Bezerro: com preço recorde, veja quais são as tendências para o 2º semestre

July 15, 2020

 

O preço do bezerro bateu o recorde da série histórica em São Paulo e já supera R$ 2.000 por cabeça, segundo o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No último dia 6 de julho, a cotação chegou a um valor máximo de R$ 2.066,05 e fechou nesta segunda, 13, em R$ 2.054,66.

A média para o mês de julho está em R$ 2.039 por cabeça. O pico anterior da série havia sido registrado na média de maio de 2015, em R$ 1.950. As médias mensais foram atualizadas pelo IGP-DI mensal para possibilitar a comparação com preços antigos.

Yago Travagini, analista de mercado da Consultoria Agrifatto, considera a restrição de oferta como a principal causa que explica as altas nos preços tanto da arroba do boi gordo quanto no mercado de reposição, seja boi magro, bezerro ou fêmeas. Segundo ele, está difícil encontrar animal no mercado e, consequentemente, os preços sobem em todas as categorias, seja nos animais mais novos ou nos mais velhos.

O analista explica que isso deve ao fato de que, em 2018, com o preço do bezerro muito barato, o produtor achou vantajoso vender vaca para fazer caixa, gerando diminuição da produção de bezerro agora. Dessa forma, há falta de animais de reposição para atender o mercado interno e externo, principalmente.

Travagini projeta que no segundo semestre a falta de oferta seguirá pressionando o mercado, mantendo preços firmes e com viés de alta. Este cenário inclusive pode se estender até 2021. Porém, a partir daí, é possível esperar a entrada de mais bezerros no mercado. Isto porque o cenário de abate de fêmeas já mudou no ano passado, portanto, o ciclo tende a voltar para uma maior oferta de bezerros.

Se o pecuarista está precisando de bezerro para recompor estoque, o analista recomenda que a melhor estratégia é tentar alguma negociação a preços mais baixos, mas que com a oferta cada vez menor isso será difícil. Por fim, alerta para cuidados com o estoque projetando o ano de 2022, que pode ter queda dos preços.

Ainda de acordo com o analista Yago Travagini, normalmente os meses de maio e junho têm uma oferta maior de bezerro. As fêmeas começam a desmamar os bezerros e o calendário de negociação para quem é criador começa a aumentar nesta janela. Ou seja, nestes meses, era de se esperar por preços mais baixos no mercado de reposição. Já o aumento dos preços, geralmente é registrado entre setembro e outubro, no pico da entressafra, quando há falta de animais.

Segundo Travagini, quem tem acesso e investe em tecnologia consegue oferecer um animal diferenciado, proveniente de cruzamento ou terminado mais cedo. De certa forma, diz ele, a pecuária evolui nesse sentido, com animais desmamados cada vez mais pesados e, consequentemente, mais valorizados.

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