Chicago sobe pela 11ª sessão seguida e mantém preços da soja elevados no Brasil


As cotações da soja na Bolsa de Chicago seguem uma incrível escalada e já acumulam 11 altas seguidas, atingindo o melhor patamar desde 10 de janeiro deste ano. Com isso, os preços no mercado interno se mantiveram firmes. Confira como foi o mercado na terça e como abriu nesta quarta.


Chicago ontem e hoje

Os contratos da soja em grão registram preços próximos à estabilidade nas negociações da Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira, 9. O mercado busca uma consolidação após subir por 11 sessões seguidas, quando pesou a boa demanda pela soja norte-americana. As condições das lavouras norte-americanas pioraram, mas ficaram acima do esperado pelo mercado, podendo abrir espaço para uma correção.

Os contratos com vencimento em novembro de 2020 operam nesta QUARTA cotados a US$ 9,73 por bushel, ganho de 0,75 centavo de dólar ou 0,07% em relação ao fechamento anterior.

Na TERÇA, os contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam com preços em alta. Após subir no início do dia e realizar lucros na manhã, o mercado se consolidou no território positivo. Foi a 11ª sessão consecutiva de alta em Chicago, colocando a posição novembro no maior nível desde 10 de janeiro. Sinais de demanda aquecida pela soja americana asseguraram a sustentação.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a TERÇA com alta de 5,00 centavos ou 0,51% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,73 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,78 por bushel, com ganho de 4,75 centavos ou 0,48%.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 664 mil toneladas por parte dos exportadores privados para a China, com entrega em 2020/21. Além disso, os números para as inspeções de embarque dos EUA ficaram bem acima do esperado. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.295.462 toneladas na semana encerrada no dia 3 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 875 mil toneladas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 6 de setembro, 65% estavam entre boas e excelentes condições – o mercado esperava 64% -, 25% em situação regular e 10% em condições entre ruins e muito ruins.

Na semana anterior, os índices eram de 66%, 24% e 10%, respectivamente.

No final da semana, a expectativa se volta para o relatório de setembro do USDA e a perspectiva é de corte na estimativa de safra e estoques finais dos Estados Unidos.

Mercado Interno

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 140. Na região das Missões, a cotação seguiu de R$ 139. No porto de Rio Grande, o preço estabilizou em R$ 137,50. Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 132,50 para R$ 131 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 136 para R$ 135. Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 133. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 133. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 128 para R$ 130.

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