Produtores rurais do Brasil carregam dívida de R$ 700 bilhões e temem a execução das garantias

 

A Aprosoja do Rio Grande do Sul está apresentando à autoridade monetária do País uma nova alternativa para solucionar o crescente endividamento dos produtores rurais do Brasil, denominada de "monetização do passivo rural junto ao Banco Central".

Essa alternativa é diferente de uma securitização que, segundo lideranças do Agro, significaria o fim de muitas propriedades rurais, pois, com a securitização, haveria a cobrança imediata das garantias -- e as propriedades dos produtores passariam às mãos dos credores.

Para evitar o desastre eminente - (calcula-se que o endividamento cresce como bola-de-neve, com a maioria dos produtores já devendo uma safra e meia, tanto nos bancos como nas empresas que financiam o Agro), as lideranças do produtores correm contra o tempo para aproveitar a brecha na politica monetária, advinda das crises provocadas pelo Covid.

Segundo informações do diretor da Aprosoja RS, Luis Fernando Fucks, estima-se que a divida só dos produtores já supere o montante de 700 bilhões de reais, "e é preciso uma solução imediata".

Fucks diz que os produtores querem e precisam pagar o passivo, "mas que a dívida possa ser alongada por um prazo minimo de 20 anos". "O que não é aceitável é cortarem nossos créditos e tomarem nossas propriedades; isso inviabilizaria a produção agricola brasileira nesse momento".

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