China registra importação recorde de soja do BR em junho e faz novas compras nos EUA nesta 2ª


Como já vinha sendo esperado, a semana começa com novos anúncios de vendas de soja dos EUA pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O país vendeu 382,371 mil toneladas nesta segunda-feira sendo todo o volume da safra 2020/21. Do total, 250,371 mil toneladas têm destino México e 132 mil, China.

Todas as vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento.

A China segue precisando de muita soja e conhece a restrita disponibilidade de produto no Brasil. Assim, mesmo em um momento de escalada de tensões com os EUA, segue buscando a oleaginosa norte-americana para recompor seus estoques, garantir sua matéria-prima e suas atividades na agroindústria.

E conhecendo essa realidade, novos anúncios de venda pelos EUA têm impacto bastante limitado no andamento das cotações da soja na Bolsa de Chicago. Perto de 9h50 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,50 e 1 ponto nos principais contratos, com o agosto valendo US$ 9,05 e o setembro, US$ 9,00 por bushel.

Enquanto as últimas semanas foram de boas compras da China nos EUA, os números da soja entre a nação asiática e o Brasil ainda surpreendem. Em junho, as importações da oleaginosa brasileira pelos chineses alcançaram um volume recorde de 10,51 milhões de toneladas, segundo números da Administração Geral das Alfândegas da China divulgados neste domingo (26).

O montante é 91% maior do que o registrado no mesmo mês de 2019, e ainda 18,6% superior ao importado pela China no Brasil em maio, quando foram 8,86 milhões de toneladas. Assim, o total das compras chinesas, no mês passado, foi de 11,16 milhões de toneladas, o que reforça o papel do Brasil como seu principal e maior fornecedor.

Dos EUA, as importações de soja da China foram de apenas 267,553 mil toneladas, 56,5% menos do que há um ano. Em relação ao mês anterior também houve recuo - de 45,6%, uma vez que somaram apenas 491,697 mil toneladas.

Analistas de mercado nacionais e internacionais atribuem a intensidade da demanda da China à recuperação de seus planteis de suínos, principalmente, mesmo que o movimento ainda se mostre ainda inicial e que precise ganhar força aos níveis pré Peste Suína Africana.

E segundo os especialistas a tendência é de que o país asiático continue a ampliar suas compras nos EUA não só para atender o incremento de sua demanda internamente, mas também para alcançar as metas estabelecidas na fase um do acordo comercial firmado entre Pequim e Washigton.

Mais do que isso, as margens de esmagamento na indústria local tem sido monitorada intensamente. Os estoques de produto na China são elevados dados os grandes carregamentos de soja em grão chegando ao país, o que tem resultado também em estoques maiores já de farelo de soja. De acordo com números levantados pela Reuters Internacional, os estoques chineses do derivado, no início deste mês, alcançaram 1 milhão de toneladas, contra a mínima recorde de 139 mil toneladas de abril.

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