Hortifruti: Covid-19 impacta nos investimentos em tomate de mesa

A queda do poder aquisitivo da população e a manutenção das medidas restritivas, mesmo após a abertura total dos estabelecimentos comerciais, vão continuar limitando a demanda por frutas e hortaliças no segundo semestre de 2020, sobretudo pelas mais caras. Além disso, no inverno, a produtividade das hortaliças é muito maior e o consumo de frutas recua por conta do clima mais frio. Estes são alguns dos principais impactos ao mercado de HF destacados na edição de junho da revista Hortifruti Brasil.

Um dos segmentos que deve ter redução na área em 2020, por conta da covid-19, é o tomate de mesa. Uma parte do calendário de plantio da safra de inverno coincidiu com o período de isolamento social (de março a maio), ampliando as incertezas quanto aos investimentos. Já era prevista uma área menor da temporada de inverno de tomate de mesa frente a 2019, reflexo dos baixos preços em parte do segundo semestre do ano passado e, com a pandemia, o planejamento do cultivo ficou ainda menor.

As principais regiões produtoras de tomate de mesa devem ter retração de 10% em 2020 frente à safra de inverno 2019. Antes do coronavírus, a projeção do Hortifruti/Cepea era de recuo de 6%. Esse ajuste na oferta pode resultar em um equilíbrio maior com a demanda mais restrita no período. No entanto, haverá muita variação da disponibilidade do produto por conta do clima, além de oscilações na demanda – o início do mês tem aumento nas vendas frente ao final do período, por exemplo.

No médio prazo, a queda de renda do consumidor deverá ser menor que a atual, mas ainda terá impactos negativos. Em 10 anos, a queda na renda por conta da covid-19, segundo estimativas do Hortifruti/Cepea, pode refletir em investimentos em área de 1,5% a 3,5% (no caso de uma queda significativa do PIB brasileiro) inferiores, se prevermos o ano de 2029 na comparação com 2019.

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