CTZ realiza palestra sobre Melhoramento Genético em Ovinos

 

 

O evento promovido pela empresa júnior Consultoria Técnica de Zootecnia da UEPG “CTZ”, trouxe para o Paraná a zootecnista Dayanne Almeida, que falou sobre “Melhoramento Genético em ovinos, seleção por desempenho”. A zootecnista gerencia a Fazenda Wairere, na Nova Zelândia, uma das maiores e mais importantes fazendas de ovinos da Nova Zelândia. Ela também atende produtores de cordeiros do Brasil e se intitula “Sheepnutter”, que, em tradução livre, significa “louca por ovelhas”. E foi exatamente essa “loucura” por estes animais que a levou a desenvolver um projeto paralelo, o Canal Sheppnutter, criado há um ano. Através das redes sociais, Dayane publica vídeos e outros materiais de apoio que mostram um pouco do seu cotidiano no trabalho, trazendo informações sobre o mundo da ovinocultura.
Em Ponta Grossa, o evento foi realizado no Centro de Treinamento e Capacitação de Produtores Rurais (CTCPR) e contou com apoio do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Prefeitura Municipal, Fazenda Escola, ACIPG, UEPG e Sociedade Rural.
A especialista, em sua palestra, destaca que a nutrição, sanidade e seleção são fatores que devem estar na cabeça do produtor. Portanto, deve-se pensar primeiro na produção do pasto, depois pensar em cordeiro. Outra palavra chave da palestrante é produzir mais com menos, ou seja, ter matrizes eficientes com partos de gêmeos ou trigêmeos e melhorar a produção em escala e, para isso, é importante a seleção genética. Ela destaca que é imprescindível a capacitação técnica do produtor e, por isso, criou a “Maratona Ovinocultura em Foco 2018”. “O objetivo é contribuir com a ovinocultura brasileira, por meio do compartilhamento de informações técnicas de forma clara e direta. O produtor não precisa copiar tudo o que é feito lá fora, porém, os conceitos são universais e estes ele precisa saber.”, explica Dayanne.  A especilista descreve que os conceitos são: eficiência, ou seja, a matriz deve produzir mais, pois não adianta o produtor ter um animal improdutivo na propriedade. “Para se ter uma ideia os new holandeses consideram as ovelhas inquilinas na propriedade, ou seja, precisam pagar o aluguel através da produtividade. Para que isso possa dar certo, é investido na pastagem, pois o manejo nutricional é muito importante.  Além disso, é acompanhado o escore corporal do animal, seu desempenho de cria, portanto, são separados os melhores animais e assim é possível ter um rebanho superior a cada geração.”, salienta Dayanne.
O diretor presidente do CTZ, Luiz Eduardo da Luz, destaca que o evento pretende unir técnica e prática ao produtor. “Queremos unir a cadeia produtiva, ou seja, técnicos, produtores, mercado e consumidor. Pois hoje percebemos que a cadeia de ovinos está muito distante para chegar a ter uma produção com qualidade de carcaça em escala. Para resolver esta deficiência, acreditamos que o conhecimento de tecnologia é que pode resolver este impasse. Portanto, ações como estas são para prestar consultoria visando a qualificação e aproximando todos os elos da cadeia produtiva.”, explica o diretor.
O gerente de pecuária da Fescom UEPG, Izaltino Cordeiro dos Santos, acredita que a palestra mostrou como a indústria da carne ovina na Nova Zelandia atua e prima por técnicas que visam produção e qualidade de carne. “Portanto, a ideia é despertar o conceito de uma produção em escala organizada e que atenda a comercialização e a qualidade que o consumidor deseja. Conhecendo os modelos que são desempenhados lá fora, podemos adaptar e melhorar conforme a nossa realidade.  A ovinocultura é rentável, mas precisa ser trabalha corretamente e com técnicas aprimoradas, sejam para produção em escala ou genética.”, destaca Izaltino.
O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, acredita que o evento é importante, pois é a universidade se aproximando do produtor com palestras que podem fazer a diferença na gestão da propriedade. “A palestra trouxe uma experiência muito boa e de sucesso da Nova Zelândia que precisamos replicar, pois os Campos Gerais têm clima e geografia muito parecido com a deles, porém nós não conseguimos chegar ao nível de produção que eles chegam. Portanto, a palestra é um oportunidade para aprender e aplicar em nossa propriedade para melhorar nossa produção.”, espera Gustavo Ribas.

 


 

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