Soja inicia semana em Chicago operando com boas altas e preços acima dos US$ 9/bushel


O mercado internacional da soja começa a semana operando em campo positivo e com os preços buscando se consolidar acima dos US$ 9,00 por bushel. Os futuros do milho e do trigo também sobem, com o primeiro alcançando suas máximas em um mês na CBOT. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h25 (horário de Brasília), subiam entre 8,25 e 9 pontos nos principais vencimentos, com o novembro valendo US$ 9,07 e o março/21, US$ 9,16 por bushel.

A demanda é, segundo analistas e consultores de mercado, o principal combustível para as cotações da soja. O mercado espera por novas compras da China podendo acontecer nos EUA nos próximos dias. O consumo continua crescendo e o abastecimento até o final de 2020 deve ser complementado.

"A semana tende a começar agitada. O foco está nos fundamentos do soja e milho. Especuladores antecipando redução na produvitidade no centro-oeste americano devido a estragos provocados pela tempestade Derecho, a dificuldade no momento é de quantificar as perdas. Além do mais, comentários que o produtor americano pode ter optado por acionar o seguro e nao ter plantado tudo que planejava devido a alguns problemas climáticos", epxlica o consultor de mercado Steve Cachia, da Cerealpar.

MERCADO BRASILEIRO

Como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, esta semana deverá, mais uma vez, ter foco no mercado interno e na demanda pela indústria processadora que segue forte e pagando para garantir que a pouca oferta de soja disponível permaneça no país.

"O mercado da soja da safra atual deve perder ritmo nos negócios nos portos porque os níveis internos vão seguir pagando mais e assim os negócios que aparecerem devem se concentrar no interno e pouco nos portos", diz o consultor.

E mais do que isso, volta a dizer que as importações tendem a continuar crescendo, "porque a soja de fora já esta competitiva e assim pode atrair maior movimentação".

Os vendedores, como explica Brandalizze, deverão seguir mais reticentes e isso ajuda a manter os indicativos ainda fortes no mercado brasileiro.

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