Mistura em tanques foi palestra na Associação dos Eng. Agrônomos dos Campos Gerais


A mistura em tanques é muito utilizada há mais de 30 anos e no Brasil aproximadamente 97% das aplicações são feitas com misturas em tanque. Frequentemente são utilizados de dois a cinco produtos e às vezes com até sete produtos em uma só aplicação.

A Associação dos Eng. Agrônomos dos Campos Gerais (AEACG), promoveu a palestra Misturas em Tanque com o Engº Agr. Dr. Dionísio Gazziero. O engenheiro possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal do Paraná (1974), mestrado em Fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1980) e doutorado em Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina (2003). Ele é Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA SOJA). Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em matologia, atuando principalmente nas culturas de soja, milho, trigo e girassol. A mistura em tanques é muito utilizada há mais de 30 anos. A conversa com técnicos da área tem por objetivo discutir as misturas em tanque de defensivos visando estimular a regulamentação dessa prática pelos órgãos competentes. Os problemas fitossanitários que ocorrem nas áreas de produção de grãos interferem na produtividade e na qualidade dos produtos. É comum a ocorrência de plantas daninhas, doenças e insetos pragas, ao mesmo tempo e no mesmo talhão. Os defensivos utilizados nos programas fitossanitários não têm espectro de ação capaz de controlar o conjunto de problemas, levando os agricultores a realizarem o uso de diferentes moléculas, normalmente de uma só vez. Misturas em tanque de agrotóxicos tornou-se uma prática comum, não só no Brasil como em outros países. Ele destaca que existe, junto a estes ministérios, um pedido de regulamentação junto aos ministérios de Agricultura, Saúde e Meio Ambiente.

O engenheiro Dionízio destaca que, no Brasil, 97% das aplicações são feitas com misturas em tanque. Frequentemente são utilizados de dois a cinco produtos e às vezes com até sete produtos em uma só aplicação. Estas misturas dos produtos ocorrem diretamente no tanque ou são pré-misturados, e as combinações envolvem inseticidas com fungicidas, herbicidas, adubo foliar e outras classes de produtos em um mesmo tanque de pulverização. Vantagens e desvantagens da utilização de agrotóxicos em misturas podem ser apontadas. A adoção dessa prática pode propiciar economia de tempo, mão de obra, água, óleo diesel, além de proporcionar agilidade nas operações, facilidade de manejo da cultura e diminuição da compactação do solo. “No entanto, é preciso entender que qualquer defensivo só pode ser receitado por um profissional legalmente habilitado. Portanto, os produtos só poderão ser prescritos com observância das recomendações de uso aprovadas em rótulo e bula. Assim, mesmo que a mistura em tanque não seja proibida, não pode ser prescrita em uma receita agronômica. Por isso que pedimos esta consulta de regulamentação junto aos ministérios, para que o profissional possa trabalhar dentro de uma regularidade e também siga determinados protocolos que atendam a sustentabilidade”, explica Dionízio. Ele destaca que a regulamentação é importante, pois com o passar do tempo as informações de fontes seguras sobre misturas em tanque foram escasseando até se chegar no panorama atual, com a falta total delas, embora as misturas estejam no cotidiano e façam parte da realidade de campo. "Existem informações que chegam ao produtor, as quais tem origem incerta e carecem de confiabilidade. Com o objetivo de registrar as práticas adotadas nas propriedades agrícolas em relação às misturas em tanque. A mistura em tanque de defensivos é um assunto de interesse de todos os que atuam na área da sanidade vegetal. Por ser uma prática usual, esse tema precisa ser discutido pelos componentes das cadeias produtivas e por isso a nossa reunião. A regulamentação pelos órgãos governamentais, como acontece em outros países, permitirá que as informações cheguem aos usuários resultando em benefícios agronômicos com redução de riscos nas áreas da saúde e ambiente.”, acredita o palestrante. O presidente da Associação dos Eng. Agrônomos dos Campos Gerais, Ruliam Bernardi Berger, explica que a palestra é o início do calendário anual de eventos e outras palestras importantes para categoria e produtores já estão agendadas para atualização dos profissionais. “Hoje iniciamos com esta importante palestra com o professor Dionízio, um profissional gabaritado e de um profundo conhecimento na área, que explicou a importância tanto da mistura em tanques como de uma legislação que regularize a prática.”, descreve o presidente. Outro objetivo da palestra, além do conhecimento, é a oportunidade de reunir a categoria para discutir assuntos importantes e um momento de qualificação. “A AEACG busca sempre profissionais qualificados para que possam compartilhar conhecimentos com todos os agrônomos e acadêmicos dos Campos Gerais e assim fortalecer ainda mais nossa categoria.”, afirma o presidente.

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