Chuvas no Sudeste tem novo atraso com o La Niña, e aparecem nos radares só no dia 12


Neste sábado, 26 de setembro, a meteorologia previa a entrada de uma frente fria, vinda da Argentina, que deveria formar um grande corredor de umidade desde o sul do País até ao Oeste do Mato Grosso. Seria formada uma faixa de chuvas desde o litoral do Rio Grande do Sul, passando por Sta Catarina, sul e sudoeste do Paraná, adentrando pelo Mato Grosso do Sul, alcançando até o oeste do Mato Grosso (região do Parecis). Praticamente todos os principais centros de meteorologia informavam essa condição. No entanto, nada aconteceu.

As temperaturas no Paraná ultrapassaram em algumas localidades (Loanda/Capanema/Palotina), os 40 graus. No Rio Grande do Sul, porém, a metade sul do Estado (região de Sta Maria) passou o sábado debaixo de chuva, com tendencia de mais dias chuvosos pela frente.

-- "O que houve?", perguntamos para o agrometeorologista do Agroclima, João Castro. Sua resposta não difere das explicações dos demais profissionais do clima:

--"É o La Niña..., o fenomeno está se materializando sobre a América do Sul, resultado do esfriamento das águas do Pacifico central, com o aquecimento do Atlantico Sul; as frentes vindas da Argentina/Uruguai, que deveriam se juntar com a umidade da Amazonia, acabam trombando na grande bolha de ar quente que paira sobre o País e não avançam. Enfraquecidas, elas se dissipam e escorrem para o Atlantico".

-- "E essa situação deve perdurar até quando?".. João Castro mostra os modelos climáticos, primeiramente dos primeiros 10 dias, e não vê chuvas no horizonte. Só sol forte e ar quente permanecendo estacionado sobre o Brasil central. Avançando mais 10 dias e, aí sim, aparecem chuvas nos radares.

-- Para o dia 10 já temos a possibilidade de ver o rompimento do bloqueio; mas como ainda tem muito tempo até lá, é melhor não arriscar... O La Niña altera tudo..

Diante da indefinição, João Castro aconselha ao Notícias Agrícolas informar que uma frente deverá avançar sobre o País em torno do dia 10/outubro, que poderá alcançar o sul de Minas, Triangulo Mineiro/Goiás, subindo pelo Brasil Central, chegando até o eixo da BR-163, no centro-norte do MT.

-- "Mas é melhor não arriscar; assegure que teremos chuvas no Paraná/S.Paulo lá pelo dia 12; mas o mais recomendado é cravar no dia 15 de outubro", recomenda ele.

A preocupação tem razão de ser. Neste sábado (26), os modelos de clima já mudaram a entrada da frente de chuvas para o dia 11, não mais para o dia 10. O fato é que, com isso, serão 36 dias sem chuvas sobre o Paraná, com plantio sem iniciar e com a janela do milho safrinha ficando perigosamente nos limites da janela (período de semeadura).

-- Não é hora de jogar a semente no pó; pois haverá perdas... acompanhem as informações diárias do clima aqui no Notícias Agrícolas e na Climatempo, recomenda João Castro

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