Mercado brasileiro de milho segue com poucas movimentações na reta final de ano

A quinta-feira (17) chega ao final com os preços do milho se movimentando pouco no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas no Oeste da Bahia (3,20% e preço de R$ 60,50).

Já as valorizações apareceram nas praças de Cândido Mota/SP (0,78% e preço de R$ 65,00), Cascavel/PR (0,80% e preço de R$ 63,00) e Amambaí/MS (3,17% e preço de R$ 65,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o mercado físico do milho está calmo nas praças paulistas. Com menos agentes ativos, o volume de negócios caiu de maneira relevante. Os poucos negócios que acontecem são das necessidades urgentes, o que sustenta parte das cotações”.

O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando que área cultivada na segunda safra de milho em 2021 deve registrar aumento de 5,03% no Mato Grosso em relação à safrinha passada. Já para a produção de milho, o relatório projeta que estado irá colher 36,29 milhões de toneladas na segunda safra, volume recorde.

“As expectativas da manutenção dos preços em alto patamar anima os produtores a aumentarem as áreas de cultivo, sobretudo, das áreas de algodão que podem ser convertidas para o milho”, explicam os analistas do Imea.

B3

Os preços futuros do milho operaram a maior parte da quinta-feira contabilizando recuos na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,13% e 0,82% por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 76,65 com baixa de 0,13%, o março/21 valia R$ 76,90 com perda de 0,52%, o maio/21 era negociado por R$ 73,22 com queda de 0,25% e o julho/21 tinha valor de R$ 66,45 com desvalorização de 0,82%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a Bolsa Brasileira está fazendo ajustes, basicamente, em cima das flutuações cambiais. “O Brasil é o segundo maior exportador mundial e o dólar influencia nas exportações. Assim, as cotações flutuam com influência do câmbio para cima e para baixo”, explica.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro ganharam força ao longo do dia e encerraram a quinta-feira maiores na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,25 e 5,25 pontos ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 4,32 com valorização de 5,25 pontos, o maio/21 valeu US$ 4,34 com elevação de 5,00 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 4,35 com alta de 4,75 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,18 com ganho de 3,25 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,17% para o março/21, de 1,17% para o maio/21, de 1,16% para o julho/21 e de 0,72% para o setembro/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho da Bolsa de Valores de Chicago subiram na quinta-feira, recuperando-se das perdas noturnas devido a sinais de fortes exportações.

“A boa demanda por suprimentos dos EUA destacou as preocupações sobre possíveis quedas de safra na América do Sul, estreitando a base de oferta global, com a previsão do tempo incerta à medida que as safras se encaminham para períodos importantes de desenvolvimento”, comenta Mark Weinraub da Reuters Chicago.

O Departamento de Agricultura dos EUA disse na manhã de quinta-feira que as vendas semanais de exportação de milho totalizaram 1,935 milhão de toneladas, superando as expectativas do mercado.

“Quando você olha os números, você tem que estar em modo de demanda de racionamento e nós não estamos racionando”, disse Mark Schultz, analista-chefe de mercado da Northstar Commodity.


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