Em setembro, carne bovina sobe 3%, suína tem alta de 4,3% e frango avança 13,4%. Migração de consumo


Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho, destacou que os preços da carne bovina no atacado seguem firmes apesar da segunda quinzena do mês. “Nós não estamos observando uma queda nas vendas por conta da restrição orçamentária, mas temos um animal em patamares elevados que atingiram recordes nominais na semana passada”, afirma.

As referências do indicador chegaram próximas de R$ 249,10/@, mas o mercado sinaliza um cenário de alta para os próximos meses. “O boi está se mantendo firme, mas consegue puxar as cotações das demais proteínas animais no mês de setembro. No atacado, a carne bovina teve um aumento de 3,00%, a suína tem uma alta de 4,3% e o frango registrou um avanço de 13,4%”, comenta.

Diante de um ambiente econômico instável, o consumidor tenta migrar para proteínas mais baratas e os cortes de frango conseguem atender por essa demanda. “No início da pandemia, o frango resfriado teve uma demanda maior se comparado com as demais carnes. Realmente, os preços das carnes subiram e isso assusta o consumidor e para saber se os preços chegaram a um limite vai depender de diversos fatores”, aponta.

Com a valorização do dólar, as indústrias frigoríficas vão negociar o produto para o mercado internacional para garantir melhores margens. “Até a segunda semana de setembro, nós exportamos 65 mil toneladas de carne bovina in natura e a expectativa é que os embarques aumentem até o final do ano”, conclui.

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