente, técnicas sobre o plantio direto, plantas de cobertura e boas práticas agrícolas. Também tiveram a oportunidade de ver de perto vários híbridos de milho, controle de pragas, plantas invasoras e cultivares de feijão do IAPAR, Embrapa e IAC.
O engenheiro agrônomo da EMATER/PR e coordenador geral do projeto, Germano Kusdra, acredita que o evento atingiu o objetivo, que gera a difusão de tecnologias para aumentar a produtividade dos produtores. "O trabalho realizado pelo projeto tem alcançado produtividades superiores a 3.500 kg/ha para cultura do feijão e de 10.000 kg/ha para cultura do milho, mostrando um grande potencial a ser conquistado. Pois hoje não podemos abrir novas áreas, mas temos um potencial de melhorar a produtividade com novas cultivares e é isto que o evento propõe.”, revela o coordenador. Segundo ele, o evento vai além e também aborda questões importantes como manejo correto, segurança e boas práticas na agricultura. “Todo esse trabalho, portanto, é pensado para fixar o homem na terra e também para que as futuras gerações, que vão cuidar do campo, já tenham a tecnologia como uma aliada para produzir e preservar”, afirma Kusdra.
O gerente de segurança de produtos Syngenta, Edemilson Marzochi, destaca que é um orgulho participar de um evento que transforma a realidade no campo. “Tenho uma imensa satisfação em participar do projeto Centro Sul Feijão e Milho, uma ação que atende o pequeno produtor em tamanho de área, porém que se utiliza de alta tecnologia, que traz segurança às pessoas e ao meio ambiente garantindo a sustentabilidade de todo o processo.”, destaca.
Para o diretor técnico da EMATER, Paulo Cesar Hidalgo, o evento já tem uma longa tradição e está a serviço do produtor. “Mais que tradição, temos que medir os resultados nestes anos todos trabalhando com milho e feijão. O que temos visto é que muitos produtores tem evoluído em tecnologia, renda, produtividade, o que tem melhorado a qualidade de vida do homem do campo em todas as cidades em que o projeto trabalha.”, destaca.

 

 

Perto de 2 mil pessoas passaram

pelo evento que transforma a realidade no campo

 

 

Perto de 2 mil pessoas, entre elas produtores, pesquisadores e acadêmicos visitaram o campo de pesquisa e trocaram informações nos estandes. O agricultor familiar de Piraí do Sul, João Silva, acredita que o evento é muito importante, porque apresenta novas tecnologias que ajudam a melhorar a produtividade na  propriedade. “É muito importante este encontro, pois estou conhecendo as cultivares que nos apresentaram e elas podem ajudar a melhorar nossa produção e renda na propriedade”, afirma João. Outro agricultor familiar de Prudentópolis, Valentim Rossa, diz que o evento é excelente para quem deseja conhecer o melhor da tecnologia em variedades de cultivares, agroquímicos que combatem doenças, pragas e manejo correto. “Hoje o produtor tem que ter este conhecimento porque pode chegar no mercado e ser, muitas vezes, enganado por maus comerciantes que vendem produtos que não tenham aquela eficiência.”, relata Valentim. Ele revela que tem usado em sua propriedade aquilo que aprende no evento e tem dado bons resultados. “Tenho utilizado principalmente os feijões da EMBRAPA e do IAPAR e eles têm me dado boas produções. Porém, a gente que é pequeno produtor não pode investir tudo aquilo que eles merecem. Eu, por exemplo, já havia parado com a cultura de feijão por manejo errado, pois utilizava produto errado, manejo inadequado e não conseguia colher. Hoje eu planto meu canto de feijão e tenho me dado muito bem com isso, porque tenho participado das palestras e aprendido o que se deve fazer para ter produtividade e lucro. Tenho tido uma média boa e estou muito satisfeito.”, comenta. 
 

IAPAR e  IAC apresentam novas

cultivares de feijão com boa produtividade

 

 

O IPAR apresentou várias cultivares e a novidade está para o IPR Sábia, lançado recentemente pelo instituto. O agente de apoio a pesquisa do IAPAR, Carlos Frederico Oliveira, explica que este feijão tem um ciclo bom e uma ótima produtividade. "O foco desta variedade é feijão carioca, tem um ciclo médio de 88 dias, teto produtivo de 4.700kh/ha. Queremos com este feijão qualidade de grão e menos doenças. Ele é moderadamente resistente à antracnose e crestamento bacteriano comum.”, revela.  Ele fala ainda que, no ensaio, o potencial produtivo e o porte da planta é que chamaram atenção. “É uma planta de arquitetura ereta, o que facilita a colheita mecânica e dá menos perda no campo. Além disso, tem uma coloração de grão bem agradável. Espero que esta nova cultivar seja bem absorvida pelos produtores dos Campos Gerais, uma vez que boa parte dos produtores plantam o feijão carioca.”, revela Carlos.
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) também marcou presença no evento e apresentou quatro variedades de feijão, três cariocas e um preto. Destas variedades, um preto de ciclo precoce. O técnico de apoio à pesquisa científica do IAC, Carlos Aparecido Fernandes, esclarece que o precoce tem produtividade e que o segredo está no manejo, pois ele exige alta adubação. “É um feijão desenvolvido aqui para o Paraná. O clico dele é de 75 dias, que vem ao encontro dos produtores que precisam de um feijão preto precoce. A produtividade é igual a do feijão Imperador, que tem dado uma média de 48 sacos/há. Além disso, é bem tolerante a doenças.”, explica Carlos Aparecido.

 

Parceria que vem dando certo

 

Parcerias
São vários os parceiros e colaboradores no desenvolvimento do projeto, que atuam de forma direta ou indireta, entre eles: IAPAR, EMBRAPA, IAC, SEAB, SEAD, FEBRAPADP, Prefeituras Municipais, Fundação ABC e outros participantes em diversos momentos e atividades da safra.
 
O IAPAR participa fornecendo sementes de feijão para implantação das unidades demonstrativas e colabora com instrutores para capacitação de técnicos e agricultores e assessoria técnica ao projeto.

A EMBRAPA participa fornecendo sementes de feijão para implantação das unidades demonstrativas e colabora com instrutores para capacitação de técnicos e agricultores e assessoria técnica ao projeto.

O IAC participa fornecendo semente de feijão para implantação das unidades demonstrativas e colaborando no suporte e assessoria técnica.

A empresa Syngenta participa com o fornecimento de agroquímicos, sementes de milho para implantação das unidades demonstrativas e com recursos para treinamento de técnicos e agricultores, realização de eventos grupais, além da contratação de um engenheiro agrônomo para apoio ao projeto.

Fonte de Recursos
EMATER, Syngenta, SEAB, SEAD, Prefeituras Municipais e Colaboradores potenciais, participantes nos diversos momentos e atividades da safra.

Avaliação e redirecionamento
Em conjunto, parceiros e produtores anualmente avaliarão o projeto, buscando o aprimoramento e o redirecionamento necessários para as ações desenvolvidas.

 

Veja mais sobre o evento no vídeo.

 

 


 

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