Silvicultura bem planejada pode render bons lucros


O Sindicato Rural de Ponta Grossa promoveu encontro entre produtores, técnicos e empresas para falar sobre silvicultura de pinus, eucalipto, melhoramento genético, manejo florestal e comercialização.

O setor de silvicultura na região dos Campos Gerais e no Paraná tem muito para crescer, porém este crescimento se dá através de uma orientação técnica correta de bons profissionais para que o produtor tenha lucro. Para esclarecer sobre o assunto o Sindicato Rural de Ponta Grossa, promoveu em seu Quinta com Café, uma palestra sobre silvicultura de pinus, eucalipto, melhoramento genético, manejo florestal e comercialização. O engenheiro florestal, Jean Soek, explicou que o objetivo da palestra é para que o produtor tenha bons resultados com sua floresta, através de uma boa orientação técnica, melhoramento genético das árvores e também para difundir a silvicultura no Paraná. “A ideia, portanto, é apresentar aos produtores que para terem sucesso com uma floresta é necessário planejamento. Ou seja, escolher corretamente as espécies adequadas para sua região e também já prever a comercialização para serrarias, indústrias, entre outros, para que lá na frente ele tenha um resultado positivo, pois existem os altos e baixos do segmento.”, revela o engenheiro. Ele orienta que em relação à implantação de uma floresta o correto é estudar a propriedade e ver seu potencial. “Com o estudo, o produtor pode saber o que ela pode produzir, se a região é mais apta ao pinus ou eucalipto, ver qual é o viveiro que irá lhe fornecer as mudas e assim ter uma floresta mais uniforme. Além disso, já tem que se preocupar onde irá comercializar, pois não adianta ter uma madeira de ótima qualidade e não ter onde vender. Portanto, o produtor deve ter em mente que ele deve olhar a característica de sua área e o que o mercado próximo deseja. PESQUISA - A pesquisa florestal é mais restrita a grandes empresas, portanto abrir este material ao domínio público são poucas empresas que fazem e comercializam este material genético. “Portanto, um dos objetivos da palestra é trazer a informação de como conseguir bons materiais genéticos e tecnologia para o pequeno, médio produtor. A tecnologia é muito importante, pois garante ao produtor produtividade e rentabilidade econômica para seu negócio. Desta forma, apresentamos alguns materiais genéticos da empresa Arbogen de pinus, que são os melhores materiais genéticos hoje do mercado de domínio público, ou seja, que não está atrelado a genética de grandes empresas. Portanto, qualquer produtor pode iniciar sua floresta com uma genética confiável e de procedência que poderá lhe trazer uma ótima rentabilidade, entre 15% a até 30%, superior aos materiais convencionais. Tudo isso sim, aliado às boas práticas de manejo, irá lhe garantir sustentabilidade do negócio por vários anos.”, orienta Jean. VISÃO - O engenheiro florestal e técnico do Senar/PR, Neder Maciel Corso, acredita que o evento realizado pelo Sindicato é importante, pois é um assunto interessante para a região e para o estado. “Podemos perceber, no encontro formado por técnicos, produtores e empresas, que o setor pode passar por dificuldades, porém, quando a floresta é bem planejada pode dar um bom retorno ao produtor. Acredito que o produtor tem que se preparar para o futuro e ter bons técnicos ao seu lado para saber a orientação correta de sua área e região. Responder as perguntas: Aqui pode ser plantado pinus ou eucalipto? Este material é para serraria, energia ou celulose? Qual a vocação da minha região? Portanto, o evento foi muito explicativo e bem conduzido e pôde sanar as dúvidas dos presentes.,”, reflete o técnico do Senar. O engenheiro florestal e prestador de serviços, Celso Rota, acredita que mais eventos desta natureza poderiam ser realizados com mais frequência, pois o encontro entre toda a cadeia ajuda a entender melhor a realidade do momento e realizar bons planejamentos para o futuro. “É muito importante falar de manejo, genética e mercado, pois esta troca de experiência pode ajudar no trabalho e também corrigir eventuais erros. Portanto, é um momento proveitoso, pois toda a cadeia pode dialogar e contribuir com o crescimento da silvicultura na região.”, acredita Celso. O engenheiro florestal e professor na UEPG, Carlos André Stuepp, parabeniza o sindicato pela atitude e acredita que o encontro é uma oportunidade para difusão de tecnologia. “Isso é importante porque a tecnologia, através de encontros assim, chega ao produtor e ele poderá melhorar sua produtividade e rentabilidade. Isso mostra que a silvicultura tem muito potencial aqui na região e quando bem conduzida oferece um bom retorno ao produtor, sendo ela mais uma diversificação da propriedade.”, revela o professor.

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