Aumenta, no varejo, a competitividade da carne de frango em relação à carne bovina



Sintetizados no gráfico abaixo, os dados do PROCON-SP relativos aos preços dos produtos da cesta básica no varejo paulistano ressaltam a competitividade da carne de frango frente à carne bovina (o órgão não coleta preços da carne suína, impossibilitando qualquer comparação).

Como ponto de partida foram considerados, neste caso, os preços registrados em dezembro de 2019, época em que as três carnes, impulsionadas pela demanda externa, atingiram os maiores preços do ano que passou. Então, a carne bovina de primeira registrou aumento anual de 27,18%, enquanto a de segunda registrava incremento de 22,69% (a valorização do frango resfriado foi menor, de 16,93%).

Pois bem: a forte valorização da carne bovina prosseguiu em 2020. Em setembro último, a de primeira alcançou preço 15,7% superior ao registrado em dezembro/19, enquanto o aumento da carne bovina de segunda ficou próximo dos 25% (24,8%, mais exatamente).

E o frango resfriado? Valorizou-se apenas no terceiro trimestre quase 12% (passou de R$6,87/kg em junho para R$7,67/kg em setembro). Mas como em cinco dos nove primeiros meses de 2020 operou com preços menores que os de dezembro/19, chegou a setembro apresentando valorização de somente 2,82%.

Isso, naturalmente, traduziu-se em grandes vantagens para o consumidor. Exemplificando, no Natal de 2019, ao preço de um quilograma de carne bovina de primeira o consumidor pode adquirir 4,020 kg de frango resfriado, volume que em setembro subiu para 4,525 kg – um ganho de 12,5% para o consumidor.

Já no tocante à carne bovina de segunda, o aumento a favor do frango resfriado foi de 21,42%, porquanto a quantidade adquirida no último Natal – 2,979 kg – aumentou em setembro para 3,617/kg.

A avicultura, enfim, cumpre seu papel social. Mas todo esforço em prol do consumidor vai se esvaindo em decorrência dos altos e sempre crescentes custos de produção.

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