Em meio à crise, agro dá bons sinais na economia; veja o que esperar no semestre

July 8, 2020

O agronegócio dá bons sinais para a economia brasileira. O Canal Rural reuniu três indicadores que mostram que, em meio à crise causada pela pandemia de Covid-19, o setor tem se saído melhor do que os demais. É importante entender o comportamento desses índices para projetar o segundo semestre do setor.

 

 

Agro sustentando a economia
 

 

Serigatti afirma que esse crescimento está concentrado sobretudo nas atividades dentro da porteira, com destaque para a produção de grãos e de café. Porém, essas atividades não estão isoladas e quando olhamos para agroindústria, os segmentos que têm conseguido crescer também são os associados aos produtos alimentícios, notadamente, os de origem vegetal.

 

De acordo com cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, realizados em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em abril, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro foi de 0,36%, quarto mês de avanço consecutivo.

Esse foi o menor crescimento mensal registrado no ano. Porém, é importante lembrar que outros setores como indústria e serviços mostraram retração. Com isso, o aumento acumulado no primeiro quadrimestre de 2020 chegou a 3,78%.

Entre os ramos do agronegócio, o agrícola teve uma pequena queda, de 0,19%, em abril e acumula avanço de 1,72% no ano. Já o pecuário cresceu 1,45% no mês e acumula uma grande alta, de 8,01%, em 2020.

 

 

Expectativa para o setor no segundo semestre

A expectativa de flexibilização do isolamento social nas principais regiões do país, a forte demanda das exportações, sobretudo com destino à China, e o aumento de recursos disponibilizados no Plano Safra 2020/2021, bem como a redução dos juros, são os destaques positivos para o agronegócio brasileiro no segundo semestre.

O principal risco para o setor é a interiorização do coronavírus no Brasil. Essa tendência já foi observada nos últimos dias, porém, ainda não é possível perceber impactos muito grandes em termos de produção.

 

Portanto, assim como o agro sofreu menos que outros setores durante a crise causada pela pandemia, a probabilidade maior é de que a recuperação nas regiões produtoras também seja mais rápida. A expectativa é de melhoria nas taxas de empregos formais e informais, continuidade do crescimento das exportações e sustentação dos preços das commodities.

 

 

 

 

 

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