Brigadistas usam fogo para conter incêndios no Pantanal; entenda a técnica


Um vídeo de brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) usando fogo para diminuir a matéria orgânica e evitar a propagação de incêndios no Pantanal mato-grossense está circulando nas redes sociais e levantando debates.

Sem o contexto, alguns internautas compartilharam, indignados, as imagens alegando que os agentes estariam provocando queimadas criminosas. Na verdade, explica o ICMBio em nota, trata-se de uma manobra de combate indireto aos incêndios florestais, chamada de queima de expansão.

A ação teria acontecido entre 12 e 13 de setembro, na Estação Ecológica de Taiamã, em Cáceres (MT), que é uma unidades de conservação federais ameaçadas pelos incêndios na região.

A queima de expansão consiste em eliminar combustível (matéria-orgânica) em pequenas faixas do terreno através da aplicação do fogo, de forma a conter o avanço das chamas em um incêndio real. “O controle dessa técnica exige pessoal treinado e experiente, pontos de ancoragem muito bem definidos e condições meteorológicas favoráveis para que o fogo não se alastre e inicie um novo incêndio. Todas essas condições foram obedecidas e a queima foi considerada um sucesso”, afirma o órgão.

O instituto reforça que a Estação Ecológica de Taiamã continua protegida, sem incêndios no seu interior. “No entanto, desde 14 de setembro, um vídeo que circula pela internet tem gerado diversos mal-entendidos sobre as ações do ICMBio. Ele foi produzido e divulgado por um brigadista que esteve em campo, trazendo uma versão errônea sobre a prática de que ele participara”, declara.

O vídeo causou comoção principalmente porque a região vive um momento bastante delicado, tendo registrado até o momento, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 96% mais queimadas do que no mesmo período do ano passado. As chamas, inclusive, já destruíram pastagens e lavouras, como o Canal Rural mostrou.

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