Brasil importa mais que o triplo de soja nos primeiros 8 dias úteis de julho do que em todo mesmo mê


O Brasil importou nos primeiros oito dias úteis de julho um total de 45,7 mil toneladas de soja, de acordo com os números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) nesta segunda-feira (13) e supera largamente todo o volume de todo o mês de julho de 2019, quando foram 12,7 mil.

Segundo o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, a tendência é de que os volumes continuem crescendo e o país pode encerrar o mês com mais de 135 mil toneladas da oleaginosa importadas caso o ritmo atual - de 5,7 mil toneladas/dia - se mantenha.

A soja importada pelo Brasil ainda vem, essencialmente, do Mercosul, uma vez que chega aos país sem tributos. "Mas deveremos ver alguns navios americanos", acredita o especialista.

Brandalizze explica que há indústrias gaúchas de processamento de soja que já não têm matéria-prima para trabalhar e que, em alguns casos, o mais viável é a importação. "E os preços são atrativos", completa.

Ao somar o total importado entre maio, junho e os primeiros dias úteis de julho - meses em que , as importações brasileiras de soja já somam 178,5 mil toneladas, volume bem maior do que no mesmo período de 2019.

Somente no mês passado, as compras brasileiras foram de 89,8 mil toneladas, mais do que o dobro do total de maio e o maior volume desde 2016.

A semana no mercado brasileiro mais uma vez começa com negócios pontuais e bastante regionalizados. As cotações não seguiram um caminho comum nem nos portos e nem no interior do país, observando as perdas em Chicago, ao mesmo tempo em que o dólar encerrou a sessão com alta de mais de 1% e valendo R$ 5,39.

Assim, enquanto em algumas praças como Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, registraram ganhos de mais de 1%, para fechar o dia com R$ 100,00 e R$ 99,00 por saca, Ponta Grossa, no Paraná, perdeu 2,61% para levar sua referência a R$ 112,00.

Ainda assim, os preços no interior seguem acima da paridade de exportação, com a oferta escassa no Brasil e o país tendo que importar cada vez mais volumes.

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