Soja cede mais de 1% na tarde desta 4ª feira em Chicago ainda sentindo pressão do financeiro

Publicado em 20/07/2022

As baixas continuam intensas entre os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (20), perdendo mais de 1% e dando sequência ao movimento de baixas fortes da sessão anterior. As cotações perdiam de 17 a 19,50 pontos nas posições mais negociadas, com o o agosto valendo US$ 14,57 e o novembro a US$ 13,39 por bushel.

A pressão maior continua vindo do mercado financeiro e, como explicam analistas internacionais, da liquidação de posições por parte dos fundos investidores. A aversão ao risco continua, as preocupações também e o impacto sobre as commodities - não só as agrícolas - mas de uma forma geral é inevitável.

"Os mercados de milho e soja estão em queda com a liquidação de fundos, enquanto o mercado de trigo está em alta frente à forte demanda. Todos os modelos de previsão mostram o calor chegando na próxima semana, juntamente com mais chuva no início de agosto", explica o consultor de commodities americano Al Kluis ao portal Successful Farming.

Atenção ao fornecimento de gás russo para a Europa, à recessão, à inflação e aos novos momentos da Covid-19 na China levando a mais lockdowns. Assim, a pressão não se dá somente sobre os futuros da soja em grão, mas também do óleo, que perde mais de 2% na CBOT na tarde de hoje.

Além do clima e do financeiro, na soja o mercado também se mostra bastante atento às novas compras que tem sido feitas pela China, principalmente para os embarques fevereiro e março. "Se fala em mais três barcos comprados ontem. Traders comentam que haveria mais um milhão de toneladas a caminho. Cofco comprando e vendenod para a Sinograin", relata o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities.

Nesta quarta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou uma nova venda de soja dos EUA para a China de 136 mil toneladas da safra 2022/23. A Agrinvest informa ainda que já se fala em ao menos 13 barcos negociados nesta semana:

Por: Carla Mendes

Fonte: Notícias Agrícolas

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